26 junho 2010 às 06:05
Coluna de DVD – Lançamentos
Decisões Extremas ** (Extraordinary Measures)
Áud: Ing , Esp, Port. Leg: Port, Esp, Ing, etc .Drama. Widescreen. 105 min. Cor. 2010. EUA. Sony. Livre.
Diretor: Tom Vaughan. Elenco: Brendan Fraser, Harrison Ford, Keri Russell, Jared Harris, Patrick Bauchau, Alan Ruck, Dee Wallace, Courtney B. Vance.
Sinopse: A história real um pai de família que tentou encontrar a cura para uma doença genética de seus filhos.
Comentários: Este foi o primeiro filme da CBS Pictures (ou seja, que a rede de televisão está produzindo com orçamento médio para Hollywood, ou seja, por volta de US$ 50milhões!!!). Mas o filme foi um grande fracasso e aqui já saiu direto em Home Vídeo. Mas dá para entender a falta de interesse.
Vejam que estranho: Harrison Ford, que já foi o maior mega star do cinema, com Star Wars e Indiana Jones, agora vira coadjuvante. Seu nome vem em segundo lugar e ele assina também como coprodutor.
Ou seja, seu nome não significa mais nada, as pessoas já o derrubaram e a nova geração não o tem em consideração. Somos obrigados a dizer o óbvio: parece filme de televisão. Sabe aqueles que faziam nos anos 70 e ainda 80 da doença da semana.
O canal americano Lifetime ainda produz alguns assim, mas o lugar deles foi tomado por várias séries semanais, em particular House, que procuram as doenças mais bizarras para diagnosticarem. Aqui se trata de um filme altamente convencional, sem suspense, sem clima, feito por um diretor de TV sem expressão, Tom Vaughan, sobre um pai executivo (Brenda Fraser, gordo e barrigudo) que tem três filhos, mas dois deles sofrem de uma doença de deterioração que vai matá-los antes dos nove anos.
Desesperado procura um excêntrico e chato cientista-professor (Ford) que parece ter a fórmula mais próxima da cura e tenta fazer tudo para conseguir dinheiro para a pesquisa. Claro que com sua agenda pessoal de salvar as crianças. O filme retrata a luta dele e de sua esposa encantadora (Keri Russell) para apressar esse remédio mesmo entrando em toda sorte de conflitos.
Infelizmente tudo é muito banal e medíocre. Ford está razoável, não compromete, mas a idade não o transformou em grande ator.
Extras: trailers, Encontrando John Crowley e Conversando com o elenco e a equipe.
Maldito Futebol Clube *** (The Damned United)

Áud: Ing , Port. Leg: Port. Drama. Widescreen. 117 min. Cor. 2009. Ing. Sony BBC. 12 anos.
Diretor: Tom Hooper. Elenco: Michael Sheen, Colm Meaney, Henry Goodman, David Roper, Jimmy Reddington, Ryan Day, Timothy Spall, Jim Broadbent.
Sinopse: Os 44 dias que o treinador Brian Clough passou dirigindo o time do Leeds United.
Comentários: A principal recomendação deste filme inglês, inédito em nossos cinemas, é a participação do roteirista Peter Morgan, que é atualmente o mais famoso da Inglaterra, graças a seu trabalho em textos inspirados em fatos reais, como foi o caso de A Rainha e O Último Rei da Escócia, além de Frost/Nixon e um recente feito para a HBO, A Special Relationship, onde o ator Michael Sheen repete sua caracterização do primeiro Ministro Blair que o consagrou em A Rainha.
Mas aqui, o mesmo Sheen está de volta como outra figura real, desconhecida para nós, que é Brian Clough, um treinador do futebol britânico e seus famosos (para eles) 44 dias que passou como treinador do time Lees United (aquele que é chamado de "maldito" nos títulos nacional e original).
Logicamente recomenda-se você gostar de futebol, entender um pouco do sistema inglês para curtir melhor os bastidores e problemas de um treinador que acreditava que os jogadores estavam ainda sendo fiéis a outro, não por acaso seu inimigo, Don Revie (Colm).
A crítica americana chamou a atenção para o fato de que normalmente os filmes americanos sobre esportes sempre falam sobre vitórias (a emoção da vitória) enquanto os inglês gostam justamente de relatar as batalhas bélicas que perderam e também a agonia de suas derrotas esportivas.
É a ironia de ver a história de um ilustre e famoso treinador Clough (que morreu em 2004) ser retratado justamente por um dos seus momentos mais baixos, quando ele alienou torcedores, jogadores e dirigentes, quando teve dificuldade de substituir um outro carismático e aparentemente fez tudo errado.
O curioso é que o roteiro não esconde seus defeitos, seu ego, não pinta uma figura nem especialmente simpática. O roteiro alterna sua passagem no Leeds com outra experiência anterior quando transformou um time de interior, o Derby County, num concorrente da primeira divisão.
