8 janeiro 2010 às 06:10
Amor Extremo
Amor Extremo (The Edge of Love)
Ingl, 09. Direção de John Maybury. Com Keira Knightley, Matthew Rhys, Sienna Miller, Cillian Murphy, Richard Dillane, Richard Clifford. Imagem.
Não há como esconder a vontade de que este filme britânico fosse um novo "Desejo e Reparação", ou seja, um filme de amor, de época, romântico e histórico, que conseguisse prêmios e sucesso. Mas não é o caso.
Sob as ordens de John Maybury (mais lembrado por dois episódios da série de TV "Roma", e o horrível "Camisa de Força" ). Não ajuda tampouco o fato de que o roteiro é assinado por Sharman MacDonald, mãe da estrela Keira Knightley (que é casada com um ator chamado Will Knightley e tem outro filho, Caleb, compositor).
O curioso é a mãe escreveu o papel de Caitilin para Keira, que preferiu interpretar outro, o de Vera (ela canta com sua própria voz).
A produtora Rebeka Gilbertson é bisneta dos personagens feitos no filme por Keira e Cilian Murphy. Mas o filme teve pouca repercussão e crítica, que só conseguiu uma indicação ao British Film Independent, para Sienna Miller. O resultado de bilheteria nos EUA foi ridículo.
Mas na verdade, não é mesmo grande coisa. Parte-se de um personagem real, o poeta galês Dylan Thomas (1914-53), mais lembrado por suas bebedeiras do que sua obra, que morreu aos 39 anos num concurso para ver quem bebia mais (embora tenha inspirado 19 filmes e ele mesmo tenha dirigido um em 1943, o documentário sobre a Guerra, These are the Men).
É difícil julgar um poeta quando não se conhece sua obra no original, mas o filme não deixa perceber nenhuma genialidade na reconstrução de parte de sua vida, quando em Londres, no começo da guerra começa o quarteto amoroso.
Vera (Keira) é uma cantora que tenta distrair o público dos ataques aéreos constantes e destruidores, quando conhece William, um oficial britânico (Cillian) que se apaixona por ela. Mas, por falta de sorte, ela também reencontra um amigo de infância e ex-namorado, justamente o poeta Dylan (Rhys, um ator inexpressivo), com quem reacende um romance interrompido logo depois pela volta de Caitlin, mulher dele , também galante e que gosta de flertar com todos. Quem faz o papel é Sienna Miller. Interpretando a inglesa está Robin Wright Penn, ou seja, uma boa atriz que não marca, que não registra. Pior até, porque muda de cara a cada filme e ninguém sabe direito quem é. Está completamente diferente e irreconhecível do anterior G.I. Joe!
O romance é interrompido, o que não é tão grave porque eles continuam todos amigos, vão morar juntos à beira-mar no País de Gales, enquanto William não retorna, para depois ter um conflito maior.
O filme basicamente é só isso, se sustentando na recriação dos anos 40, na elegância de figurinos e em toda a produção.
Nenhum dos personagens é muito agradável ou interessante e, francamente, o público não tem o menor interesse em saber quem fica com quem. O L.A. Times chegou a dizer que o filme seria uma patografia (uma biografia que se interessa só pelo lado patológico das pessoas) mas nem isso consegue ser. Resulta num fita mediana, de interesse relativo.
Veja mais:
+ Futuro de Bond 23 permanece indefinido
+ Alvin e os Esquilos 2 perde a liderança para Avatar nos cinemas britânicos
+ Todos os blogueiros do R7











