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24 janeiro 2010 às 10:55

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E agora, com o SAG, tudo ficou ainda mais confuso!

sandra bullock sag.jpg E agora, com o SAG, tudo ficou ainda mais confuso!

Quando os associados do Sindicato dos Atores (Screen Actor's Guild) votaram em seus finalistas, eles ainda não tinham assistido a Avatar, que estreou tarde, e ninguém pôde imaginar que seria todo esse estouro. Por isso ele não ficou representado na premiação de sábado à noite. Ou seja, o poder do prêmio ser visto como uma previsão quase infalível dos vencedores do Oscar se restringe aos atores, já que obviamente Avatar é mais fraco justamente nesse setor. Mas não tenham dúvidas de que já temos os vitoriosos deste ano. Jeff Bridges, que é um ator cult em busca da chance de ser premiado, finalmente vai conseguir isso com Coração Louco, o papel de sua vida. Os coadjuvantes imbatíveis vão ser mesmo Mo' nique e Christoph Waltz.  E a única dúvida mesmo será em relação à Sandra Bullock, que entrou na luta por fora, sem maiores chances, mas, depois de duas vitórias, com certeza será indicada ao Oscar. Se vai ganhar ou não, ainda não é certo. Mas parece muito provável, afinal todo mundo gosta de um comeback, um retorno, uma volta por cima. E Sandra conseguiu isso (claro que conta ponto o fato da atriz ser querida por todo mundo, estar aos 45 anos em ótima forma e ter se saído super bem na hora de fazer piadinhas com Betty White e mesmo com o marido, a quem chamou de hot!).

Tão simples assim? A dúvida agora é saber qual será o tamanho da vitória de Avatar. Leva só diretor ou também como filme? Sem dúvida, Bastardos Inglórios saiu prestigiado com o maior prêmio da noite, o de melhor elenco, que na verdade era merecido porque Tarantino é um mestre na escalação de elenco (só por escolher Chris Waltz já seria o suficiente, mas acreditar que Diane Kruger tem talento e outros atores mal conhecidos também). Ainda acho esquisito que ele seja um provável candidato a roteiro original, quando sabidamente ele se inspirou na história de um filme italiano de guerra (é verdade que mudou muita coisa, ficou completamente diferente). Mas se a Academia é tão chata com a parte de música (não basta que a canção seja inédita, tem que ser composta especialmente para o filme em questão), por exemplo, não seria lógico usar o mesmo critério nos roteiros?

Como festa, o SAG padece mesmo pelo fato do prêmio ainda não ter um apelido. A expressão the actor ainda é facilmente confundida (em inglês é comum para os dois, pois pode designar tanto homem quando mulher). Também precisa dar um jeito de fazer discurso sindicalista, louvando o sindicato, quando na prática não é bem assim. Eles, no caso o SAG, têm errado muito mais que acertado. E já começaram a prevenir que, em breve, terão outro acordo para renovar com os patrões.

Claro que a melhor coisa da noite foi a homenagem à grade Betty White, um ícone da televisão e uma velha encantadora e engraçada (viram como ela parecia cansada na plateia, mas se acendeu no palco e deu um show? Ator bom faz isso, como sucedia com o Paulo Autran, pisa em cena e se rejuvenesce, fica eterno).

Ruth é uma figura e também deu um show com suas piadinhas sobre seus amores (ao final, George Clooney tentou replicar, mas ficou tudo muito confuso e não funcionou como deveria). O fato é que essas homenagens são as melhores coisas das premiações, e a ideia do Oscar de fazê-las em festa separada é uma burrice sem tamanho. Estão tirando a melhor parte.

As premiações da televisão não tiveram novidade. Fico contente em já fazerem justiça a The Good Wife, uma série que já começou boa e trouxe de volta Julianna Margulies, que eu confesso conhecer pouco (quase nunca vi ER), mas a atração tem ótimo roteiro e, junto com Glee, Nurse Jackie e Modern Family são as melhores da atual temporada.

Mas será que a irregular 30 Rock já não estava na hora de encontrar um sucessor? (a piadinha de Tina Fey, dizendo que está satisfeita com a NBC, veio na hora em que a emissora está cansada de ser malhada por causa do programa de Jay Leno e também pela demissão de Conan O' Brien).

Fico triste que Nine não tenha mesmo pegado e caminhe para o total fracasso (repararam como Nicole Kidman estava novamente linda, não sei se mudou de maquiagem ou de cirurgião plástico, mas há esperança ainda dela não ter se perdido totalmente). Guerra ao Terror foi novamente desprezado, e o ator central Jeremy Renner cada vez parece menos amigável.

No final, não me contive em comentar a roupa de Meryl Streep, que estava vestida de sofá, parecia aquela erva perigosa feita por Uma Thurman na série Batman. Depois me arrependi, meu Deus, uma deusa como ela (na verdade nunca ligou muito para as roupas que usa, mas de qualquer jeito, ela é o Diabo Veste Prada!). Também não gostei nada da edição de melhores comédias, mal feita e sem valorizar os comediantes do passado como Harold Lloyd e Buster Keaton. Até então que queiram prestigiar o humor  sempre por baixo, mas podiam ter caprichado mais. 
No mais, não pensem que vão ter folga, porque o Oscar está longe, só em marco. Até lá, teremos prêmios de sindicatos, os indicados e assim por diante. Precisamos ser fortes!

Veja mais:

+ Os vencedores do SAG
+ Betty White, a premiada do SAG
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