Sheen é um ator realmente versátil e é ajudado por competentes coadjuvantes britânicos, Spall, como o leal assistente Peter Taylor e Broadbent, como o presidente do clube. Engraçado que a gente vê o filme pensando: será que um dia os brasileiros irão contar a histórias dos nossos Dungas e presidentes de Corinthians, ou tudo iria cair na chanchada?
Extras: trailers, comentários, cenas excluídas, cloughisms, os bastidores, Criando Clough, Relembrando Brian, Um Jogo em Transformação: futebol nos anos 70.
A Sina do Aventureiro ***
Áud: Port. Aventura. Standard. 88 min.PB. 1958.Brasil. Programa duplo 18 anos.
Diretor: José Mojica Marins. Elenco: Acaciu de Lima, Shirley Alves, Augusto Pereira, Ruth Ferreira.
Sinopse: No interior, assaltante ferido é ajudado por família e se regenera.
Comentários: Sai finalmente em DVD esta raridade que é um dos primeiros trabalhos de Mojica, o primeiro a passar nos cinemas como filme erótico, ou seja, um faroeste caipira (teria passado em cinemascópio como era moda na época e sua atração era uma sequência de banho num lago de duas mulheres nuas, que ficam meio escondidas pela folhagem, uma grande ousadia para a época).
A cópia não foi restaurada e portanto tem muitos e graves defeitos. Mas faz parte do charme de se ver uma aventura ingênua, que não chega a ter ainda a marca e a personalidade do futuro Zé do Caixão.
Extras: Fotonovela do filme, matérias do lançamento, cartazes originais e um pedacinho de filme de Mojica.
Legião ** (Legion)

Áud: Ing ,Tai, Esp, Port. Leg: Port, Esp, Ing, etc. Fantasia. Widescreen. 100 min. Cor. 2010. EUA. Sony. 14 anos.
Diretor: Scott Stewart. Elenco: Denis Quaid, Lucas Black, Paul Bethany, Tyrese Gibson, Adrianne Palicki, Jon Tenney, Charles S. Dutton, Kevin Durand, Kate Walsh.
Sinopse: Em uma lanchonete no meio do deserto, os exércitos do mal estão se reunindo para uma luta onde será decidido o destino do mundo.
Comentários: Saiu direto em Home Vídeo no Brasil, depois de seu fracasso nos EUA, este Legião, à primeira vista me pareceu ser um daqueles filmes religiosos cristãos vindos de O Livro de Eli. Mas não é possível, porque aqui, Deus é o vilão, já que se cansou dos humanos e resolveu nos destruir.
Isso providenciando um apocalipse e que só não fica pior porque um dos anjos chefes, o Michael (Miguel) se revoltou contra ele pedindo outra oportunidade (no que não concorda seu irmão que veio atrás para matar a mulher que está para ter um filho que poderá salvar a humanidade).
Suponho que seja uma espécie de parábola sobre José (no caso, o rapaz Lucas Black, que fez aquele Velozes e Furiosos passado no Japão) que ama uma garçonete , que faz as vezes de Maria porque está grávida e não se sabe quem é o pai e justamente esse garoto é que será o salvador da humanidade).
Já deu para perceber porque a maior parte da crítica está achando o filme, apenas um terror tradicional, na moda atual dos apocalipses. Neste caso feito por um estreante chamado Scott Stewart, que é um técnico veterano de efeitos especiais que trabalhou em quase tudo no gênero (em imagem e não em roteiro como teria sido melhor).
É o inglês Paul Bethany (Criação) que faz o anjo, que começa o filme matando um monte de gente sem muita razão. Ele tem asas e de repente a história vai para o meio do deserto. Outro que imita faroeste, no caso aqueles que ficavam no meio do nada, sendo atacados por pele vermelhas.
O filme se passa em uma lanchonete com clientes e empregados. Dennis Quaid (envelhecido e canastra como sempre) é o dono, Lucas, o filho meio bobinho dele. Kate Walsh (de Private Practice) é uma cliente que está com marido e filha rebelde. De repente falta luz e eles suspeitam que houve algum ataque atômico ou extraterreste (pelo jeito eles já viram tanto filme que já vão adivinhando tudo).
Logo depois vem uma velha faceira que morde pescoço e sai pulando pelo teto, a primeira de uma leva de invasores (os próximos andarão como zumbis), até ficar claro que é uma luta entre o anjo bom e o mau, só que o bom esta contra o Todo Poderoso e defendendo a humanidade.
Se você for capaz de engolir essa besteira toda, os seres alados (apenas dois) são interessantes (não sei a razão, mas ator inglês tem outra panca, perfeita para interpretar figuras de autoridade). E Legião é apenas outro terrorzinho (muito inferior aquele que saiu em vídeo há uns dez anos atrás com Christopher Walken, lembram-se? (Anjos Rebeldes/Prophecy, 95).
O tema era semelhante, mas o filme muito mais interessante.
Extras: trailers, Criando o Apocalipse, A Última Linha de Defesa da Humanidade, Dos Pixels aos Filmes.
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