8 novembro 2009 às 12:13
Nos cinemas, Os Fantasmas de Scrooge
Os Fantasmas de Scrooge (A Christmas Carol) EUA, 09.
Direção de Robert Zemeckis. Com vozes de Jim Carrey, Gary Oldman, Colin Firth, Cary Elwes, Robin Wright Penn, Bob Hoskins.96 min.
Este ano parece que o Natal está com pressa de chegar, a julgar pelas vendas natalinas já começando em outubro e este filme típico das festas estreando agora.
Isso sem duvida dá uma certa aflição. Assim como é muito difícil que alguém já não tenha visto alguma vez uma das inúmeras versões de A Christmas Carol de Charles Dickens.
O imdb registra esta como a 64ª versão do clássico e na lista, esqueceram a recente comédia de Matthew McConaughey, sobre Fantasmas de ex-namoradas.
Todo mundo já conhece a história do velho sovina Scrooge (que inspirou o Tio Patinhas) que nas vésperas do Natal é visitado pelo fantasma do antigo sócio, agora uma alma penada que lhe anuncia que será visitado pelos fantasmas dos natais passados, presentes e futuros.
Pois é essa mesma história que aqui conta o diretor Zemeckis. Depois de Forrest Gump, ele resolveu se dedicar a desenvolver técnicas digitais experimentando com técnicas de animação em filmes como Expresso Polar e Beouwolf.
Esta nova versão foi concedida para a tela grande (se possível veja em IMAX) e em Terceira Dimensão.
É um conto de terror infantil com fantasmas (mesmo sendo da Disney) e soluções que parecem ser adequados para a imaginação delas.
É curioso que ele faça as cenas interiores muito escuras (porque afinal de contas, na época vitoriana, Londres era uma cidade escura e dentro das casas pobres não havia muitas iluminação).
Sempre narrando com suntuosos movimentos de câmera e ângulos inusitados, que são fluidos e por vezes originais (como na sequência de dança de salão) e fazendo o máximo para explorar os efeitos do 3D (as crianças ficam catando a neve por exemplo).

Pela técnica inventada por Zemeckis, os atores têm que servir de modelo para os personagens e aqui é um tour de force de Jim Carrey, que está irreconhecível (quase) como Scrooge.
Ele também faz a voz e o tipo para os três fantasmas. Scrooge como criança, adolescente e de meia idade sem aqueles exageros dele.
Não há grandes novidades no roteiro, onde o único defeito - se é que podemos chamar assim - é que na parte final há muitas cenas em que a câmera escorrega e sai voando como no antigo sistema Cinerama, para possibilitar o maior aproveitamento da tela grande e o 3D (como por exemplo deixá-lo pequenino ao ser perseguido pela carruagem dos cavalos negros).
Perdoando o exagero, o filme que foi produzido pela Disney é muito bem realizado e fácil de ver.
Tecnicamente brilhante, funciona dramaticamente. Desde que tenham paciência de rever uma velha história que ainda não perdeu sua magia.
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