24 fevereiro 2010 às 15:38
News Oscars e cia.
Desconstruindo a festa do Oscar
Cada vez eu fico mais assustado com as histórias que tenho ouvido sobre a festa do Oscar, principalmente essa fúria desenfreada em tentar conseguir audiência a qualquer custo. Acho um absurdo a resolução de tirarem os números musicais, ou seja, não vão apresentar as canções ao vivo como aconteceu sempre, desde que eu sou gente.
Uma das razões porque se assiste ao prêmio é justamente para conhecer melhor as canções, e não para ver o número de street dance que estão prometendo, só porque um dos produtores é especialista no assunto e produz a série Step Up. Além do enorme desprestígio que isso significa para a categoria musical, querendo desconstruir a festa, eles correm o risco de destrui-la.
O filme argentino

Acabo de descobrir que o filme argentino O Segredo de Seus Olhos, que estreia nesta sexta (26) no Brasil, foi produzido por um colega da TNT, que trabalha na versão latina do canal, o Axel, e que eu encontro no ar apenas uma vez por ano no pré-show do Oscar (é ele que fica lá no tapete vermelho sofrendo para fazer perguntas para as celebridades). Lá está ele no IMDb com seu sobrenome difícil que tento reproduzir aqui: Koschatzky.
Santista no filme do Oscar
Fico descobrindo, pela A Tribuna de Santos, que um conterrâneo santista, Marcelo de Moura, participou da produção do filme de animação The Secret of the Kells, selecionado como finalista e ainda desconhecido no Brasil e também nos Estados Unidos.
Já comentei o filme aqui , ele gira em torno de um livro celta, e foi feito não apenas na Irlanda, mas também na Bélgica e França. O que é praxe em quase todos os filmes do gênero (A Princesa e o Sapo, da Disney, também teve colaboração brasileira).
Resultado do Sindicato dos Roteiristas
Tudo indica mesmo que Guerra ao Terror vai caminhando para um vitória no Oscar. O filme ganhou como melhor roteiro original, Amor sem Escalas como adaptado e The Cove como documentário, embora o roteiro no gênero seja sempre definido na pós-produção. Ainda tiveram prêmios para séries de TV, que foram Mad Men, 30Rock e Modern Family.
Os vencedores do Bafta
Estes não têm a menor relação com o Oscar, não influenciam em nada. Mas mesmo assim embarcaram na alucinação coletiva. E também deram os principais prêmios para Guerra ao Terror, que eu pensei que fosse apenas um fenômeno americano (de crítica, porque o público o continua ignorando).
Enfim, levou melhor filme, diretor, roteiro, foto, som, montagem. Avatar ficou apenas com efeitos visuais e desenho de produção. Gostei da escolha do melhor ator que merecidamente foi Colin Firth, que está mesmo ótimo em Direito de Amar. Mas é também inglês protegendo inglês.
Fizeram parecido com a melhor atriz que foi a britânica e super estimada Carey Mulligan, por Educação. Mas o melhor filme inglês foi o ainda inédito Fish Tank, que está para estrear por aqui e de quem falam bem.
As revelações foram Kristen Stewart (Deus me livre!) e Duncan Jones, diretor de Lunar, que é mais conhecido como filho de David Bowie. E os coadjuvantes Monique e Christoph Waltz .
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