11 dezembro 2009 às 06:00
Estreia – A Princesa e o Sapo
A Princesa e o Sapo (The Princess and the Frog) EUA, 09. Direção de Ron Clements, John Musker. Vozes originais de Anika None Rose, Bruno Campos, Keith David, Oprah Winfrey, John Goodman, Terrence Howard. Animação Disney.
A novidade é que este é o primeiro desenho animado da Disney que traz uma protagonista, no caso uma espécie de princesa, que é negra. É um caso de antes tarde do que nunca! Mas, para o especialista, é importante por outra razão. Nesta época de animação digital por computadores, quando a Pixar tomou conta da Disney, é muito bem vindo um filme que é realmente ainda desenho animado, ou seja, feito à moda antiga, quadro a quadro, com todas as dificuldades possíveis. Mas também toda a qualidade técnica dos saudosos clássicos.
E quem o realizou foram o veteranos Clements e Musker (de A Pequena Sereia e Aladdin), que fizeram de forma encantadora o que é basicamente um musical à moda antiga, passado em New Orleans, engraçado e divertido, especialmente atraente para as meninas.
Embora seja um conto de fadas passado nos anos 20, dá uma visão simpática e refrescante do que seria a vida de uma garota pobre, Tiana (voz de Anika, de Dreamgirls), que trabalha para sua amiga branca e muito rica enquanto sonha um dia abrir um grande restaurante e casa de shows (a princípio é preciso não pensar muito que, na época, o racismo era muito forte, e certas coisas que o filme mostra, como andar de bonde, eram carregadas de proibições para os negros). Chega à cidade um príncipe de verdade Naveen (não se fala de onde, mas ele é escuro e malandro e quem faz a voz é o brasileiro Bruno Campos, que vive nos EUA e fez aqui O Quatrilho). Os sonhos de Tiana desmoronam quando o rapaz é transformado em sapo por um Mestre do Vudu e ela mesma acaba virando também um anfíbio! O importante é que eles são ajudados por personagens curiosos como um velho vaga-lume meio estropiado e um crocodilo que deseja ser tocador de jazz. Com humor, música, romance, fantasia, contos de fadas, tudo no lugar certo, o filme é muito bem sucedido e muito bom de ver. Oprah faz a mãe da heroína, a mensagem é positiva e as canções de Randy Newman são especialmente felizes. Recomendado.
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