25 julho 2011 às 10:33
Morre o maior diretor da Grécia: Michael Cacoyannis
Não há a menor dúvida de que Cacoyannis foi o maior diretor da Grécia, o único que conseguiu fazer carreira também em Hollywood, com o sucesso mundial de Zorba, o Grego. Ele faleceu nesta segunda (25), em Atenas, aos 89 anos, e sua morte foi anunciada por uma fundação que leva seu nome.
Cacoyannis, Michael (1922- 2011)
O maior diretor do cinema grego, embora tenha nascido em Limassol, Chipre, em 11 de junho, foi responsável pelo lançamento de duas grandes estrelas locais, Irene Papas e Melina Mercouri, e pelo interesse internacional por seu país, depois do êxito em Zorba, o Grego (junto com Nunca aos Domingos, do americano Jules Dassin, que se casaria com Melina e se radicaria na Grécia.
Filho de um advogado, Michael foi para Londres estudar direito, mas como era época da Guerra, foi trabalhar como produtor de rádio para os programas da resistência grega, na BBC. Aos poucos, ele se interessou por teatro e cinema, fazendo algumas pontas. O cinema grego praticamente nasceu com seu retorno à Atenas. Sua obra-prima ainda é Electra, a Vingadora, uma telúrica tragédia grega, que ele fez para sua musa, Irene Papas. Nos anos 70, a decadência pareceu explicável pelos problemas políticos da época, que o obrigaram a se afastar de seu país. Dirigiu ocasionalmente para o teatro. Seu nome também é grafado como Mihalis Kakogiannis.
Foi indicado ao Oscar três vezes, pelo roteiro, filme e direção de Zorba, o Grego, participou na competição de Cannes por sete vezes, ganhando prêmio especial por Electra (62).
Na verdade, ninguém como ele soube transpor para o cinema as grandes tragédias clássicas gregas. Mas Zorba, foi um caso à parte. Baseado em livro de Nikos Kazantazakis (A Última Tentação de Cristo, Aquele que Deve Morrer), sempre com Irene Papas, é sobre um velho grego que tem uma incrível filosofia de vida e influencia um jovem engenheiro inglês (Alan Bates). Foi o melhor papel de toda a ilustre carreira de Anthony Quinn, que concorreu ao Oscar naquele ano, mas não venceu.
Ele repetiria o papel depois também em show musical da Broadway. E no resto da vida interpretou basicamente variações desse personagem. Zorba ganhou também os Oscars de Fotografia e Direção de Arte.
Direção:
1953 – Windfall in Athens – Kiriakatiko Xypnima (Elli Lamberti, Georges Papas)
1955 – Stella (Idem. Melina Mercouri, Georges Foundas)
1956 – A Mulher de Negro (To Koristsi Me Ta Mavra. Elli Lamberti, Dimitri Horn)
1957 –Uma Questão de Dignidade (A Matter of Dignity ou To Telefteo Psemma. Elli Lamberti, Georges Papas)
1960 – Eroica/Our Last Spring (Alexander Manatir, Panos Goumas). Náufragos da Vida (Il Relitto. Na Itália. Van Heflin, Elli Lamberti)
1961 – Electra, a Vingadora (Electra. Irene Papas, Aleka Catselli)
1965 – Zorba, o Grego (Zorba, the Greek. Anthony Quinn, Irene Papas)
1967 – O Dia em que os Peixes Saíram d’Água (The Day the Fish Came out. Candice Bergen, Tom Courtenay)
1971 – As Troianas (The Trojan Women. Katharine Hepburn, Vanessa Redgrave)
1974 – A História de José e Jacó (The Story of Joseph and Jacob. Herschell Bernardi, Tony Lo Bianco. TV). Atilla (Doc.)
1976 – Ifigênia (Iphigenia. Irene Papas, Costa Kasakos)
1986 – Sweet Country (Irene Papas, Jane Alexander)
1992 – Caminhos Cruzados (Pano Kato Ke Plagios. Irene Papas)
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