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25 março 2010 às 08:10

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Morre mais um astro da TV

Tem sido uma triste coincidência, ou vá lá entender o que. Mas toda semana, algum velho astro da TV morre, para a tristeza dos nostálgicos. Desta vez foi Robert Culp (1930-2010), aos 79 anos, famoso como o parceiro de Bill Cosby na série I Spy (1965-68), que foi tão mal transposta, em 2002, para o cinema com Eddie Murphy e Owen Wilson como Sou Espião, que pouquíssimo tinha a ver com o original.

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Robert Culp (à esq.) e Bill Cosby (à dir.) em cartaz da série I Spy

Fiquei surpreso ao ver sua carreira no IMDB. Foram 163 aparições no cinema e na TV. E, no entanto, pouca coisa memorável. Culp poderia ter sido um grande vilão, tinha um sorriso cínico, um tipo de galã composto, meia a moda antiga. Mas por algum motivo, sua carreira nunca engrenou.  Esqueci-me mesmo de perguntar sobre ele quando entrevistei longamente a terceira esposa do ator, a bela eurasiana France Nuyen. Nascido em Oakland, Califórnia, em 16 de agosto, começou na televisão ainda em 1953. Era o começo da chamada idade de ouro, em que floresciam o teatro ao vivo e série de antologias (uma história diferente por semana). Seu primeiro papel fixo em uma série foi em Trackdown (57-59), western sobre texas rangers, que era dirigida pelo depois muito famoso Sam Peckinpah (mas não tenho lembrança de ter sido exibida aqui).

Esteve em poucos longa-metragens, entre eles O Herói do PT 109, a vida do Presidente Kennedy com Cliff Robertson (63), Domingo em Nova York com Jane Fonda (63), Rinoceronte (63), e seu trabalho mais famoso na tela grande, Bob, Carol, Ted e Alice, de Paul Mazursky, 69, uma comédia meio atrevida sobre swing, em que fazia o marido de Natalie Wood que vai para a cama com o casal amigo Elliot Gould e Dyan Cannon.

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Cartaz do filme Bob, Carol, Ted e Alice, com Culp entre as atrizes Natalie Wood e Dyan Cannon

Depois o ator fez um faroeste com Raquel Welch (Hannie Caulder, 71), Fortaleza do Inferno (Sky Riders, com, James Coburn, 75), Explosão de violência (Breaking Point, 76) com Bo Svenson, A Garota de Ouro (Goldengirl, 79), Turk 182! (85), foi o presidente em O Dossiê Pelicano (93) com Julia Roberts e Denzel Washington, Panteras Negras (95), Duro de Espiar (96) com Leslie Nielsen. E vários filmes pequenos e sem importância. Chegou mesmo a dirigir um filme de ação Hickey & Boggs, 72, com roteiro de Walter Hill, que lembrava bastante I Spy, com justamente o amigo Cosby. Seu último filme creditado seria o ainda inédito The Assignment (10). Ao contrário do que nos parecia, nunca deixou de trabalhar em episódios de série ou telefilmes.

Esperemos que com ele se feche o ciclo de perdas.

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