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27 junho 2011 às 21:57

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Duas mortes a registrar – Gustavo Dahl e Margaret Tyzack

Gustavo Dahl  (1938-2011)

Ele foi um dos nomes importantes do Cinema Novo. Morreu no último domingo (26) o cineasta, crítico e gestor cultural aos 72 anos, vítima de um infarto em Trancoso, na Bahia.

Nascido em Buenos Aires, cresceu em Montevidéu, Uruguai, só vindo para São Paulo em 1947. Cineclubista, foi crítico de cinema, frequentou o Centro Experimental de Cinema em Roma (1960-62).

De volta ao Rio, engajado no Cinema Novo, continuou escrevendo, realizando documentários e curtas exercendo cargos burocráticos na indústria. Dirigiu pouco. Foi casado com as atrizes Maria Lucia Dahl (1941) e Ana Maria Magalhães (1950).

Em janeiro de 2002, assumiu como diretor-presidente da ANCINE – Agência Nacional de Cinema, criada para regularizar o mercado da distribuição e da exibição no país, e principalmente para incentivar o desenvolvimento da indústria cinematográfica. Foi depois Gerente do CTAV  - Centro Técnico Audiovisual, ligado ao Ministério da Cultura.

Como diretor de cinema, estreou com um interessante drama sobre política e políticos, um assunto difícil e raro no cinema brasileiro, O Bravo Guerreiro, que tinha inclusive um final trágico e pessimista. Foi seu melhor filme. O segundo também tinha qualidades na defesa do índio (Uirá), mas se perdeu num thriller político latino (Tensão no Rio), que infelizmente encerrou sua carreira como realizador.

Filmografia

Direção: 1968 – O Bravo Guerreiro (Paulo Cesar Pereio, Maria Lucia Dahl).
1972 – Uirá, um Índio em Busca de Deus (Èrico Vidal, Ana Maria Magalhães).
1982 – Tensão no Rio (Norma Bengell, Anselmo Duarte).

Margaret Tyzack (1931 -2011)

Confesso que eu não a conhecia quando a assisti na Broadway fazendo parceria com a brilhante Maggie Smith na comédia Love and Lettuce. Era um duelo entre as duas e logo depois lhe renderia um Tony de melhor coadjuvante. Desde então passei a perceber sua presença, em geral em papéis pequenos, mas sempre marcantes.

Margaret morreu de câncer em Londres. Foram 82 trabalhos, principalmente na televisão, mais do que o cinema.

Não lembro dela como Elena em 2001 - Uma Odisséia no Espaço, mas Kubrick a apreciava tanto que a chamou depois Laranja Mecânica. Deve ter sido isso que fez Woody Allen a inclui-la também em seu Matchpoint.

Entre outros filmes fez Scoop - O Grande Furo, novamente com Allen, 06, Mrs Dalloway/Última Festa, com Vanessa Redgrave, 96, O Amor Não Tem Sexo/Prick Up Your Ears, 87, de Stephen Frears, Convite à Morte  - The Legacy, de Richard Marquand, 78.

Na TV foi muito mais frequente participando de programas, minisséries , filmes ou séries de sucesso como I, Claudius, Cousin Bette (lhe deu indicação ao Emmy),The Forsyte Saga, na produção de George Lucas, The Young Indiana Jones (como Mrs Seymour), East Enders.

Seu último filme de 2011 é Mother´s Milk, com Dianna Quick.

Estudou no famoso RADA, fez parte da Royal Shakespeare Company, foi premiada pela rainha e com o prêmio Olivier.

Sem dúvida, uma grande atriz, daquelas que só a Inglaterra sabe produzir.

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