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3 dezembro 2009 às 10:56

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Claudia Raia em São Paulo

Claudia Raia Foto por Fábio Guinalz1 Claudia Raia em São Paulo

Há muitos anos eu dividi um táxi no Rio de  Janeiro, do Santos Dumont até a Globo, com uma jovem simpática, exuberante, que depois fui descobrir tinha visto no musical A Chorus Line.

Desde então ficamos amigos e ela nunca me decepcionou, mesmo se tornando a maior estrela de musicais do Brasil, gênero que sempre a apaixonou.

Claro que com o tempo, o Brasil inteiro se encantou com aquela talentosa mulher, um monumento de beleza , chamada Claudia Raia.

Uma pessoa absolutamente determinada, dedicada, que trabalha o corpo para mantê-lo em forma. Na peça logo de cara diz que tem quarenta anos, uma idade difícil para uma dançarina.

Neste novo espetáculo em cartaz Perna para o Ar (por poucos dias) no esplêndido Teatro Bradesco (no Shopping  Bourbon) demonstra um nova faceta, uma bela voz, que ela foi aperfeiçoando e que agora brilha, em particular num solo a cappella (ou seja, sem acompanhamento, na canção Speak Low de Kurt Weill).

Já disse que não sou crítico de teatro, falo de quem e do que gosto. Este show de Claudia, é um projeto muito pessoal, bancado por ela própria, sem lei, até porque este ano tem sido difícil captar qualquer coisa, que de certa forma lembra o programa Não Fuja da Raia.

Ou seja, conta uma história pontilhada de canções famosas, em geral de musicais de Bob Fosse que ganharam traduções, letras adaptadas para a narrativa atual.

No caso, uma mulher que é visitada pelo diabo que a leva numa jornada contra sua vontade (as pernas ganham vida própria). O que faz todo mundo dançar e cantar.

O diferencial é que a produção é extremamente cuidada e bonita, com o que há de mais moderno em animação e projeção (sobre o cenário branco) e o elenco é todo excelente.

Destaco aqueles que eu conheço melhor, como é o caso do Tomura (que fez  Miss Saigon recentemente) e o Jarbas Homem de Mello, que estrelou Querido Mundo, que eu dirigi, por isso sei bem como ele é talentoso.

Ainda assim me surpreendeu dançando muito bem, coreografias difíceis como o Steam Heat de Bob Fosse. Também as mulheres (não tinha programa e perdoe, mas não sei os nomes), em particular a que faz a enfermeira e depois volta como uma das três Nossas Senhoras.

Não há outra pretensão além de divertir, fazer passar agradável hora e meia.

Com ótimas canções, excelente elenco, belo visual, situações divertidas e uma estrela como existem poucas aqui e mesmo lá fora, a carismática e querida Claudia Raia.

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