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29 julho 2010 às 06:03

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Estreia – Salt

Salt (Idem) EUA, 10. Direção de Phillip Noyce. Com Angelina Jolie, Liev Schreiber, Chiwetel Ejiofor, Daniel Olbrychski, August Diehl, Daniel Pearce, Andre Braugher. 100 min. Columbia Sony.

Não chega a ser tão bom quanto a aventura anterior de Angelina Jolie, o apaixonante O Procurado (Wanted), mas dá para o gasto e confirma o fato de que ela é uma das poucas estrelas (ou seja, mulher) que é aceita pelo público em filmes de ação (a outra seria Sigourney Weaver, que está madura demais para esses excessos físicos), Sem ela, sem seu carisma, charme e figura misteriosa, o filme não teria razão de existir. Até porque se trata de um roteiro de Kurt Wimmer (que tem no currículo filmes menores como A Esfera, O Recruta e outros melhorzinhos como Equilibrium) que não brilha pela originalidade. Não apenas a situação é clichê como a identificação do bandido, o que deveria ser surpresa, é muito fácil de sacar.

Ainda assim isso não me incomodou (o curioso é que o filme tem algo a ver com Encontro Explosivo). É uma perseguição contínua e nem sempre realista. Enquanto este filme foi muito bem de bilheteria nos EUA, o de Cruise foi grande fracasso, o que demonstra só como o rapaz caiu em desgraça com a imprensa e o público de lá (e Angelina se redimiu de ter roubado o marido de outra se tornando mãe de família exemplar e líder da comunidade mundial!).

Aqui estão de volta depois de longa ausência os famigerados comunistas soviéticos que mesmo com o fim do regime ainda tem suas garras ameaçando a América e o mundo livre. Evelyn Salt (Angelina) é uma super competente agente americana que leva um susto quando aparece um agente russo (o polonês Daniel dos filmes de Wajda) - dizendo que há um espião infiltrado no serviço secreto americano e que é justamente ela! Ele acha que ela é filha de americanos que morreram em acidente e foi treinada pelos soviéticos como parte de um projeto de longa duração, quando várias pessoas desse tipo ficariam nos Estados Unidos escondidos (tipo Sob o Domínio do Mal), até o momento de agirem com algum plano espetacular.

salt1 Estreia   <i>Salt</i>

Divulgação/Columbia Pictures

Diante dos fatos, Salt não tem outra escolha se não fugir (ela havia surgido no filme quando foi presa pelos coreanos do norte e depois trocada por outro espião, desde então percebeu que o homem que amava, um especialista em aranhas corria perigo de vida).

Desde quando ela consegue escapar do prédio onde ocorre o interrogatório, o filme não para mais. Ela usa a inteligência e a experiência e vai sozinha numa missão que não sabemos muito bem qual seja, nem quais são suas lealdades. E não vou contar mais , sob pena de estragar o prazer de ver este thriller, que por sinal marca a volta ao gênero do diretor australiano Noyce, que fez Perigo Real e Imediatos e Jogos Patrióticos, O Colecionador de Ossos (com Jolie), mas também um fraco O Santo.

Ironicamente o filme foi escrito originalmente para um homem e Cruise em determinado momento ia estrelá-lo. Sim, aparentemente Angelina, apesar de parecer frágil, parece ter feito a maior parte de seus stunts (cenas de ação) sem dublês. Uma admissão desnecessária: claro que perceberam que sou fã confesso de Miss Jolie!

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