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31 janeiro 2011 às 08:28

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Balanço do SAG

Agora é oficial, O Discurso do Rei virou realmente o favorito oficial para o Oscar. Houve primeiro a premiação do Sindicato dos Produtores, que foi o primeiro susto. Depois, há poucos dias, a premiação do Sindicato dos Diretores para o diretor Tom Hooper, novamente para O Discurso do Rei.

E agora o SAG deu seu prêmio máximo e final, o de melhor elenco também para o mesmo filme, demonstrando assim que os atores, que são os votantes mais numerosos do Oscar, também estão com o filme. Quando se juntam atores, diretores e produtores, não há o que discutir, já ganhou.

discurso do rei ok Balanço do SAG

Não sei explicar como aconteceu essa virada tão de repente, quando se achava que a Academia tinha mudado e não dava mais prêmios para filmes convencionais, meio antiquados como este.

Não que O Discurso do Rei não seja um bom filme, acho-o quase perfeito, todo redondinho, uma história muito bem contada, com excelentes atores e notável roteiro. Mas fala de monarquia, velhices que eu achei que já não interessava mais para as pessoas neste tempo de redes sociais, quando a própria transmissão do show já convida para deixar comentários no Facebook.

Parece, no entanto, que me engano e está acontecendo um fenômeno curioso, mas não indesejável. Por outro lado, devemos até agradecer essa virada, porque assim, temos algo de novo e não temos que ficar aguentando sempre a mesma premiação, sempre o mesmo show.

O SAG  deste ano foi mais do mesmo, como eu temia. Tudo já repetido do Globo de Ouro e que vai acontecer em menos de um mês novamente no Oscar. Pelo menos agora temos esta dúvida e possíveis surpresas. Um amigo meu chamou a atenção para outra incorreção minha, ao menos em termos. Christian Bale não é propriamente inglês, mas de outra região da ilha, o País de Gales, de onde veio gente como Richard Burton, Catherine Zeta Jones, Anthony Hopkins.

Aliás, o sotaque estava especialmente  carregado esta noite. Não acho que isso mude muito, já que o fato básico é que Christian Bale conseguiu um fenômeno, ter virado astro e querido apesar de ter um nariz petulante e atitudes  antipáticas. Eu virei mesmo fã de Melissa Leo, a melhor coadjuvante, que é uma atriz versátil como poucas (aliás, cada vez mais gosto de O Vencedor).

melissa leo Balanço do SAG

Ao me preparar para estes prêmios, tentei ver todas as séries novas e as temporadas das favoritas.

A conclusão que cheguei é que não foi um bom ano para nenhuma delas, que Modern Family é a melhor comédia do mundo (junto com Cleveland, com a querida Betty White, nossa mais amada velhinha assanhada).

Aliás, eu insisto em dizer que tiraram a melhor coisa do Oscar ao cortarem os prêmios especiais da grande festa e exilando-os para outra data e lugar.

Mas o que eu gosto mesmo é de ver gente como o Borgnine ser homenageado de pé, com respeito. E olha que nem o curto especialmente.

Mas acho que cinema é isso, emoção legítima, não fingir que ficamos emocionados em rever Natalie Portman ganhar de novo, ou Claire Danes ficar repetindo os agradecimentos.

Ao menos é mais curto e direto que os outros. Menos, às vezes, resulta em mais. E até melhor.

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