15 março 2010 às 09:16
Morre Peter Graves
Mais um astro de Hollywood é encontrado morto, mas desta vez não se desconfia de drogas. Deve ter sido por causas naturais que faleceu Peter Graves, aos 83 anos. Nos Estados Unidos, Graves é mais lembrado como o apresentador da série de tevê Biography (também vista por aqui) e, antes disso, da Disneylândia (66-78). Mas adquiriu a imortalidade como o protagonista de outra série de tevê, Missão Impossível (1967-73), disponível no Brasil, no papel equivalente ao que Tom Cruise faz no cinema.

Da esq. para dir.: Leonard Nimoy, Peter Graves, Peter Lupus e Greg Morris
Nascido em 18 de março de 1926, em Minneapolis, Minnesota, era saxofonista e locutor de rádio, passou dois anos na Força Aérea, depois estudou na Universidade de Minnesota, onde já estava seu irmão mais velho, especializado em faroeste, James Arness. Nascido em 1923 e ainda vivo, Arness é o célebre astro da série de longa vida Gunsmoke.
Peter era daqueles atores neutros, confiáveis, nunca particularmente expressivo. Mas era adequado para fazer papéis de agentes e mesmo de traidores (muitos podem se lembrar dele num bom momento em O Inferno Número 17, de Billy Wilder, 53). Já no fim da carreira, ele revelou inesperado talento para a comédia, num personagem até ousado, o piloto que gostava de crianças em Apertem os Cintos o Piloto Sumiu (Airplane), que revitalizou sua carreira.

Foto: Reuters
No começo da carreira, o ator também fez alguns faroestes como A Paixão de Uma Vida de John Ford (The Long Gray Line, 55), mas o filme que mais me lembro dele é o outro clássico, O Mensageiro do Diabo (Night of the Hunter), 55, em que ele fazia o pai das crianças que roubou o banco. Faleceu no dia 14 de março em Pacific Palisades, poucos dias antes de seu aniversário.
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