post-icon

29 maio 2010 às 06:00

comentarios-iconSem Comentários »

Lançamentos em DVD

Um Crime Nada Perfeito *** (The Maiden Heist)

Áud: Ing, Port. Leg: Port, Ing. Policial. Widescreen. 90 min. Cor. 2009. EUA. 14 anos.

Diretor: Peter Hewitt. Elenco: Morgan Freeman, Christopher Walken, William H. Macy, Marcia Gay Harden, Breckin Meyer, Susan Shopmaker, Randi Glass, Angela Peri.

Sinopse: Seguranças de um museu de arte de Boston, Charles, Roger e George, recebem a notícia de que suas respectivas pinturas favoritas estão sendo enviadas para a Dinamarca. Bolam então um plano mirabolante para ficarem com elas.

Comentários: Um ótimo elenco em um filme que saiu diretamente em Home Vídeo (porque a produtora Yari teve dificuldades econômicas). Do trio, a figura central é Walken, com seu incrível tipo excêntrico, que faz um guarda de museu apaixonado por uma pintura chamada de A Jovem (The Maiden) de quem ele sabe tudo.

Mas fica perdido quando descobre que o quadro foi vendido para um museu na Dinamarca e procura dois colegas, que tem estima por diferentes obras no mesmo caso e juntos realizam o plano do roubo.

umcrimenadaperfeito1 Lançamentos em DVD 

O filme é bem feitinho pelo inglês Hewitt (Garfield) que  tentou imitar o estilo de humor das antigas comédias inglesas da Ealing nos anos 50 com Alec Guinness.

Começa com uma movimentada sequência de roubo e tiroteio (só que imaginária) e depois tem um humor discreto e que consegue se tornar engraçado principalmente nas intervenções peladas de Macy, que está fugindo com uma estátua!

Mesmo assim não consegue segurar atores que tem a tendência de exagerar (como Márcia que faz a mulher de Walken). Mas há momentos de suspense, reviravoltas, um desenlace agradável e até um finalzinho que pretende ser uma piada. É impossível não curtir o trio de ótimos veteranos se divertindo mesmo que num filmezinho menor. Slide show, trailers. 

Irene a Teimosa **** (My Man Godfrey)

Áud: Ing. Leg: Port. Comédia. Standard 93 min. PB. 1936. EUA. Platina. Livre.

Diretor: Gregory La Cava. Elenco: William Powell, Carole Lombard, Eugene Palette, Gail Patrick, Alice Brady, Mischa Auer, Jean Dixon, Jane Wyman.

Sinopse: Uma socialite contrata um sem teto para ser mordomo de sua família.

Comentários: Os americanos chamam este tipo de comédia de  “screwball”. Não há uma tradução exata, o mais próximo seria maluca. Mas não passa exatamente o sentido desse tipo de fita típica de sua época, os anos 30, em que todo os Estados Unidos estavam em uma grande depressão econômica e o cinema era a diversão mais barata e importante.

 irene ateimosa Lançamentos em DVD

As pessoas procuravam as salas para se divertirem e esquecer o presente. Assim que floresceram essas comédias sobre herdeiras excêntricas, casas luxuosas, sofisticadas e vagabundos que subiam na vida. Irene é um dos melhores exemplos do gênero.

É uma comédia sim, mas não é vulgar ou grosseira como as de atualmente. Tudo tem um clima buliçoso, sofisticado, quase como uma borbulha de champanhe que faz cosquinha no nariz. Numa fita dessas, mais importante do que a história é o timing da interpretação, o tempo em que os atores falam.

William Powell, veterano do cinema mudo, faz o mordomo de uma família de novos ricos meio malucos e que esconde um segredo, ele já foi rico e perdeu tudo. O milionário Eugene Pallette tem duas filhas, a morena e sensual Gail Patrick, e a loira e esquisita Carole Lombard. Só que ela é que vai dar em cima do mordomo.

O ritmo da narrativa não é tão eletrizante quanto hoje em dia, os cenários são deliberadamente artificiais, mas é um exemplo de Hollywood na sua melhor forma, criando um mundo original, de pura fantasia, onde as pessoas são ricas e infelizes, mas o amor até existe.

E os dois grandes atores, William Powell (1892-1984) e Carole Lombard provam mais uma vez que para fazer rir não é preciso fazer caretas nem micagens. Carole Lombard (1908-42) era casada com um famoso astro de Hollywood, Clark Gable, quando morreu em um desastre de avião vendendo bônus de guerra. Com ela, desapareceu esse estilo de humor. 

Confusões em Família *** (City Island)

Áud: Ing, Port. Leg: Port,  Ing. Comédia. Widescreen. 100 min. Cor. 2009. EUA. Imagem. 14 anos.

Diretor: Raymond De Felitta. Elenco: Andy Garcia, Julianna Margulies, Emily Mortimer, Alan Arkin, Steven Stait, Dominik Garcia Lorido, Ezra Miller.

Sinopse: Os problemas da família Rizzo que vive perto de Manhattan quando vem morar com eles um filho que o pai teve fora do casamento.

