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26 agosto 2010 às 06:00

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Estreia – Par Perfeito

Par Perfeito (Killers, 2010)

Direção de Robert Luketic. Roteiro de Bob De Rosa e Ted Griffin. Com Katherine Heigl, Ashton Kutcher, Tom Selleck, Catherine O´Hara, Katheryn Wynnick, Kevin Sussman, Lisa Ann Walter, Casey Wilson. Imagem. 93 min.

Sou grande fã de Katherine Heigl e já afirmei isso muitas vezes. Isso me deixa inteiramente à vontade para lamentar sua presença nesta horrível comédia, certamente um dos piores filmes do ano.

 par perfeito1 Estreia   <i>Par Perfeito</i>

Seu fracasso de crítica e público nos EUA (teve orçamento generoso de U$S 75 milhões e não rendeu mais de U$S 47 milhões) é mais do que compreensível.

Realmente sua produção é de primeira linha, principalmente no começo que se passa em Nice e na Cote D'Azur, inclusive no célebre Hotel du Cap, onde se hospedam os astros de Hollywood e onde ocorrem as entrevistas (ou seja, eu conheço por diversas vezes o lugar e como tudo na vida fica melhor no cinema do que na vida real).

Na verdade, o filme nem consegue ser uma cópia mal-feita, de Sr. e Sra Smith, que por sinal não era grande coisa. A ideia é  um pouco diferente: Kate é uma mulher excessivamente desajeitada que vive fazendo besteiras, numa tentativa de imitar aquela tradição americana de fazer gracinhas para provocar encontros.

par perfeito2 Estreia   <i>Par Perfeito</i>
Ela esbarra num rapaz que ela nem desconfia que seja um agente de espionagem do governo naquele momento preparando um super-atentado (explosão de helicóptero). Ela está ali com os pais (Selleck e O'Hara) e depois de várias confusões, eles se apaixonam e se casam.

Evidentemente, a profissão dele irá provocar uma reação, quando todos os começam a tentar matá-lo (porque haveria uma alta recompensa). E resulta em mais chanchada, mais perseguição.

Engraçado que, relendo o resumo que fiz, não dá nem de longe ideia o desastre que é o filme. Apesar de ter sido dirigido por um diretor de certa reputação, o Luketic (Legalmente Loira), alguma coisa desandou a maionese. Em particular na segunda parte, quando eles estão morando num subúrbio bem americano.

Não tem suspense, pois fica na cara quando alguém mora e frequenta lugares que o salário jamais poderia pagar. Não tem graça. E principalmente desperdiça a dupla central, em particular Katherine.

E chega, não vale a pena gastar tempo com este lixo.     

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