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30 maio 2011 às 11:28

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Já está passando a moda do 3D?

piratas panda rio blog Já está passando a moda do 3D?

É esta a impressão que estão tendo os analistas americanos diante do resultado decepcionante dos filmes em 3D no mercado americano.  E a suposição é de que o público é mais esperto do que eles pensaram. Passada a novidade, eles não querem gastar mais em ingressos em 3D. Mais do que isso, eles sabem escolher, entre os filmes que realmente utilizam bem os recursos da técnica e entre aqueles que simplesmente estão querendo faturar mais.

Tudo isso está ficando claro nesta temporada americana, que mal começou. Mas os sinais estão evidentes. Mesmo a animação Rio rendeu bem menos do que esperava, decepcionantes R$ 135 milhões de dólares (R$ 215,5 milhões)!  E não esqueçam que eles tiveram por lá o Feriado do Memorial Day. Piratas do Caribe 4 custou US$ 400 milhões (R$ 638.8 milhões) para ser produzido e lançado, mas só vendeu 47% dos ingressos nos EUA  em 3D (a média antes era de 60% para esse tipo de filme). E pior ainda, o elogiadíssimo  Kung Fu Panda 2, da DreamWorks Animation,  rendeu ate agora apenas  U$ 53,8 milhões (R$ 85,9 milhões), relativamente pouco, e  3D foi de 45% da renda.

Parece que a novidade está passando. Mas ainda resta uma esperança porque as bilheterias ainda se mantém no exterior. Piratas rendeu US $256 milhões (R$ 408.8 milhões) no seu primeiro fim de semana, e a Disney o anunciou como a maior estreia de todos os tempos.  Ou seja, atualmente, um filme já está fazendo 70% de sua renda do exterior. E por que eles insistem em não olhar para fora, fazer filmes mais para norte-americanos? (Claro que isso é reflexo de sua própria cultura, totalmente autocentrada).

Para piorar, a primeira parte do ano foi decepcionante de bilheteria e, até setembro deste ano, os estúdios estão planejando lançar outros 16 filmes no formato, o dobro do ano passado. Os mais aguardados, obviamente, são Transformers 3, da Paramount,  previsto para 1 de julho,  e o último Harry Potter, duas semanas depois.

Para entender o medo e o possível pânico é preciso lembrar que a bilheteria nos primeiros seis meses de 2011 caiu 9% em comparação ao ano passado, enquanto a frequência caiu um pouco mais, 10%. Mais sério ainda: o mercado de Home Vídeo não para de cair vertiginosamente, mais 10%,  em todos os formatos, não apenas DVD . Ocorreu um quase colapso nas locadoras, que caíram em renda cerca de 36% (cerca de US$440 milhões – R$ 702,6 milhões) e coleções de discos (como séries de teve, caiu 20%). O video on demand, chamado Now na Net, está crescendo, mas ainda rende pouco até agora.

Já vimos que os filmes de animação que até agora eram infalíveis estão rendendo menos, e Kung Fu Panda tem pouca chance de render tanto quanto Shrek III, quatro anos atrás. Mas o que parece claro pelas bilheterias é que a novidade já passou.

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