17 novembro 2009 às 08:55
O Amor pede passagem
O Amor pede passagem (Management, 09).
Direção e roteiro de Stephen Belber. Com Jennifer Aniston, Steve Zahn, Margo Martindale, Fred Ward, Woody Harrelson, James H, Liao, Katie O´Grady. 94 min. Comédia.
Assisti em Nova York, no mês de maio, quando o filme foi mal de bilheteria, apesar da contínua popularidade de Jennifer Aniston, principalmente depois de Marley e Eu.
Isso pode explicar o lançamento discreto no Brasil, na semana justamente em que todo mundo está pensando em Lua Nova.
Mas é engraçado que ela não gosta de fazer apenas filmes que vão ser sucesso certo, mas de vez em quando prefere se arriscar em projetos um pouco diferentes, mais originais, menos glamurosos.

Ao chegar aos perigosos 40 anos e depois de ter colocado um preenchimento no lábio (prestem atenção, é um problema nos lábios das mulheres, em particular americanas, que ficam na parte superior cheio de pequenas rugas que elas detestam e fazem tudo para esconder) sua carreira periga.
Apesar disso, tem no momento pelo menos 4 filmes em andamento e segundo o imdb 7 outros planejados! Nada mal...

Dito isso, vou defender um pouco esta quase comédia sobre classe trabalhadora e um anti-herói (o discutível Steve Zahn, que tem a tendência de se tornar um chato).
Sue (Jennifer) tem uma profissão muito estranha: ela viaja pelo interior vendendo quadros para hotéis ou restaurantes. Isso mesmo, quadros a metro, como decoração, sem maior valor artístico.
Nunca tinha visto isso num filme antes.
Acontece que Mike (Zahn) é um cara meio largado, já de 38 anos, que trabalha ajudando a mãe e o pai num motel decadente, o Kingman Motor Inn, no Arizona, e que se encanta com Jennifer.
Ela cede e os dois têm uma rápida ligação. Só que ele não se conforma com isso e resolve ir atrás, para o que der e vier.
Mas a moça tem outras coisas na cabeça e não quer perder. Então, não demora e já se arranja com outro homem, mais rico e interessante, um ex-músico punk (Harrelson).
Só que Zahn não se conforma e pateticamente continua dando em cima, cada vez mais confuso e desajeitado.

Talvez se fosse outro ator, um Jim Carrey por exemplo, mais simpático para o público, o filme funcionasse melhor, fosse mais comercial.
Meio filme de estrada, meio comédia romântica sobre iniciação a la Primeira Noite de um Homem, tenta virar farsa quando ele arranja um oriental para lhe ajudar nos planos de conquista.
É uma produção independente, modesta, um pouco triste, mais que romântica e que não chega a dar um grande personagem a Jennifer.
Engraçado que foi rejeitado pelo público americano. Quem sabe o brasileiro se afeiçoa mais a este desajustado romance.
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