18 março 2010 às 12:51
The Pacific estreia nos EUA

Série The Pacific estreou no domingo (14) nos EUA
Sou grande admirador da minissérie Band of Brothers, talvez a melhor das produções do gênero da HBO, cortesia dos parceiros Steven Spielberg e, principalmente, Tom Hanks. Ambos, amigos e vizinhos, são apaixonados pela Segunda Guerra Mundial, tiveram pais que lutaram nela e, depois de contarem a trajetória dos soldados americanos na Europa, resolveram agora investir U$ 200 milhões (R$ 356 milhões) e revelar o outro lado da moeda: a chamada Guerra do Pacífico, quando principalmente os fuzileiros navais americanos lideraram todas as Forças Armadas numa sucessão de batalhas muito difíceis contra o império japonês, que, logo depois de Pearl Harbor e o ataque inesperado, deu início a entrada americana na Guerra, passando a controlar todo o Oriente, conforme explica uma voz em off, numa introdução ilustrada com cenas de época e até testemunhos do próprio Tom Hanks.
A nova minissérie chamada The Pacific, que estreou no domingo (14) nos EUA e deve chegar a HBO brasileira em abril, promete repetir a dose de qualidade. Já assisti ao primeiro capítulo, que sempre é ingrato porque tem a obrigação de apresentar os personagens (também em Brothers havia esse problema). A série dirigida por Tim Van Patten (ex-ator que realizou episódios de Boardwalk Empire, a próxima série da HBO, A Família Soprano, Roma, Deadwood, The Wire, Sex and the City ) terá dez episódios de 50 minutos cada, mais cinco só com créditos.
A história vai seguir a trajetória de três jovens fuzileiros em ação no Pacífico: PFC Robert Leckie, personagem de James Badge Dale, que fez 24 em 2003 e 2004 e esteve entre os Black Donnellys, que deixou mais forte impressão. O soldado Eugene, feito pelo ex-menino Joseph Mazzello, que esteve em Parque dos Dinossauros, e John Basilone, de origem italiana, interpretado por um quase veterano Jon Seda, que estreou em 92 com Gladiador e Zebahead.

Joseph Mazzello interpreta o soldado Eugene
Não há astros convidados para atrapalhar e quebrar o clima de realismo. Contando com a alta definição, há algumas cenas noturnas extremamente escuras, mas isso parece preparação para o momento alto do filme, que é uma batalha entre japoneses e americanos, assim que eles chegam em Guadalcanal (não tinha visto antes uma sequência dessas, com flashes e explosões noturnas, sem identificar direito quem está atirando em quem). Trata-se de um momento impressionante, que parece sugerido por aqueles ataques de Bagdad mostrados na TV. Platoon tinha algo parecido, mas as lentes evoluíram muito desde então. Outro momento em que eles brincam com o espectador é no desembarque na praia, que faz lembrar de propósito uma cena de O Resgate do Soldado Ryan, aliás, o filme que é o pai destes projetos. Enquanto estamos esperando um tiroteio desenfreado, o que sucede é exatamente o oposto.
Rodado na Austrália, The Pacific se aproveita dos efeitos digitais como os navios mostrados ao fundo, pequenos detalhes que irão enriquecer o resultado e que o predecessor não tinha. Não deu ainda para se envolver direito com os protagonistas, mas tenho a certeza de que irá crescer ainda mais nos próximos capítulos. Os experientes já podem perceber quais serão as próximas vítimas, até porque a luta no Pacífico foi terrível e, nos primeiros meses, os americanos sofreram perdas e derrotas terríveis, até conseguirem dar a volta por cima. Vou continuar assistindo à série com o maior interesse. Além de tudo será com certeza o grande vencedor das próximas premiações.
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