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6 fevereiro 2010 às 05:43

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Conto de Inverno (Conte d´Hiver)

Conto de Inverno (Conte d´Hiver)

rubens2 Conto de Inverno (Conte d´Hiver)

Francês 2.0. Leg: Port, Fr. Romance. Widescreen. 110 min. Cor. 1992. França. Europa. 12 anos.

Diretor: Eric Rohmer. Elenco: Charlotte Véry, Frédéric Van Den Driessche, Michael Voletti, Hervé Furic, Ava Loraschi, Christiane Desbois , Marie Riviére, Roger Dumas.

Sinopse: Felicie e Charles tem um belo romance de verão. Mas, por causa de uma confusão com endereços, eles se desencontram e perdem o contato. Cinco anos depois, num inverno em Paris, ela vive com a filha  pequena daquela relação. Tem dois namorados, um cabeleireiro e um intelectual católico. Mas é incapaz de decidir.

Comentários: Outro dos Contos das Quatro Estações. Ganhou o prêmio da crítica e menção do júri ecumênico. Segundo da série, tem os problemas dos outros: elenco fraco, quase amador, que por vezes constrange, excesso de diálogos e sempre cheio de citações literárias e pseudo-culturais, narrativa lenta e direção imprecisa, que parece sem cuidado ou requinte.

Este começa com uma espécie  de clipe de verão, para depois virar um drama de indecisão. Mas não faltam discussões sobre religião, reencarnação e também epifanias numa igreja de Nevers. Ao menos o final é satisfatório. Como não gosto do trabalho de Rohmer, acho justo citar o crítico Roger Ebert que fala da obra dele:

"Não é preciso ver seus trabalhos pela ordem que foram feitos. Ele é muito prolífico e romântico. Mas consistentemente encantador. É, ao mesmo tempo, realista (seus personagens agem como pessoas normais) e adepto do realismo mágico, usando coincidências, acidentes, encontros e incompreensões que mudam a vida dos personagens. Encontra-se certo conforto em seus filmes, que nos fazem encontrar beleza em gente e lugares comuns e cotidianos. O que está sempre em sua obra é a fé no amor, ou ao menos nas pessoas que se encontram pelas razões certas. Há tristeza, mas não depressão. Seus personagens são espertos demais para caírem em depressão. Seus filmes funcionam não porque se descobrem grandes verdades, mas pequenas verdades. Ver os filmes de Rohmer é estar com pessoas que gostamos de conhecer para depois descobrirmos que de muitas formas eles são nos mesmos.”

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