post-icon

4 julho 2010 às 06:05

comentarios-icon40 Comentários »

Os melhores vampiros do cinema

crepusculo rubens Os melhores vampiros do cinema

Cena do filme Crepúsculo

O imenso êxito da série Crepúsculo, e agora com o terceiro capítulo (e também o melhor) Eclipse, em cartaz, demonstra a moda dos vampiros no cinema. Que existem de longa data. Esta é uma lembrança afetiva de alguns dos melhores do gênero.

Cinema e vampiros têm sido companheiros de longa data. Tanto que uma vez me chamaram para escrever uma novela sobre o assunto, Drácula, um Homem Muito Especial, com Rubens de Falco e Bruna Lombardi, simplesmente porque acharam que já que eu entendia tanto de cinema, por extensão também devia entender de vampiros.

Dessa forma eu pude aproveitar a longa tradição do gênero no cinema. Desde os tempos do expressionismo alemã quando Murnau não pôde comprar os direitos do livro de Bram Stoker e mudou o nome de seu vampiro para Nosferatu. Esse filme incrível deu origem a uma fiel refilmagem feita por Werner Herzog, com a Isabelle Adjani e o Klaus Kinski, mas também a uma homenagem muito legal que foi A Sombra do Vampiro, com Willhem Dafoe, que tem a tese de que o ator central do filme, Max Schrek, era vampiro de verdade.

dracula Os melhores vampiros do cinema

Cena de A Sombra do Vampiro

Logo no começo do cinema sonoro, o vampiro mais famoso foi sem dúvida o húngaro Bela Lugosi, na sua versão de Drácula (31). Embora hoje ele nos pareça gordo  e pouco assustador, para as plateias da época ele era considerado sedutor e misterioso, inclusive por causa de seu sotaque. E durante o resto da vida ele continuou a viver variações do personagem. Só nos anos 50 é que lhe surgiu um sucessor a sua altura, com a grande figura de Christopher Lee, o Drácula da Hammer, no primeiro filme aqui chamado de O Vampiro da Noite (58). Embora ele odeie o personagem que lhe marcou, o papel para mim, estará sempre associado a ele.

Não sei se vocês se lembram de que houve nos anos 70 um revival do personagem com uma montagem na Broadway trazendo um Drácula romântico que foi feito por Frank Langella (que o interpretou também no cinema sem maior impacto)  e até uma montagem brasileira com Raul Cortez e Carla Camurati.

Nos últimos anos, os vampiros voltaram com tudo. Teve a versão prestigiosa de Francis Coppola, que tentou voltar ao texto original e por isso lhe deu o nome de Drácula de Bram Stoker (acho Gary Oldman, que fez Vlad/O Conde, um ator subestimado e que merecia mais). Mas estou pulando um dos melhores vampiros do cinema e que no Brasil fez muito sucesso, na verdade foi um dos primeiros filmes cults: A Dança dos Vampiros, de Roman Polanski (era uma comédia, mas o diretor conseguiu um tom certo, que não escondia o clima de terror). Outra comédia que fez sucesso foi Amor à Primeira Mordida (Love at First Bite, 79), em que o canastrão George Hamilton parecia ideal para o personagem do Conde Drácula, que se muda para Nova York e se dá super bem diante da confusão sexual geral. Não deixa de ser curioso também que bem antes de conseguir ficar famoso Jim Carrey chegou a estrelar Once Bitten/Procura-se Rapaz Virgem (85), onde Lauren Hutton era uma condessa vampira que se alimenta de sangue de rapazes virgens.

dracula2 Os melhores vampiros do cinema

Cena de Drácula de Bram Stoker

Na pequena lista dos melhores eu também poria Fome de Viver (The Hunger, 83), do estreante Tony Scott, um filme que sempre achei hipnótico, no relacionamento lésbico de Deneuve e Sarandon, na trilha musical que vai do punk ao clássico e inclusive com o bom uso de David Bowie (nunca me esqueci daquela cena em que ele envelheceu anos no decorrer de alguns segundos). Em termos de vampiras lésbicas tenho outros cults que são o filme belga, Escravas do Desejo/Les Lévres Rouges, (71) com Delphine Seyrig (o diretor é o mesmo de Malpertuis) e o hoje esquecido, mas pioneiro que foi Rosas de Sangue (Et Mourir de Plaisir, 60) de Roger Vadim, com Elisa Martinelli  e Annette Stroyberg.

Só me impressionou tanto o recente sueco Let the Right One In /Deixa Ela Entrar de Thomas Alfredson, sobre a menina vampira que os americanos estão refazendo e, espero, não estragando.

Nesse meio tempo houve muitos outros vampiros: Blade, que era mestiço de vampiro; Underworld que é uma elaborada série sobre sociedade de vampiros Buffy, a Caçadora de Vampiros na televisão, e que teve momentos criativos ou divertidos, o mundo de vampiros da escritora Anne Rice: A Rainha dos Condenados e principalmente Entrevista com o Vampiro, um livro que marcou época e o filme mediano onde os próprios foram feitos por dois superastros, Tom Cruise e Brad Pitt.

buffy rubens Os melhores vampiros do cinema

Buffy, a Caçadora de Vampiros

Mais do que esses, outro filme que me marcou e virou meu cult é Near Dark/Quando Chega a Escuridão (87), que era começo de carreira da hoje famosa diretora premiada com o Oscar de Guerra ao Terror. Muito talentoso, passava-se no Oeste atual, onde vampiros, numa kombi, rondavam as cidades fazendo vítimas. Eu nunca mais revi, mas na época também me impressionou muito um filme B chamado Let´s Scare Jessica to Death/Sonhos Alucinantes (71) de John D. Hancock.

Em 1987, ouve outro marco no gênero que nunca foi esquecido e nunca teve a continuação classe A que merecia: Os Garotos Perdidos, de Joel Schumacher e o produtor Richard Donner, que trazia a novidade: vampiros adolescentes (entre eles, Kiefer Sutherland, Jason Patric, os Corey Feldman e Haim). Mas antes disso, houve outro fenômeno de bilheteria aqui no Brasil, que foi chamada no Rio de Espantomania, porque o filme se chamava A Hora do Espanto (Fright Night, 85), e não passava de uma produção B com um diretor estreante e que não fez muita coisa Tom Holland (mas que tem também no currículo, o primeiro Brinquedo Assassino/Child Play, 88, com o Chucky!). Este espanto era sobre um veterano ator que apresentava programa de terror na teve (Roddy McDowall) que tenta ajudar um rapaz que foi mordido por vampiros (William Rasgdale que não foi adiante). Chris Sarandon como o vampiro Jerry Dandrige era memorável. O filme era legal e provocou no Brasil o sucesso de uma série de outros terrores, que tentaram também usar esse nome de Espanto!

espano Os melhores vampiros do cinema

Cena de A Hora do Espanto

Lembro também de um filme de vampiro modesto que eu curti, Inocente Mordida (Innocent Blood) de 82, do cultuado John Landis com a vampira francesa Anne Parillaud.

Finalmente no momento meu candidato para melhor história do gênero em cartaz é sem dúvida, o original True Blood, da HBO, escrito pelo talentoso Alan Ball.

Veja mais:

+ Veja momentos inesquecíveis da saga Crepúsculo
+ Acompanhe a evolução dos vampiros nas telonas
+ Todas as notícias sobre cinema no R7
+ Veja as princiapis notícias do dia

+ Conheça todos os blogs do R7

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks
Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009-2011 Rádio e Televisão Record S/A