18 fevereiro 2010 às 06:03
Estreia – Educação (An Education)
Educação (An Education)
Ingl, 09. Direção de Lone Scherfig. Roteiro de Nick Hornby baseado em livro de Lynn Barber. Com Carey Mulligan, Alfred Molina, Peter Skasgaard, Dominic Cooper, Olívia Williams, Emma Thompson, Rosamund Pike. Sony. 95 min.
Este é o filme inglês do ano (todo ano tem um, mas o de 2010 não é dessas maravilhas) que revela uma nova estrela, uma garota de 24 anos que passou em branco por Orgulho e Preconceito, Quando Você Viu Seu Pai Pela Última Vez e Inimigos Públicos. Seu nome é Carey Mulligan, suas indicações a prêmios mostram que estamos diante de uma futura estrela, uma garota charmosa e encantadora, meio termo entre a jovem Sally Field e Audrey Hepburn.
A dinamarquesa Lone Scherfig foi quem dirigiu o longa, sempre lembrada por seu talentoso Italiano Para Principiantes (rara comédia do movimento dogma).
O filme foi baseado em livro autobiográfico de uma conhecida jornalista inglesa, Lynn Barber, e adaptado pelo famoso escritor Nick Hornby (Um Grande Garoto, Amor em Jogo, Alta Fidelidade). O filme foi indicado ao Oscar de Melhor Filme, Roteiro Adaptado e, claro, Melhor Atriz.
Um excelente pedigree num filme de época (começo dos anos 1960), com ótimo elenco de apoio (com destaque para os promissores Dominic Cooper, de Mama Mia, e a interessante Rosamund Pike, e traz como galã o americano de origem sueca Peter Skasgaard, que está sempre bem).
Acontece em Londres, num subúrbio classe média, onde uma moça de 16 anos, Jenny (Carey), sonha em estudar em Harvard, mas também ter aventuras românticas em Paris (já que fala francês). Isso se concretiza quando aparece um desconhecido judeu, romântico e bom de papo, que lhe é obviamente sedutor. O rapaz convence os pais da moça. De repente, os dois têm um affair e resolvem se casar. Jenny começa a descobrir coisas desagradáveis sobre o namorado, principalmente quando eles viajam para Paris .
Qualquer pessoa experiente sabe a conclusão de uma história romântica (que se prolonga um pouco ao final) já que ela é velha como a humanidade, pois enquanto existirem lobos e chapeuzinhos continuará atual.
O filme funciona pela excelência do elenco, pela direção cuidadosa e sensível e pela atuação reveladora de Carey, que é adorável, mesmo que não ganhe nada. Alfred Molina faz um pai tolerante.
Alguns amigos meus detectaram no filme um certo aspecto anti-semita.
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