post-icon

3 fevereiro 2011 às 06:00

comentarios-icon5 Comentários »

Estreia – Santuário

Santuário (Sanctum) - 2011.

mark1 Estreia   <i>Santuário</i>

Direção de Alister Grierson. Com Rhys Wakefield, Allison Cratchley, Christopher Baker, Ioan Gruffud, Alice Parkinson, Dan Wyllie. Paris Filmes.

Eu estava em Atlanta entrando num cinema no sábado passado(29), quando vi um menino pequeno perguntando para sua avó: o que é Sanctum (o título americano do filme)? E ela respondeu: não tenho a menor ideia. Considerando a dificuldade que americano tem com palavras de origem latina, não acho boa ideia do produtor James Cameron (precisa falar em Avatar?). Mas apesar do elenco quase desconhecido (o único meio famoso é o galês Ioan, de Quarteto Fantástico e por acaso também o mais fraco), tem momentos comprometedores e de um diretor ainda menos famoso achei desse Grierson, alguns curtas e co diretor de Kokondo, de 06), o filme é bem mais interessante do que pode parecer.

Alias, só vem com a chancela mesmo de Cameron, porque foi uma produção australiana, com elenco desconhecido (e corajoso) e gravado em formato digital (o que facilita justamente a transposição para o 3D). Aí vem uma coisa curiosa: ninguém joga nada na câmera, não há efeitos propositais. Mas a terceira dimensão acaba contribuindo, como queria Cameron, para o efeito de claustrofobia.

Confesso que no começo do filme fiquei meio assustado com a trama: um grupo de exploradores está investigando uma montanha em plena selva, que seria o mais inacessível sistema de cavernas da terra, ainda parcialmente inexplorado. Ele é todo complicado e cheio de descaminhos e o grupo partem em busca de onde estaria a saída para o mar.

O líder da equipe é um experiente aventureiro Frank (de que não me lembro direito emVan Helsing, Missão Impóssivel 2, Moulin Rouge, etc e tal). Ele é durão em especial com o filho muito jovem (um  loirinho igual a centenas deles, chamado Rhys Wakefield, que veio da TV local) e o conflito central é centrado entre os dois, que vivem se disputando. Há duas mulheres, mas uma delas morre logo no começo (estou evitando dar detalhes de propósito) e a outra, uma jornalista é mostrada de forma antipática (na verdade, nenhum dos protagonistas é especialmente fácil de gostar).

Mas tudo bem, as cenas de mergulho (porque é claro que as cavernas são cobertas de água) são bem feitas e acontece um imprevisto, uma tempestade tropical (dessas que agora estamos nos acostumando a conhecer) que complica tudo e deixa os pesquisadores da linha de frente em perigo. Dali em diante, tudo vai ficando mais difícil, trágico (há muitas mortes, alguma tentativa de assustar), mas é um filme mais de clima do que sustos. Lembra um pouco aquele Abismo do Medo (The Descent, 05), de Neil Marshall, sobre mulheres em excursão que ficam presas numa caverna. Não é espetacular, não tem grandes efeitos ou recursos (e insiste um pouco demais na eutanásia).

Mas é tenso e pode ser visto.

Veja mais:

+ Siga o R7 no Twitter
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks
Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009-2011 Rádio e Televisão Record S/A