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27 abril 2011 às 06:00

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Uma estrela abala New York, New York: Alessandra Maestrini

rubens alessandra maria rita blog Uma estrela abala <i>New York, New York</i>: Alessandra Maestrini

Eu com minha duas cantoras preferidas, Alessandra e Maria Rita

Faz muito tempo que isso não acontece comigo. Saí do teatro Bradesco completamente apaixonado pela estrela do musical New York, New York, a esplendida e carismática Alessandra Maestrini, que o programa já nada modestamente chamava de uma das maiores divas do teatro musical brasileiro!

Corrijo: ela é a maior e só julgando por este musical, que é uma invenção brasileira, pois nasceu de uma paixão do maestro e produtor Fábio Gomes de Oliveira que correu atrás do autor do livro original que inspirou o filme (eles não têm os direitos do filme, apenas do roteiro original do autor Earl Mac Rauch, liberado, especialmente, para esse projeto e depois adaptado pelo diretor José Possi Neto).

Mas não é do espetáculo que quero falar, mas de sua estrela. Claro que já conhecia Alessandra antes. Uma vez mesmo, há alguns anos, eu me sentei ao lado dela no restaurante Pequi (hoje fechado) durante um aniversário de Maria Rita (pouco antes de a cantora estourar). Alessandra, muito tímida, acabou me impressionando quando pressionada imitou Barbra Streisand para eu ouvir, o que ela faz com perfeição (na peça ela também faz uma rápida imitação de Bille Holliday, provando que é ótima nisso).

Mas não chegamos a virar amigos e não foi com surpresa que eu a vi se tornar tanto musa da dupla Botelho & Moeller, quando estrelou o musical original e superpremiado deles, Sete - O Musical. E também do Miguel Fallabella, que lhe escreveu um papel especial de gaucha em Toma Lá, Dá Cá, seriado onde fez muito sucesso (ela conseguiu sobreviver até mesmo à catástrofe que foi a novela Tempos Modernos). Ou seja, não estou só na minha afirmação, apenas atrasado.

Não é preciso fazer o resumo da carreira da moça porque a maior prova de seu talento é que todo mundo sai arrebatado do teatro elogiando essa incrível cantora de voz doce e profunda, que, como nenhuma outra do gênero, consegue empolgar o público. É verdade que seu parceiro, Juan Alba, tem uma voz e presença agradáveis, que o repertório de sucessos antigos dos anos 40 é formado por pequenas joias do cancioneiro americano (cantadas em inglês, com legendas ao pé da letra, projetadas no alto do palco) e que mesmo o roteiro da peça reserva para Alessandra uma reviravolta climática, que é o fato de ela, como no filme, cantar New York, New York (música que brasileiro ama) na conclusão e nos aplausos.

Gostei também, especialmente, da colocação de pequenos momentos de sapateado, que são uma graça (como a saída do trem e aquela joia que é a mulher gorda tocando saxofone e sapateando) da mestra do gênero Kika Sampaio. Mas o que eu trouxe mesmo para casa foi uma profunda admiração por Alessandra, que quero ver mais e que acho capaz de grandes voos. Vai ver aquela noite que ela me cantou Streisand não foi gentileza, foi uma premonição!

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