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20 setembro 2011 às 12:36

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Apollo 18

Em cartaz nos cinemas: Apollo 18 – A Missão Proibida (Apollo 18). Espanha, 11. Direção de Gonzalo Lopez Gallego. 86 min Com Warren Christie, Lloyd Owen, Bryan Robbins.

apollo18 post rubens1 <i>Apollo 18</i>

Ainda está em cartaz este filme curioso que é realmente uma mistura de A Bruxa de Blair com Capricórnio Um (lembram ? Aquele que brinca com a lenda de que a ida do homem à Lua foi uma farsa!) com vários outros filmes de alienígenas!

Estranhamente, é um espanhol disfarçado de americano (os espanhóis têm investido pesado no terror) e com visual muito estranho, tanto que um amigo meu saiu logo no começo achando que a cópia era horrível e não tinha como assisti-lo. Na verdade, é ruim mesmo, mas propositalmente, já que na época em que se situa a ação o vídeo-tape estava ainda no começo e essa falta de qualidade tem que ser a linguagem de algo que teria sido capturado em Super 8 ou 16 milímetros (como poderia ter uma equipe filmando aquilo, já que com película não tínhamos as facilidades de atualmente e como eles teriam escapado a isso não é explicado).

Enfim, é cinema e como é sempre bom lembrar, cinema começou como diversão de feira de parque de diversões. Nem sempre é para ser levado a sério. Quase nunca.

Aqui o diretor era ex-montador e não conheço seus outros longas, Nómadas (2001) e Sobre el Arco Iris (2003). Mas, certamente, vendo os muitos filmes que têm sido feitos como semi-documentários passando como fatos reais, eles resolveram inventar uma outra lenda, de que realmente teria existido uma missão chamada Apollo 18 e que teria fracassado e por isso mantida em segredo até hoje (criaram até um site sobre o assunto como em Bruxa de Blair e nos Estados Unidos se  recusaram a exibir o filme para os jornalistas). Aqui no Brasil a Playarte fez uma boa campanha e aproveito aqui para agradecer a luneta que me mandaram como promoção do filme, que por sinal ficou muito bem no meu terraço!

apollo18 post rubens2 <i>Apollo 18</i>
No fundo, o filme é tão esquisito, tão difícil de seguir que deve ter seus admiradores, já que a turma do terror é fiel e gosta de novidade. Registro também a crítica bem-humorada e criativa do meu amigo Pablo Villaça do Cinema em Cena, que escreveu como se fosse também uma carta verdadeira do astronauta! Assim ao menos ele se divertiu e foi original.

Não foi bem assim comigo, acho até engraçado eles inventarem que esse material filmado foi encontrado (as pessoas como sempre são muito crédulas ou então acreditam em tudo que é teoria da conspiração).

Mas a câmera é trêmula e a imagem tecnicamente (ou propositalmente, dá na mesma) ruim, a história demora demais para se desenrolar e o final é anticlimático e abrupto. Parece que em 74 os americanos teriam mandado para a Lua uma nova expedição para rastrear o trabalho dos Soviéticos por lá, realmente encontram uma nave deles e um astronauta morto, mas ao investigar melhor acabam esbarrando em algo que seria a presença alienígena. Que por sinal é desapontadora (parece mais uma pedra). Basicamente é isso. Algum suspense, nenhum impacto. Já houve um excesso de filmes explorando o estilo de narrativa ainda que este tenha sido o primeiro a se situar em época passada. Muito barulho para pouco resultado e nenhum susto.

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