13 junho 2010 às 06:03
Coluna de DVD – Lançamentos
O Barão Aventureiro *** The Baron of Arizona
Áud: Ing . Leg: Port. Drama. Standard. 97 min. PB. 1950. EUA. Platina.Livre.
Diretor: Samuel Fuller. Elenco: Vincent Price, Ellen Drew, Beulah Bondi, Vladimir Sokoloff, Reed Hadley, Margia Dean, Robert Barrat.
Sinopse: Vigarista falsifica e forja documentos para se tornar o Barão, dono de todas as terras do Arizona.
Comentários: Por mais estranho que pareça, o personagem de James Addison Reavis realmente existiu (1843- 1914) e fez o que conta o filme. Durante anos falsificou provas e documentos (chegando a passar muitos anos num convento espanhol por causa de uma biblioteca importante) para fingir que existia uma família espanhola, Peralta, que deixou uma herdeira (com quem ele se casou) se tornando assim o Barão e dono das terras de todo o Estado de Arizona (quando ele estava se emancipando). Apesar do orçamento modesto do produtor Robert Lippert, o talentoso diretor Samuel Fuller (1912-1997) em apenas seu segundo trabalho como diretor, rodou tudo em 15 dias com foto do grande James Wong Howe e dando para Vincent Price, um dos melhores trabalhos de sua carreira (ele dizia ser o seu favorito). É uma história fascinante, muito bem contada, com bom elenco e narrativa rápida e eficiente. A parte final com o romance parece pouco convincente, assim como a história ser contada em flashback, justamente pelo maior rival e inimigo do herói.
O Marido da Cabeleireira *** Le Mari de la Coiffeuse
Áud: Francês. Leg: Port. Romance.Widescreen. 82min. Cor. 1990. França.Lume.14 anos.
Diretor: Patrice Leconte. Elenco: Jean Rochefort, Anna Galiena, Roland Bertin, Maurice Chevit, Ticky Hogaldo,Michele Laroque.
Sinopse: Aos 12 anos, Antoine se apaixona pela cabeleireira local achando sexual o ato de cortar seus cabelos. Já adulto, se apaixona e se casa por outra, Mathilde, com quem tem uma relação especial. Até quando ela fica com medo de que o marido se canse dela.
Comentários: Foi grande sucesso no circuito de arte no Brasil e também nos Estados Unidos, essa elegante comédia francesa, do competente diretor de Caindo no Ridículo, A viúva de St Pierre, Duas Chances em Uma e O Perfume de Yvonne. Foi indicado para sete Césars, ganhou o Premio Prix Delluc. Fetichista, solar, romântico, diferente, tecnicamente excepcional (música do inglês Michael Nyman). Não é para todo mundo, mas é encantador e pode se mesmo comovente.
Um Dia, Um Gato **** Az Prijde Kocour
Áud: Tcheco. Leg: Port, Ing. Fantasia. Widescreen. 110 min. Cor. 1963.Tcheco. Livre.
Diretor:Vojtech Jasny . Elenco: Jan Werich, Emilia Wasaryova, Jiri Sovak, Vlastimil Brodsky, Vladmir Mensik.
Sinopse: Numa cidadezinha da antiga Tchecoslováquia, um narrador observa os habitantes de uma torre e vai revelando suas vidas. Até quando chega um pequeno circo que traz um gato de óculos. Quando lhe retiram esses óculos, as pessoas aparecem com as cores de sua verdadeira natureza, os apaixonados ficam vermelhos, os maus amarelos ou cinzas, outros ficam azuis (os hipócritas).
Comentários: Fez enorme sucesso no Brasil. Foi um dos primeiros a ter repercussão internacional no que foi chamado de Primavera de Praga (um período de liberação no país, que foi esmagado em 1968 pela invasão soviética). O diretor Jasny teve que ir para a TV, mas ainda está vivo e seu último trabalho é de 2002. Seu assistente Ivan Passer fugiria para os EUA onde faria certa carreira assim como o cameramen, Miroslav Ondricek (que fez Amadeus). Vencedor do Prêmio Especial do Júri (no ano do Leopardo), o filme é uma encantadora fantasia, assumido conto de fadas com um narrador que também acumula o papel do mágico (que utiliza cenas do famoso Teatro Negro de Praga). Depois de 25 minutos, quando já conhecemos os habitantes do lugar, chega o circo e uma moça de vermelho que traz um gato de óculos. O bicho, adotado pelas crianças locais, é capaz de revelar a verdadeira cor do interior das pessoas. Os efeitos não chegam a ficar ingênuos, são mais poéticos. Houve um VHS que deformava a imagem e fazia perder o visual. Essa é uma cópia decente que provoca um reencontro com este filme encantador e perene.
Sombras de um Desejo ** Possession
Áud: Ing , Port. Leg: Port, Ing. Suspense. Widescreen. 85min. Cor. 2010.Canada. Swen. 14 anos.
Diretor: Joel Bergvall, Simon Sundquist. Elenco: Sarah Michelle Gellar, Lee Pace, Michael Landes, Tuva Novotny, Paul Jarrett, Chelah Horsdal.
Sinopse: Quando dois irmãos sofrem acidente de carro, a mulher de um deles (ambos ficaram em coma) suspeita que o marido tenha possuído o corpo do irmão mal, que sai da prisão e mostra sinais de desequilíbrio.
Comentários: Como é rápido que uma estrela promissora derrapa na carreira e acaba em filmes independentes de pouco orçamento e qualidade, muitas vezes feitos direto para Home Vídeo como esse, que foi feito antes de Verônica Decide Morrer . Embora não seja excepcional, a Buffy merecia mais do que este thriller de suspense B, feito no Canadá como de hábito, em que se mistura trama policial com vagas referências a parapsicologia, ou fantasia, ou mesmo espiritismo. Feito com certo cuidado de produção, sem cara de telefilme (há vinte anos atrás essa seria a origem deste tipo de filme), dirigido por uma dupla sueca que foi indicada ao Oscar pelo bom curta gay Victor (1998). O problema é menos neles e mais no fato de que é uma refilmagem, mais uma, do coreano Jungdok /Addicted/Poisoning (2002). O filme foi completado em 2007, mas porque os produtores Yari estavam falindo saiu direto em vídeo nos EUA em março de 2010. Basicamente vai criando clima e tentando criar a dúvida: o irmão ruim está possuído pelo espírito do marido que está em coma? Ou será outra coisa... A resposta não é tão interessante quanto deveria.
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