5 junho 2010 às 06:00
Lançamentos em DVD
Corações Desesperados **** (10.30 P.M.Summer).
Audio : Ing. Leg. Port. Drama. Widescreen. 85 min. Cor. 1966. EUA.
Diretor: Jules Dassin. Elenco: Romy Schneider, Melina Mercouri, Peter Finch, Julian Mateos.

Foto: Divulgação
Sinopse: Numa cidadezinha do interior da Espanha, um homem mata sua mulher infiel, e o amante foge e recebe a ajuda por um trio de turistas que esta na região.
Comentários: Uma esquecida obra cult do grande diretor Jules Dassin (1911-2008), mestre do cinema policial realista em Hollywood (Cidade Nua), depois exilado fugido do McCarthismo e sucesso na Europa com sua musa grega Melina Mercouri (1920-1994), após Nunca aos Domingos. Este filme foi baseado em livro da escritora francesa Marguerite Duras (O Amante), adaptado também por ela.
Foi a única vez em que trabalhou com outra magnífica estrela Romy Schneider (1938- 82), qu e fez o personagem da amiga (talvez lésbica) do casal em crise . O clima é carregado, talvez até um pouco demais. E não é para todo mundo. Mas o filme tem seu fascínio com seu elenco carismático, o uso da música e paisagem da Espanha, a bela fotografia, o clima poético e erótico. Para quem gosta de Duras. Filmografia.
O Amor pede Passagem *** (Management)
Áud: Ing. Port. Leg: Port, Ing. Comédia/Romance. Widescreen. 93 min. Cor. 2009. EUA. Imagem. 12 anos.
Diretor: Stephen Belber: Elenco: Jennifer Aniston, Steve Zahn, Margo Martindale, Fred Ward, Woody Harrelson, James H. Liao, Katie O’Grady.

Foto: Divulgação
Sinopse: Mike trabalha em motel da família no Arizona quando fica por uma noite com uma vendedora de quadros. Apaixona-se e vai atrás dela, que, porém, tem outros planos.
Comentários: Foi mal de bilheteria nos EUA, apesar da contínua popularidade de Jennifer Aniston, e passou em branco aqui. Mas é interessante como ela gosta de fazer filmes independentes entre os sucessos certos. A carreira dela entra em perigo após ela completar 40 anos colocar um preenchimento no lábio (prestem atenção como é um problema, mas os lábios das mulheres, em particular americanas, ficam cheio de rugas na parte superior, fato que elas detestam).
Defendo um pouco esta quase comédia sobre classe trabalhadora e um anti-herói, vivido pelo discutível Steve Zahn, que tem a tendência de se tornar um chato. Sue (Jennifer) tem uma profissão muito estranha: ela viaja pelo interior vendendo quadros para hotéis ou restaurantes como decoração sem maior valor artístico. Nunca tinha visto isso num filme antes. Acontece que Mike (Zahn) é um cara meio largado, já de 38 anos, que trabalha ajudando a mãe e o pai num motel decadente, o Kingman Motor Inn, no Arizona,e que se encanta com Jennifer.
Ela cede, e os dois têm uma rápida ligação. Só que ele não se conforma com isso e resolve ir atrás da mulher para o que der e vier. Mas a moça tem outras coisas na cabeça e não quer perder, então, não demora e já se arranja com outro homem, mais rico e interessante, um ex-músico punk (Harrelson).
Zahn não se conforma e, pateticamente, continua investindo em Sue, mas de maniera cada vez mais confusa e desajeitada. Talvez se fosse outro ator, um Jim Carrey, por exemplo, mais simpático para o público, o filme funcionaria melhor, seria mais comercial.
Meio filme de estrada, meio comedia romântica, o longa fala sobre iniciação à la Primeira Noite de um Homem. É uma produção independente, modesta, um pouco triste, mais do que romântica e que não chega a dar um grande personagem à Jennifer. Slide Show, trailers.
Harry Brown *** (Idem)
Áud: Ing , Port. Leg: Port, Ing. Policial. Widescreen. 102 min. Cor. 2009. Ing. Flashstar. 16 anos. .
Diretor: Daniel Barber . Elenco: Michael Caine, Emily Mortimer, David Bradley, Charlie Creed Miles, Iain Glen, Sean Harris, Ben Drew, Liam Cunningham.

Foto: Divulgação
Sinopse: Harry Brown é um velho aposentado viúvo, ex-fuzileiro que vive sozinho num bairro de apartamentos populares dominado por traficantes de drogas jovens e pelo crime organizado, que mata seu melhor amigo. Resolve então fazer justiça com suas próprias mãos.
Comentários: Inédito em nossos cinemas, o longa foi muito bem recebido pela crítica americana. Esse policial britânico, que tem óbvia semelhança com Desejo de Matar, de Bronson e outros filmes, inclusive Get Carter, que ele fez em 71.
O diretor Barber faz seu primeiro longa, depois de ter sido indicado ao Oscar de curta por The Tonto Woman, de 2007. Com uma excelente e discreta interpretação de Michael Caine, que vai ficando cada vez melhor com a idade, é mais dark e intenso do que a média do gênero“vigilante”.
Mesmo não sendo especialmente original (a polícia entra em ação no meio da história, e Emily Mortimer, de Pantera Cor de Rosa, faz a investigadora pouco hábil e em conflito com os chefes), vai se tornando cada vez mais violento e complexo.
Foi votado o melhor filme britânico do ano pela revista Empire. Curiosamente não é feito com jeito de filme de ação comercial, mas de arte, com uma fotografia com tons trágicos e obscuros. Vale a pena ser descoberto. Trailers, Slide Show.
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