28 fevereiro 2010 às 19:32
Cop Out – primeira crítica

O público morreu de rir na sessão de sábado que eu assisti em San Francisco e havia apenas uma razão para isso: o show de interpretação de Tracy Morgan (30 Rock), que é uma das explosões mais fortes de humor que eu vi num filme desde os tempos áureos de Eddie Murphy.
Até eu que não o achava nada especial, me rendi a sua presença impagável e modulada nesta comédia policial.
A sensação que se tem é que no meio da filmagem ele resolveu jogar tudo pro alto e se fixar apenas na dupla central, uma variante não apenas de Máquina Mortífera, mas de inúmeras outras duplas desajustadas de policiais do cinema e da tevê.
É preciso louvar Bruce Willis por ter se contentado em ser escada, em fazer o Dean Martin do outro, já que é Jerry Lewis quem faz as palhaçadas e fica com as melhores piadas.
É uma tarefa ingrata, mas necessária para funcionar a dupla e ele demonstra toda a boa vontade, no que é uma comédia irregular e desengonçada, mas muito divertida. Por vezes hilariante.
Como se podia esperar de Kevin, o filme tem muito palavrão, uma verdadeira enxurrada e até mesmo algumas ousadias. Numa cena de tortura onde Tracy imita várias cenas e frases famosas de cinema, chega a aparecer um desenho pornográfico que eu não me lembro de ter visto na tela.
A história é tão mal utilizada que nem chega a existir, mas envolve a dupla sendo castigada e perdendo o salário. Willis precisa da grana para poder pagar a festa de casamento de sua filha, e Tracy está em crise porque suspeita da fidelidade de sua jovem e bela esposa.
Enquanto isso, eles perseguem um mexicano que dirige uma quadrilha e prendeu uma jovem latina. Ele tem problemas também com dois colegas no mesmo caso, os conhecidos Kevin Pollak e Adam Brody que ultimamente têm tentado ampliar seus personagens e parece ter talento.
Mas quem tem uma nova chance de brilhar é o Sean William Scott, que andava sumido e agora tem algumas sequências e aparições muito engraçadas como uma assaltante de casas.
Não sou grande admirador do gênero, mas o público riu tanto que deu vontade de rever o filme com legendas (simplesmente porque o riso cobria as falas e se perdia muita coisa). Melhor elogio que esse, impossível.
Atenção: o filme é outro que tem piadinha depois do final.
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