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16 fevereiro 2010 às 12:32

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Oscar, Sindicato dos Roteiristas e Barbara Walters

Quem vai ganhar o Oscar?

guerra terro blog Oscar, Sindicato dos Roteiristas e Barbara Walters

Foto: Divulgação

Um artigo da revista New York confirma o que muita gente suspeita: é possível que Guerra ao Terror leve o Oscar. Para isso, é preciso entender o sistema de contagem de votos da Academia, em que os dois primeiros colocados valem mais (os votos devem ser por ordem de preferência e sempre é considerado o primeiro escolhido, mas se tiverem dúvidas, vão para o segundo. Ou seja, nunca é maioria simples. Além disso, jamais são revelados ao público os detalhes da votação e assim nunca somos capazes de dirimir as dúvidas).

O raciocínio mais lógico é que, como todo mundo gosta de Guerra ao Terror, o filme tem mais chances do que Avatar  e Amor sem Escalas, que tem seus detratores (no caso de Avatar por causa do roteiro e diálogos). Um detalhe curioso que as pessoas tem me contado: muita gente não tem visto Guerra ao Terror em casa porque as mulheres/esposas não gostam e não deixam (ou assistem sozinhos). É filme de menino, o qual menina não gosta, nem se identifica.

O Sindicato dos Roteiristas

Nos EUA, essa coisa de Sindicato é muito polêmica e, em particular, esse dos roteiristas, que foi o que causou aquela greve recente. Eles são os mais radicais e tenho má impressão de seus julgamentos quando decidem quem deve assinar os roteiros dos muitos que mexem sempre num texto (negar crédito é um absurdo e uma injustiça, mas ocorre sempre no cinema por causa deste sindicato).

Agora serão entregues os prêmios do Sindicato, no próximo sábado (20), e me dei conta de que não falei sobre uma história importante dos bastidores. Neste ano, eles adotaram novos critérios na escolha dos filmes, que precisam ter sido escrito sob o acordo "Minimum Basic Agreement", do WGA, ou sob acordos similares de entidades afiliadas, como o Australian Writers Guild, Writers Guild of Canada, Writers Guild of Great Britain, Irish Playwrights & Screenwriters Guild ou the New Zealand Writers Guild. Na prática, isso significa que apenas membros dessas entidades podem concorrer. Então roteiros como Educação, do inglês Nick Hornby, Bastardos Inglórios, de Tarantino, e Direito de Amar, de Tom Ford, são inelegíveis. Apenas 53 originais e 36 adaptados foram considerados, o que dá para sentir a injustiça (no ano anterior foram 267). Acho importante saber disso para entender que, por trás das premiações, há sempre política muito mais do que mérito.

O Show do Oscar de Barbara Walters 

Barbara Walters blog Oscar, Sindicato dos Roteiristas e Barbara Walters

Foto: Reprodução

Foi anunciado que uma instituição americana vai acabar. Bárbara Walters, a mais famosa jornalista e apresentadora da tevê americana, confirmou que o especial do Oscar que ela faz há muitos anos terá sua última edição, porque ela simplesmente se cansou e acha que está se repetindo, como diz a expressão americana being there, done that (já estive lá, já fiz isso). Aqui no Brasil, a gente não avalia, mas é como se, de repente, o programa de Hebe Camargo acabasse (que a gente acha que vai existir para sempre e, por isso, fique boa logo, Hebe). Nos bons tempos, eu chegava a pedir para amigos gravarem o show da tevê de tanta curiosidade que tinha (Barbara era famosa por sempre fazer os convidados chorarem em cena. Não que fosse grosseira, ao contrário, era delicada, mas incisiva e paciente). Todos os grandes astros passaram por este programa e parece provável que ela seja substituída (Diane Sawyer, mulher de Mike Nichols, é uma possibilidade). Mas é uma época que acaba.

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