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30 julho 2011 às 06:00

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Coluna de DVD – Lançamentos

A Mulher mais linda do Mundo  *** La Donna Piú Bella del Mondo

la donna Coluna de DVD   Lançamentos

Áudio: Italiano. Leg: Port. Drama musical. Standard 107 min.Cor.1955. Itália. Classicline. Livre.

Diretor: Robert Z. Leonard. Elenco: Gina Lollobrigida, Vittorio Gassman, Anne Vernon, Robert Alda, Tamara Lees e a voz de Mario del Monaco.

Sinopse: A história da cantora italiana de music hall Lina Cavalieri (1874-1944), que no começo do século 20 fez sucesso em Paris como cantora de ópera.

Comentários: A distribuidora não costuma dar atenção aos títulos originais, já que no Brasil foi chamado de A Mulher mais Bela do Mundo! De qualquer forma é ótimo que a cópia seja de excelente qualidade, coisa rara diante do gênero e origem.

Este foi o penúltimo filme do diretor americano Robert Z.Leonard (1889-1968), que foi importado da Metro, onde tinha enorme experiência com musicais de Jeannette MacDonald (Primavera, O Vagalume) e inclusive o premiado Ziegfield, o Criador de Estrelas. Ele trouxe também o ator americano Robert Alda (pai de Alan Alda) para fazer o vilão. Tudo foi programado para emoldurar Gina Lollobrigida no auge de sua beleza e fama (a capinha não lhe faz justiça).

Ela estava com 27 anos e fora revelada pelo neo-realismo e consagrada com as comédias Pão, Amor e Fantasia, de 53 e Ciúme, de 54, mas não conseguira fazer carreira internacional por ter cometido o erro de ter assinado contrato com o produtor Howard Hughes, que não se interessava por ela. mas a impedia de trabalhar com outros (ela só faria um filme americano em 56 com Trapézio e rodou em Hollywood sómente em 61, abrindo espaço para sua rival mais jovem, Sophia Loren).

O interessante é que Gina tem uma voz lírica treinada e canta todas as canções inclusive trechos de Tosca, ao menos é que dizem os letreiros. Foi criado um roteiro fictício para ela por vários nomes famosos (são sete incluindo Mario Monicelli e Franco Solinas), chamaram o excelente fotógrafo Mario Bava (depois famoso diretor de filmes de terror) e utilizaram locações ultra luxuosas e o que havia de melhor em figurino, maquiagem, joias e produção.

Gina está mais bem tratada do que nunca, com o tipo um pouco antiquado, mas sem dúvida bela e sem perder a vivacidade. A sequência mais famosa é quando ela encena um duelo de espadachim com uma rival do cabaret (a também conhecida austráaca Tamara Lees - 1924-99).

A história começa com ela pobre ajudando a mãe doente e auxiliada por um príncipe russo (Gassman) por quem se apaixona. Anos depois rejeita o amor de um maestro que continuará obcecado por ela a ponto de provocar morta em cena de Tosca. O príncipe reaparece, mas o amor é conturbado. Vários números musicais curiosos porque os de teatro revista são encenados como na época. A verdadeira Lina fez sete filmes mudos e foi com frequência parceira do lendário Enrico Caruso.

Sangue Rebelde  *** Captain Lightfoot

raza Coluna de DVD   Lançamentos

Áudio: Ing . Leg: Port. Aventura. Wide.92 min.Cor.1955. EUA.Classicline.  Livre.

Diretor: Douglas Sirk. Elenco: Rock Hudson, Barbara Rush, Finlay Currie, Jeff Morrow, Kathleen Ryan, Dennis O´Dea, Geoffrey Toone.

Sinopse: No século 19, na Irlanda, Michael é um jovem revolucionário na resistência ao domínio britânico que se une ao líder do movimento e se envolve com a filha deste.

Comentários: Originalmente da Universal, esta aventura poderia resultar se não fosse a reunião de dois elementos fundamentais: a competência do diretor Douglas Sirk (no entanto mais lembrado pelos melodramas) e o bom gosto do produtor Ross Hunter, que fez questão que tudo fosse rodado inteiramente na Irlanda. Utilizando castelos, prisões, campos, rios e ambientes adequados, conseguiu fazer um filme muito fotogênico e nada falso.

