12 março 2010 às 09:34
Estreias da semana
Ilha do Medo - Shutter Island

Achei Ilha do Medo muito bem realizado com todo o estilo e competência do diretor, que é um dos últimos a se importar, recriando o tom de film noir em pequenos detalhes, reflexos de luz nos chapéus, movimentos de carrinho com a câmera, utilização de uma trilha musical antiquada e retumbante (mas que, por vezes, compensa o suspense que falta na cena). Valeria a pena ver de novo só para prestar mais atenção a esta verdadeira aula de cinema.
Por outro lado, por mais que Scorsese se esforce, não tem como esconder os defeitos mais óbvios. O roteiro, de um dos co-produtores de Avatar, conta uma história passada em 1954, quando dois delegados federais (DiCaprio e Ruffalo, ambos bem) enfrentam tempestade para chegar a uma prisão, que fica isolada numa ilha e que funciona também como sanatório para doentes mentais. Leia mais.
Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos

Tenho poucas referências sobre este filme nacional, que marca a estreia na direção do roteirista Paulo Halm (Olhos Azuis, A Casa da Mãe Joana, Achados e Perdidos, Dois Perdidos Numa Noite Suja etc).
Rapaz que pretende ser escritor, já com 30 anos, age como adolescente mesmo sendo casado (com a gaúcha Maria Ribeiro, com quem o ator é casado).
O casamento está em crise, mas fica pior quando ela o trai com outra mulher. A amante é feita pela argentina Luz Cipriota.
Leia a entrevista de Caio Blat e Maria Ribeiro no R7.
Lembranças - Remember Me

Este é filme novo e não dos antigos que fez antes de ficar famoso. É o que vai testar de fato se ele é realmente atração de bilheteria ou fogo fátuo. Dirigido por Allen Coulter, de Hollywoodland e muitos episódios de séries de tevê. É uma história de amor sobre um casal traumatizado.
Os pais do personagem de Pattinson se separaram depois do suicídio do irmão, e a garota, a australiana Emile de Ravin (a Claire de Lost), está em crise depois que testemunhou o assassinato da mãe. Tem bom elenco de apoio: Pierce Brosnan, Lena Olin, Chris Cooper. Hollywood Reporter gostou, mas as poucas críticas até o momento foram negativas, de sete a cinco.
Aproximação - Desengagement

Não tinha me dado conta que esta estreia do diretor judeu/israelense de maior sucesso em festivais, Amos Gitai, era de um filme relativamente antigo. Ele já tem três outros posteriores e vistos em mostras por aqui.
Dá para perceber que ele continua o mesmo admirador de planos fixos, quase sem movimento, a não ser uma ou outra correção para incluir alguém na imagem.
São planos muito longos, por vezes sustentados apenas pela força dos atores, como acontece na sequência inicial, quando um soldado israelense encontra, em um trem europeu, uma mulher palestina (a ótima atriz Abbass, que tem aparecido em tudo que é filme da região) e os dois resolvem transar. Curto e direto. Leia mais.
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