7 fevereiro 2010 às 11:57
Nova crítica de O Fim da Escuridão

Por questões de horário, acabei assistindo novamente O Fim da Escuridão. Não é ruim ver um filme de novo, mas sua mente fica mais ligada em detalhes que podem ser de algum interesse. Ou não.
Eis alguns:
1 - Por que os tradutores de legendas inventam ao invés de traduzirem ao pé da letra? Por exemplo, o personagem de Mel Gibson nunca bebe nada alcoólico, toma sempre um refrigerante que é denominado nos diálogos como Ginger Ale (um refrigerante muito velho e tradicional), várias vezes traduzido como água tônica! Numa determina cena aparece um rótulo de Schweeppes, um nome genérico, assim como Brahma ou Antártica.
2 - Reparem que fazem questão de mostrar como Mel é baixo, colocando-o ao lado de atores muito altos. Conheço-o pessoalmente e me pareceu de tamanho normal (segundo o IMDB, ele tem 1,75). São mais de três comparsas gigantes durante o filme.
3 - Fiquei impressionado novamente com a canastrice de alguns coadjuvantes, em particular o namorado da filha de Mel, o vilão Danny Huston (que faz umas caretas), o senador. Enquanto Mel usa o velho recurso de que “em cinema, menos é mais”.
4 - Só agora fui lembrar da minissérie que inspirou o filme. Ela foi feita pelo mesmo diretor, Martin Campbell, em 1985, chegou a ser lançada no Brasil em home vídeo pela VTI, e ganhou o título de No Limite da Trevas, um nome mais correto do que o atual. Bob Peck era o protagonista e o americano Joe Don Baker era o misterioso Darius Jedburgh. Lembro apenas que era bom, não muito mais do que isso. Na verdade, eu retenho mais e melhor o que eu vi em cinema, infelizmente filmes em vídeo ficam menos registrados em nossa memória, talvez por causa da tela pequena e a falta de concentração.
5 - Só na segunda visão percebi que o roteiro está cheio de frases de boca cheia, daquelas que pretendem ficar famosas. A melhor foi a mais repetida: “Tudo é proibido em Massachusetts (uma referência ao estado de Boston, famoso por ser o mais conservador dos EUA).
Nas bilheterias
Crítico, por incrível que pareça, tem que pagar ingresso e, por isso, com frequência estou lá nas filas das salas, onde me espantam algumas coisas.
1 - Porque a família toda tem que entrar na fila? Não seria mais lógico mandar apenas um representante para resolver tudo. Criam aquela confusão, falando, enrolando e deixam para resolver tudo na última hora, na frente da bilheteria. Resultado: atraso e lentidão.
2 - Não seria possível já saber que filme vai ver antes? Poupariam muito tempo.
3 - Odeio cadeiras numeradas. Nunca sei direito qual é o tamanho e posição da sala e onde vou querer me sentar, porque vai depender do estado da tela, enfim... Cada tela tem uma posição mais adequada. É difícil enxergar alguma coisa dentro do cinema, como o número das cadeiras, e não servem para nada depois da sessão começada. Até porque não existem lanterninhas ou seguranças. Para mim, cadeira numerada é desculpa para cobrar ingresso mais caro.
4 - Não podemos reclamar muito dos comerciais que passam antes dos trailers, porque a situação é ainda pior na Europa e Estados Unidos (onde a moda é fazer publicidade das séries de TV e até dos novos videogames). Sei que as salas de cinema em geral perdem dinheiro, mas que é outro fardo para o espectador, não tenho dúvida.
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