18 novembro 2009 às 09:51
Atividade Paranormal, o super sucesso
Com certeza já ouviram falar no filme Atividade Paranormal, que já está tendo pré-estreias no Brasil (ele foi importado pela PlayArte que prepara seu lançamento).
Um fenômeno de bilheteria e repercussão, quase tão grande quando o de Crepúsculo - Lua Nova. Tem uma história que vale a pena ser contada.
Começando pelo seu custo. Foram gastos apenas 11 mil dólares, tirados do bolso do seu criador, o roteirista-diretor nascido em Israel, Oren Peli, que filmou em sua própria casa.

Ele pagou 500 dólares para cada um dos atores centrais, ambos desconhecidos, Micah Sloat, que também opera a câmera e Katie Featherston.
Outros itens engraçados do orçamento são: 500 dólares de comida, 3 mil dólares de câmera Sony, mil dólares de equipamento, 4 mil dólares de edição e 400 dólares usados num uniforme de policial em cena (que acabou sendo cortada!).
Total: 11.558 dólares.
Nada mal para um filme que já ultrapassou a barreira dos 100 milhões de dólares (está perto de 110) rivalizando o que sucedeu com Bruxa de Blair há mais de uma década.
E neste momento, Peli está rodando em segredo um novo filme chamado Área 51, em Utath (naturalmente é segredo sua história, que talvez tenha a ver com aliens).

O filme começou a ser feito em 2006, quando este programador de videogames achou que sua casa tinha alguns barulhos estranhos e ele teve a ideia do filme.
É a história de um casal que coloca câmeras pela casa para registrar esta atividade paranormal. Tudo foi rodado em uma semana, sem script.
O diretor passava suas ideias para os atores (que nem se conheciam antes dos testes) e estes improvisavam.
Rodavam até de madrugada, acordavam ao alvorecer e tudo feito em segredo (para não estragar a ideia, quem sabe alguém poderia achar que tudo aquilo era real como em Blair!).
Assim o filme terminado, chegou a passar em dois festivais em 2007,o Screamfest de Los Angeles e o Slamdance (que é o rival pobre de Sundance que sucede ao mesmo tempo que o rival).
Ninguém quis comprar, mas a Miramax os procurou apenas com a intenção de comprar os direitos para refazê-lo com astros famosos.
Até que uma diretora da Dreamworks levou ma cópia para Spielberg, que ficou tão assustado que não conseguiu ver o filme a noite, esperou até o dia seguinte e gostou muito.
Foi o primeiro a querer distribuir o filme e deu uma sugestão concreta. Só que ele não gostou do final e pediu para fazerem um mais forte (a Paramount que na época era associada a Dreamworks gastou nisso mais 4 mil dólares!).
Enquanto mandava emails e fazia campanha para o filme ser exibido nos cinemas.

Quem ajudou muito também foram os fãs, que mantiveram a fama de que o filme era "um dos mais assustadores de todos os tempos".
Eventualmente a Paramount assumiu a distribuição, feita primeiro em sessões de meia-noite em cidade com faculdades, abrindo bem lentamente e conquistando o boca a boca.
Logo após passou a atender pedidos de cidades que desejassem que o filme passasse por lá (a PlayArte está fazendo algo semelhante aqui).
O êxito já fez a Paramount pensar numa continuação e os atores e diretores já foram compensados (eles conseguiram agentes e querem se profissionalizar).
Ou seja, é uma história de sucesso que todos gostariam de imitar. Ainda não vi o filme e retornarei ao assunto.
Mas para poder apreciá-lo, é fundamental saber deste background.
PS - Spoiler – O filme teve dois outros finais, um deles não chegou a ser rodado (num deles, Katie voltava para o quarto e cortava seu pescoço).
O outro você encontra no YouTube como Paranormal Activity original Ending (mas eu não vou revelar aqui!!). Quem quiser, é só assistir o vídeo:
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