Se a história não é nenhuma maravilha e Rock Hudson não fica especialmente bem de cabelo encaracolado, a simpatia é totalmente a favor dos irlandeses e a luta antiga deles pela liberdade. Trata de forma leve, mostra com um jovem ladrão a favor dos rebeldes se une ao chefe da resistência, Capitão Thunderbolt, e acaba se envolvendo com a filha deste que lhe dá o apelido de Capitão Pé Leve.

Não se leva nada muito a sério numa sucessão de salões de baile, intrigas, fugas de prisão e aventuras de capa espada. Uma boa diversão valoriza pela encantadora e petulante Barbara Rush (ainda viva). A fotografia em Widescreeen Cinemascope também ajuda.

A Beleza do Diabo  ** La Beauté du Diable

la beaute du diable2 Coluna de DVD   Lançamentos

Áudio: Frances . Leg: Port. Drama.Standard. 95 min.PB 1950. França.CultClassic. 14 anos

Diretor: René Clair. Elenco: Gérard Philippe, Michel Simon, Simone Valère, Carlo Ninchi, Paolo Stoppa, Gaston Modot, Nicole Besnard, Raymond Cordy.

Sinopse: O velho e erudito professor Fausto recebe a visita de Mefistótoles (que a princípio se parece com ele) que lhe oferece um pacto com o diabo, recuperando a juventude em troca de sua alma.

Comentários: Uma cópia excelente de um filme pouco visto no Brasil, onde anda esquecido o genial René Clair, um dos grandes criadores do cinema falado e o primeiro diretor a entrar para a Academia Francesa de Letras.

Inspirado na lenda de Fausto, já contada por Goethe, junto com o roteirsta Armand Salacrou, criou uma fábula elaborada e um pouco confusa. O grande ator Michel Simon, uma espécie de Depardieu de sua época, faz o alquimista que se transforma num belo jovem (feito por Philippe, o grande galã de sua época e que morreu prematuramente aos 36 anos em 1959).

Os dois participam de um jogo de vida e morte, enquanto o rapaz vai explorando as possibilidades de se tornar rico (inventando ouro a partir de areia), de namorar a princesa casa (Valère), mas sem esquecer a cigana Margarida.

O roteiro se perde um pouco no terceiro ato, preocupado em criticar governos e governantes, caindo em lugares comuns (a vida é uma ilusão), usando mal o humor  e concluindo com um desnecessário final feliz.

A produção é suntuosa, incluindo muitos sets (de palácio, com bailes e mesmo balés!) e figurantes. Há momentos brilhantes, mas acaba por decepcionar.

Por Ternura também se Mata *** Porte de Lilas

4131 b porte des lilas Coluna de DVD   Lançamentos

Áudio: Francês. Leg: Port. Drama.Standard. 95 min.PB 1957. França. CultClassic. 14 anos

Diretor: René Clair. Elenco: Pierre Brasseur, Dany Carrel, George Brassens, Henri Vidal, Raymond Bussiéres, Amedée, Alice Tissot.

Sinopse: O bêbado Juju e seu amigo artista sao forçados a cuidar de um fugitivo Pierre. Deixa ate de beber para cuidar dele mas fica aborrecido quando este passa a cortejar a garota que Juju ama, Maria. Quando descobre que esta rouba dinheiro de seu pai e que Pierre a engana, precisa tomar uma atitude.

Comentários: Indicado ao Oscar de filme estrangeiro, ao Bafta de filme estrangeiro e ator (Brasseur), este foi um retorno a forma do grande e veterano diretor René Clair (1898-1981). Adaptação de um romance do poeta René Fallet, que usa como título uma das portas de entrada de Paris (que existem desde os tempos medievais).

Embora na época tenha sido muito elogiado, hoje envelheceu um pouco. São impressionantes os cenários que reproduzem o bairro pobre onde vive o bêbado Juju (o grande ator Brasseur, 1905-72, pai de Claude, com toda pinta de monstro sagrado), que vive com o músico Artista (feito pelo realmente músico George Brassens, 1921-81, também autor da trilha musical e canções).

Eles vivem de aprontos e pequenos furtos, mas ajudam um ladrão em fuga (Henri Vidal, 1919-59, na época galã famoso e marido da estrela Michele Morgan, que morreu cedo em consequência de uso de drogas ).

Mas ele não presta e seduz  a jovem inocente filha do dono do bar por quem Juju tem uma paixão  (a charmosa Dany Carrel, ainda viva).

Ainda poético, melancólico e muito parisiense, tem momentos criativos (como o herói  observando as crianças brincando na rua). Mas não é a obra-prima que se dizia.

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