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3 dezembro 2010 às 06:00

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Centurião, de Neil Marshall

Centurião Centurion <i>Centurião</i>, de Neil Marshall

É engraçado que, com a prática, basta se ver uma ceninha, não muito mais do que um plano, para se ter a certeza de quem um filme é ruim ou bom. O que parece destreza pode ser uma maldição, já que, quando ruim, você tem que enfrentar a hora e tanto de sofrimento. Mas quando é bom, o prazer se torna crescente. Mas como explicar essa sensação? Acho que é básico a competência do diretor em como contar sua história, em como conduzir os personagens e como fotografar as situações.

Mais uma vez, fiquei impressionado com o diretor Neil Marshall, um inglês que é um verdadeiro mestre do filme B (ou quase, aqui ele teve meios para poder usar gruas e cenas filmadas com helicóptero e filmar em locações, na Escócia, mas é visível que não teve um mega orçamento. E também não foi bem de bilheteria, tendo saído há pouco em DVD nos EUA).

Centurião 1 <i>Centurião</i>, de Neil Marshall

Talvez porque não sei se ainda existe mercado para este tipo de filme nas salas (antigamente ele faria sucesso no centro da cidade, no Ipiranga e Marabá), ou seja, aventura para adultos, com muita violência (é verdade que dentro do contexto medieval chega a ser aceitável, mas uma das marcas do diretor é essa sangreira frequente) e sem astros famosos que puxem algum interesse maior, ainda que o elenco seja muito bom, com destaque para o Michael Fassbender, que, eu insisto, é hoje um dos caras mais prestigiados da Europa e certamente irá se ator importante.

Também é engenhosa a história básica, de pegar um fato histórico, o desaparecimento de uma famosa legião romana, criando uma hipótese viável para o que teria sucedido com seus remanescentes. Assim como raramente se vê na tela, as tribos primitivas que existiam na velha ilha ainda não chamada de Inglaterra ou Grã Bretanha.

Centurião 2 <i>Centurião</i>, de Neil Marshall

O que importa é que o filme tem um sentido de épico, de grandeza narrativa, se sustenta na ação incessante e nas belas composições da fotografia. Realmente, acho o diretor promissor e Centurião, um filme para ser descoberto.

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