26 fevereiro 2010 às 16:53
São Francisco – Minha vida de turista
Não sou um grande fã de fast–food, mas alguns lugares têm um sabor nostálgico. É o caso da rede de lanchonetes Mels Drive-in, do qual vocês vem um neon da avenida Geary, uma de suas quatro filiais. O charme, além do excelente milk shake de morango (o melhor que já bebi), é o bom hambúrguer (nunca mais dá para passar nem perto do MCdonalds). O lugar está comemorando sessenta anos de vida. E se você está reconhecendo alguma coisa é porque o George Lucas usou o Mels para filmar muitas cenas de seu American Graffiti, pegando emprestado o logotipo, aquela garçonete toda peituda. Hoje o lugar está sendo todo decorado com fotos do filme e conserva ainda aquelas jukeboxes funcionando. Como também em São Francisco restaurante fecha cedo, o Mels é um grande quebra galho para a madrugada.
Wicked
Está em cartaz no Teatro Orpheum, restaurado e reformado, o musical Wicked, que continua com sucesso sua turnê pelos Estados Unidos. Eu já assisti duas vezes, na montagem original da Broadway ainda com as criadoras Kristin Chenoweth e Idina Menzel (e ainda Joel Grey), quando começou a carreira que o transformou no maior sucesso da década, uma verdadeira mania americana, já que apresenta outra maneira de se ver O Mágico de Oz, um lado B ou um prólogo. Também já tinha visto a montagem britânica boa e desta vez fui com a família toda rever o show, que é extremamente profissional. Não conhecia as atrizes Kendra Kasseraum e Teal Wicks. Mas estavam ótimas e foi um prazer renovado, ouvir novamente a trilha de Stephen Schwartz. Pena não tenha mais nada em cartaz importante por aqui (Um Violinista no Telhado saiu um dia antes deu chegar, mas já está a caminho as turnês de West Side Story e Young Frankenstein).
Amoeba
Outra visita obrigatória anual é a loja de discos usados mais famosa do mundo, a Amoeba (existe uma filial também em Los Angeles, mas a de São Francisco é mais simpática, até porque fica na lendária rua Haight Ashbury, o lugar onde os hippies frequentavam nos anos sessenta e de onde não saíram até hoje). Hoje virou atração turística assim como o sebo que é acolhedor e sem sofisticação, e que hoje ainda aceita trocar ou comprar seus LPs ou CDs (nunca me lembro de trazer nada para vender, apesar de ter conservado todos meus antigos álbuns). Já não consegui encontrar nada de muito novo em DVD em visível decadência, mas há importados e raridades a bons preços. Mando também uma foto da pizzaria que ficava ao lado e que tem um nome cinematográfico, chama-se Fuga de Nova York (porque a pizza é à moda de Nova York).
Abraços,
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