15 abril 2010 às 06:30
Estreia – Mary e Max – Uma Amizade diferente
O longa-metragem australiano Mary e Max – Uma Amizade Diferente (Mary & Max, 2009) é uma animação de massinha quadro-a-quadro (stopmotion), inspirado em fatos reais, dos mesmos criadores do curta de animação vencedor do Oscar Harvie Krumpet.
Dirigido por Adam Elliott e tendo as vozes no original de Toni Collette (Mary) e Philip Seymour Hoffman (Max), o filme é uma fábula sobre uma amizade por correspondência improvável: Mary Dinkle, uma menininha gordinha e solitária de oito aninhos que vive na Austrália e possui "uma marca de nascença na testa que tem cor de cocô", e Max Horovitz, um homem de 44 anos, obeso mórbido, judeu e com Síndrome de Aspérger, que vive do outro lado do mundo em Nova York.

Philip Seymour Hoffman dá voz a Max, que tem Síndrome de Aspérger
A amizade epistolar entre estes dois de diferentes continentes dura 22 anos e sobrevive a altos e baixos explorando temas (às vezes dark) como amizade, autismo, taxidermia, suicídio, psiquiatria, alcoolismo, a origem dos bebês, obesidade, cleptomania, diferença entre os sexos, confiança, cachorros copulando, diferença entre as religiões, agorafobia, depressão e muito mais, com grandes doses de humor... negro.
A música utilizada no filme vale um destaque, trazendo uma seleção bem eclética de peças do século 20, mais notadamente o Perpetuum Mobile, de Simon Jeffes, e a The Penguin Cafe Orchestra, usada na abertura do filme, e o Prelude and Yodel, também com a The Penguin Cafe Orchestra. A trilha também traz outros artistas como Bert Kaemfert e sua orquestra, Nana Mouskouri, Leroy Anderson, Pink Martini, James Last e sua orquestra, entre outros. O “problema” do filme é que é recomendado só para crianças inteligentes… e adultos também!
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