26 dezembro 2009 às 09:32
DVD: G.I. Joe, Che 2 – A Guerrilha , Amantes, Segredos Íntimos
G.I. Joe a Origem de Cobra ** G.I. Joe : The Rise of Cobra
Áud: Ing , Port (ambos 5.1). Leg: Port, Ing. Aventura. Widescreen. 113 min. Cor. 2009.EUA. Paramount. 14 anos. Diretor: Stephen Sommers. Elenco: Sienna Miller, Jonathan Pryce, Channing Tatum, Joseph Gordon Levitt, Marlon Wayans, Dennis Quaid, Christopher Eccleston, Rachel Nichols, Ray Park, Said Taghmaqui, Arnold Vosloo.
Sinopse: A força de elite chamada G.I. Joe lutam contra a organização chamada Cobra.
Comentários: Esta é uma versão modernizada dos Comandos em Ação, do qual saiu o famoso Falcon (inclusive os bonequinhos) de algumas décadas atrás. Pois não há Falcon, nem qualquer vontade de relacionar com a antiga série de animação. Querem ficar com o nome de GI Joe (que tem sua origem na segunda guerra Mundial quando eram assim chamados os pracinhas, inclusive num filme famoso denominado The Story of GI Joe/Também Somos seres Humanos, 45, de William Wellman).
Mas estamos agora em pleno domínio da fantasia, de efeitos especiais, no que é um dos filmes mais mal dirigidos de todos os tempos, em particular a nível de atores. Sempre se soube que Dennis Quaid era um canastrão irremediável, mas andava mais sossegado. Como o general Hawk ele está ridículo e risível.
Mas é superado pelo relativamente novato Channing Tatum, que parecia promissor antes em filmes como Ela é o Cara e Inimigos Públicos. Mas aqui como o protagonista, Duke revela todas suas limitações. Não apenas de tipo (os olhos muito juntos, a falta de nuances, meio mongo) mas principalmente ao reagir em muitas cenas. Pior impossível. Mas também nada o ajuda. O diretor Stephen Sommers, famoso pela série da Múmia (inclusive colocando o protegido Arnold Vosloo numa participação infeliz aqui) se perde no que é basicamente um grande videogame barulhento, confuso e pouco interessante.
GI Joe é o nome de uma organização de elite de agentes especializados que enfrenta aqui uma organização de traficantes e fabricantes de armas (a Destro), onde seu dono que leva esse nome, resolve mandar no mundo, na maior tradição de James Bond, fazendo chantagem com as grandes potências (Jonathan Pryce fragilizado faz o presidente americano).
Além disso, há um cientista meio louco que controla uma vilã que foi namoradinha do herói Duke, chamada Ana/Baronesa (A bela Sienna Miller é a melhor coisa do filme nesse papel dúbio). A sensação que se tem é que é muito difícil fazer esse tipo de filme, sem pé nem cabeça, onde você tem que dar sentido a personagens absurdos, que dizem patacoadas e se comportam sem maior lógica.
O filme é ainda mais difícil de suportar do que Transformers II, com quem tem várias semelhanças. Tudo é muito acelerado, apressado, de tal forma que mal temos a chance de nos envolvermos nas cenas de ação, em particular os ataques terroristas que são muito bem realizados, mas não chegam a criar suspense. Mesmo quando a cena é espetacular como o ataque a Torre Eiffel de Paris.
Outra coisa que me incomodou, o tal comando G. I. Joe é altamente incompetente, apesar de suas roupas voadoras, ou quase isso, eles não acertam uma (ao menos até o final quando não há outra saída). O que sobra do filme? Não muito. Talvez os efeitos, a vontade de gostar do ator Gordon Levitt (mas desta vez não consegui) e a curiosidade de se ver um blockbuster que não deu certo. Comentários do diretor Sommers e o produtor Ducsay.
A Guerrilha Che2 ** Che : Part Two
Áud: Espanhol, Port. Leg: Port, Ing. Drama. Widescreen. 133 min. Cor. 2008. EUA. Europa. 14 anos.
Diretor: Steven Soderbergh. Elenco: Benicio Del Toro, Carlos Bardem, Demian Bichir, Joaquim de Almeida, Pablo Duran, Jordi Molla, Lou Diamond Philips, Jorge Perrugoria, Franka Potente, Catalina Sandino Moreno, Rodrigo Santoro, Matt Damon.
Sinopse: Depois da Revolução cubana, Guevara sonha em exportar a revolução através de guerrilhas pela América Latina. Mas encontra seu destino na Bolívia.
Comentários: É apenas um filme que foi dividido em dois, por ser longo demais. Então não tenham esperança de que alguma coisa melhore, muito pelo contrário, afunda ainda mais por causa justamente de sua temática mais deprimente, mais trágica. E também pela apatia e cansaço que levou Soderbergh a este fracasso e mesmo a comprometer sua reputação.
