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11 janeiro 2010 às 07:30

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Um Sonho Possível (The Blind Side)

The Blind Side (Um Sonho Possível) - Previsto para 26 de março. Primeira crítica.

EUA, 09. Warner. Direção de John Lee Hancock. Com Sandra Bullock, Tim McGraw, Quinton Aaron, Jae Head, Kim Dickens, Lily Collins, Ray McKinnon, Kathy Bates. 128 min.

Não foi à toa que Sandra Bullock foi votada a grande estrela do ano. Ela conseguiu emplacar dois filmes de grande sucesso, este e A Proposta, que renderam mais de 200 milhões de dólares sem uma boa atração a não ser ela mesma.

Mais que isso, Sandra estava por baixo e não sabia o que fazer de sua carreira depois de chegar a perigosa idade de mais de 40 anos. Teve também neste ano outro filme que foi mal, o aqui inédito All About Steve que dizem ser ruim. Mesmo assim, conseguiu duas indicações para o Globo de Ouro como comédia e por este, como drama.

sandra bullock ok <i>Um Sonho Possível</i> (<i>The Blind Side</i>)

Não há a menor dúvida que Sandra é uma figura simpática, está em forma e sabe exatamente o que faz na tela. Tem domínio total do resultado. Mas vejam o risco: o filme não é comédia que costuma ser seu ponto de forte. É um drama “inspiracional” ou seja, bem intencionado, com uma história real que pretende ser um bom exemplo de vida.

Em outras palavras, é o tipo da história que o público tem rejeitado ultimamente. Alguns deles sumiram e nem tiveram qualquer chance, como os dois dirigidos por Denzel Washington ou o brasileiro O Contador de Histórias. E por fim, é um filme de esporte, outro gênero que difícil para exportação. No Brasil, por exemplo, o estúdio terá problema para vender um filme sobre futebol americano que brasileiro não entende e nem curte.

A seu favor: o diretor do filme  John Lee, que fez sucesso com outro filme de futebol chamado The Rookie (com Dennis Quaid), o qual mal foi visto como Desafio do Destino. O título nacional  também não ajuda, na verdade seria O Ponto Cego, aquele que a gente que dirige sabe muito bem, um ponto que não conseguimos ver nem pelo retrovisor!

No caso, é a situação em que um jogador de futebol americano não tem como perceber que alguém está vindo por trás para lhe dar um golpe.

E, não faz muito tempo (isso é mostrado no prólogo) um treinador  sacou isso e colocou um cara da defesa, de preferência um brutamontes, com essa missão de derrubar o sujeito que teria que correr com a bola (vocês  já perceberam que a minha cultura desse esporte se limita aos filmes que assisti sobre o assunto).

blind side <i>Um Sonho Possível</i> (<i>The Blind Side</i>)

A história é real: Michael Oher é um negro jovem, muito alto e grande, filho de uma mulher completamente viciada em drogas, que se tornou um famoso jogador All American e do primeiro time da NFL.

O filme conta a história de como ele conseguiu chegar até lá, com a ajuda de uma mulher dondoca, mas que sem preconceitos e com coragem, que enfrentou todos os obstáculos e foi cuidar do rapaz, chegando mesmo a adotá-lo com a ajuda do marido, que é feito pelo cantor country Tim McGraw (que era dono de rede de fast food mexicana).

A certeza é que ele não era burro como parecia e que seria capaz de dar a volta por cima. Nas cenas finais do letreiro aparecem as fotos das figuras verdadeiras. Claro que crítico não gosta de história sentimental, muito menos daquelas que fazem as pessoas sentirem-se bem e com esperança na vida e na redenção. Mas eu sou exceção.

É uma história bem contada, edificante, romanceada (nesse ponto tem até muito a ver com Lula, Filho do Brasil), com bastante senso de humor e com Sandra, sempre em forma.

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