Comentários: Lançado apenas em maio de 2010 nos EUA, teve críticas favoráveis esta comédia familiar divertida, uma espécie de A Grande Família americana, sem a nossa característica chanchada, mas também sem o calor latino, as emoções a flor da pele dos brasileiros ou italianos.

Se fosse brasileiro, tudo seria mais gritado, mais chorado e possivelmente mais engraçado. Mas é simpático assistir esta história passada em uma região da cidade de Nova York que eu não tinha ouvido falar, um lugar chamado City Island, que aliás, aparece relativamente pouco e mal fotografado.

É lá que vive um pai de família tradicional da região, que trabalha como carcereiro e que tem piedade de um jovem prisioneiro que resolve levar para sua casa. Antes que você pense alguma coisa errada, vem logo a explicação. Andy na verdade é o pai do rapaz, fruto de um romance do passado (a mãe, ou seja, ex-namorada já morreu e ele a deixou quando estava grávida).

Agora está se sentindo culpado, tenta ajudar o rapaz, que no melhor estilo de filme americano é um bom sujeito e não dá nem em cima da irmã (que ele não sabe ser irmã, o que seria viável), mas ao contrário, até ajuda a moça quando descobre que ela se tornou stripper para ganhar dinheiro.

Corre paralela também a história de que Andy esconde da família que ele deseja se tornar ator e está fazendo um curso de interpretação (Alan Arkin de Pequena Miss Sunshine faz o personagem) onde conhece uma jovem misteriosa (Emily Mortimer), que também esconde alguns segredos.

Juliana Margullies, que faz sucesso atualmente nos EUA em uma ótima série de TV chamada The Good Wife é a esposa que vai se encantar com o enteado (o promissor Steven Strait de 10 000 AC ).

Algumas das melhores piadas são justamente quando Andy vai fazer um teste para um filme e procura imitar seu ídolo Marlon Brando. Parece ser uma história autobiográfica de Raymond De Felitta que conheci anos atrás em Cannes. No Brasil, o cubano Andy tem fãs e o filme serve de passatempo. Trailer, slide show.

A Batalha dos Três Reinos ***

Áud: Original. Leg: Port, Ing. Aventura. Widescreen. 135 min. Cor. 2008/9.China. Europa. 14 anos.

Diretor John Woo. Elenco: Tony Leung Chiu Wai, Takeshi Kaneshiro, Fengyi Zhang, Wei Zhao, Jun Hu, Chen Chang, Shido Nakamura.

Sinopse: Um General megalomaníaco Cao Cao convence o fraco Imperador a invadir dois reinos fracos da Região Sul.

Comentários: De 1986 em diante, o diretor de Hong Kong , John Woo (atualmente com 64 anos) realizou uma série de filmes policiais muito violentos, que hoje são clássicos do gênero. Tinha incríveis movimentos de câmera, eram extremamente criativos e trouxeram fama mundial a ele, que logo depois foi trabalhar nos Estados Unidos em fitas de ação para Van Damme (o melhor que fez por lá foi A Outra Face, com Travolta e Nicolas Cage).

a batalha ok Lançamentos em DVD

Mas logo preferiu ficar rico dirigindo séries de TV ou comerciais de televisão e acabou sumindo e perdendo o prestígio. Este novo filme foi apresentado em todo o Oriente em duas partes e em dois anos diferentes (08-09), com outra metragem (145 minutos o primeiro, e 142).

Ou seja, esta é uma versão condensada de um super espetáculo de  por volta de cinco horas. Isso explica por que este filme é tão confuso e tão difícil de seguir e logicamente não faz muito sentido.

A gente sente que o talento do diretor está nas cenas de ação, mas errou em escolher uma história tão complexa, tão difícil de seguir (e de empolgar). E no fundo é um derivado do clássico Hero/Herói de Zhang Yimou, a quem não consegue suplantar. O filme foi campeão de bilheteria na Ásia chegando a render US$ 124 milhões, foi o primeiro trabalho de Woo na China continental e custou um recorde de US$ 80 milhões.

Com produção espetacular (foram construídos 18 navios e outros 2 mil foram criados digitalmente. 100 mil soldados foram emprestados para servirem de figurantes. O filme que se passa em 208 depois de Cristo, recria a mais famosa batalha da história da China, em que o enormes exércitos do Norte, do General CaoCao, contra os dois reinos mais fracos do Sul, o vice rei Zhou Yu (Leung) e o estrategista Liang (Takeshi Kaneshiro).

A maior parte dos cortes foram na primeira parte, onde havia preocupação de expor mais as cenas de exposição e esclarecimento histórico. Entre os cortes esta um acordo entre os dois reinos sulistas, para conseguir 100 flechas de munição, alem da amizade entre o espião Sun e o soldado Piggy.

Por tudo isso que o filme parece ter um excesso de cenas de guerra e batalha, algumas notáveis já que o diretor é especialista em ação.

Mas não chega aos pés do que fazia no tempo de seu apogeu. Já houve uma série de teve sobre o mesmo tema, San Guo yan Yi, 95. Ganhou vários prêmios asiáticos inclusive 5 no Festival de Hong Kong.

Veja mais:

+ Filmes: estreias da semana
+ Leia mais sobre cinema
+ Todos os blogs do R7

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks
Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009-2011 Rádio e Televisão Record S/A