A primeira parte já existe em DVD mas não muda muito se você não o assistiu, porque o filme dá um pulo enorme e conveniente já que simplesmente deixa de mostrar os momentos mais polêmicos da carreira de Guevara, justamente o que seriam os mais interessantes, quando ele participou dos primeiros anos da Revolução Cubana e que teria tido atitudes no mínimo polêmicas.
Quando o reencontramos, está esta mergulhado no sonho louco de promover a revolução por todo o continente latino, nada ajudado pela interpretação apática de Benicio del Toro (que tem carisma, um bom tipo, mas parece em permanente topor, como se alcoolizado ou coisa que o valha). Já se sabe que aquela aventura será um desastre e o filme mostra tudo de forma bastante realista, mas dramaticamente fraca, sem clima ou suspense, sem mesmo heroísmo ou grande emoção. Tudo o que se reclamou do primeiro capítulo se agrava nesta segunda parte. Trailers.
Amantes *** Two Lovers
Áud: Ing , Port. Leg: Port, Ing. Romance. Widescreen. 110 min. Cor. 2008.EUA. Playarte. 14anos. Diretor: James Gray . Elenco: Com Joaquim Phoenix, Gwyneth Paltrow, Vinessa Shaw, Isabella Rossellini, Moni Moshonov, John Ortiz, Bob Ari.
Sinopse: Rapaz judeu com tendências suicidas se apaixona pela loira do vizinho que o trata apenas como amigo.
Comentários: O diretor Gray tem uma carreira irregular em filmes policiais nova-iorquinos sempre estrelados por Joaquim Phoenix (Fuga para Odessa, Caminho sem Volta, Os Donos da Noite) e deve ter sido um choque para ele constatar recentemente que ele estava com problemas mentais (quis se tornar rapper e depois de escândalo sumiu). Certamente tem alguma relação com o personagem que escreveu para ele neste seu trabalho mais recente, um modesto drama que passou em branco em Cannes, mas é possivelmente seu melhor filme.
Um drama de amor, que já começa com Joaquim caminhando para o amor e se jogando na água, numa frustrada tentativa de se matar. Aos poucos, vamos sabendo quem é ele. Leonard, um rapaz judeu do Brooklyn que vive com os pais que lhe fazem todo tipo de pressão (Isabella Rossellini é uma mãe discreta, assumindo a idade mas guardando a simpatia). Eles desejam que se ajeite na vida e se case, e aprovam uma garota Sandra, que tem um pai rico e ao menos não desagrada ao rapaz (Vinessa).
Mas ele se sente atraído mesmo é por uma vizinha, loira, instável, atraente, intocável. É Michelle (Gwyneth Paltrow, talvez em seu melhor momento como atriz, já que o personagem não tem aprofundamento, se fixa mais em aparências e jogos românticos).
A moça é gentil com ele, o leva para sair numa balada, mas está focada em outro cara, que é casado. Ou seja, Leonard faz papel de bobo. Como muitas vezes também aconteceu com a gente. Talvez seja esse o charme do filme, sua simplicidade, sua história de amor infeliz e fácil de se identificar. Dá até para entender porque concorreu ao César de melhor filme estrangeiro e passou em branco nos EUA. É muito mais europeu em espírito e estilo.
De qualquer forma, é sensível e interessante, uma história de amor diferente das comédias românticas tradicionais. Surpreendentemente foi um dos filmes mais elogiados e queridos do ano. Trailers.
Segredos Íntimos ** Há-Sodot/Secrets

Áud: Hebraico, Port. Leg: Port, Ing. Drama. Standard. 127 min. Cor. 2007. Israel/França. Paris Filmes. 14 anos. Diretor: Avi Nesher. Elenco:Fanny Ardant, Ania Bukstein, Michal Shtamler, Adir Miller, Guri Alfi, Alma Zack.
Sinopse: Naomi é a filha estudiosa de um rabino que deseja estudar mais os textos sagrados e adia seu casamento para estudar em Seminário no Interior. Lá conhece uma mulher que esta morrendo (e quer se penitenciar por ter matado seu amado) e se envolve romanticamente com uma colega.
Comentários: Um tema muito polêmico tratado com delicadeza, por um diretor acostumado a lidar com histórias difíceis. Embora tenha traços de Yentl, na verdade vai mais longe discutindo a situação da mulher judia religiosa que não pode aspirar a ser rabino e ainda tem condição inferior diante dos homens. É do que se ressente a heroína rebelde que chega a cogitar a possibilidade de assumir seu caso com outra mulher.
Mas o filme parece não querer ofender ninguém, gastando muito tempo com uma figura catalisadora, a mulher francesa que está morrendo e precisa de ajuda. Há nudez em banhos rituais. Foi indicado para 8 prêmios na Academia israelense. Para os não judeus, resta lesbianismo numa cultura exótica, mais curioso do que bem sucedido. Sinopse, ficha técnica, trailers.
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