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20 setembro 2011 às 06:00

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Revisitando clássicos em Blu-ray: Grand Prix

Lançamento em Blu-ray (EUA) Warner.

Grand Prix  ****

Originalmente da Metro-Goldwyn Mayer. 176 minutos. Audio: DTS  Ação/Drama. Widescreen 2.35:1.176 min. Cor. 1966. EUA. Censura original: Não tem.

Diretor: John Frankenheimer. Produção de Kirk Douglas, James Garner, Edward Lewis e Frankenheimer. Musica de Maurice Jarre. Fotografia de Lionel Lindon. Roteiro de Robert Alan Authur.

Elenco: James Garner, Yves Montand, Eva Marie Saint, Toshiro Mifune, Brian Bedford, Jessica Walter, Antonio Sabato, Françoise Hardy, Adolfo Celi, Genevieve Page, Adolfo Celi, Claude Dauphin, Jack Watson,Rachel Kempson. Participação especial dos corredores profissionais.

grand Revisitando clássicos em Blu ray: <i>Grand Prix</i>Sinopse: Durante a temporada de Fórmula 1 de 1966 um grupo de pilotos busca o título mundial, ao mesmo tempo em que enfrentam os problemas de suas vidas fora das pistas.

Comentários: Uma coisa já aprendi, quando o filme foi rodado num sistema de tela grande, melhor dizendo em película maior que o básico 35 mm, o resultado é sempre muito bom em Blu-ray. É o caso deste grande clássico dos filmes de corridas, certamente o melhor já feito retratando o esporte (vocês não tem ideia de como eram precários os filmes anteriores a este sobre o assunto), que agradou a pilotos e especialistas, todos reticentes em relação ao projeto. Ele foi transferido do original em 65 mm, já que na época o filme foi apresentado nos cinemas que tinham o processo Cinerama ( já tinham aposentado o inconveniente de aparecer a barra entre as três telas, optando por um só negativo e projetor). Se bem me recordo eu o assisti no cine Majestic (hoje virou Espaço Unibanco na Augusta) e, embora nem seja fã desse tipo de esporte, fiquei extremamente impressionado com a técnica e competência do diretor John Frankenheimer. De quem por sinal já era fã. Não custa recordar um pouco esse mestre já falecido.

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John Frankenheimer (1930-2002)

O diretor americano foi uma das revelações da primeira geração tomada pela TV. Seu fantástico domínio técnico se confirmou em Grand-Prix, O Segundo Rosto e principalmente em Sob o Domínio do Mal, uma apavorante previsão dos assassinatos Kennedy. Mas passado o apogeu ficou fora de forma, escolhendo histórias inadequadas e perdendo sua mão firme, sendo finalmente rebaixado a fazer a continuação de Operação França.

Nascido em Nova York, em 9 de fevereiro de 1930, estudou na Academia Militar de La Saille; começou na TV como assistente de Sidney Lumet, passando depois a dirigir peças para a TV, principalmente para os programas Climax e Playhouse 90. Foi casado com a atriz Evans Evans (1936), que apareceu frequentemente em seus filmes como aqui e que também dá depoimento nesta edição. Dos grandes cineastas da geração 60, ele foi o que mais decaiu.

john Revisitando clássicos em Blu ray: <i>Grand Prix</i>

Curiosamente conseguiu dar a volta por cima fazendo filmes de televisão (por assinatura) que foram premiados e lhe deram a chance de retornar ao cinema em fitas ainda importantes (mesmo que irregulares). De vez em quando como nas perseguições de carro de Ronin, ainda demonstrou algum sintoma do velho talento. Faleceu em Los Angeles em 6 de julho, vítima de um derrame provocado por uma operação na coluna.

Embora tenha sido um dos grandes diretores de sua época, autor de vários obras-primas, nunca foi indicado para um Oscar. Foi indicado seis vezes para o Sindicato dos Diretores, mas nunca ganhou, duas para o Globo de Ouro. Ao menos levou quatro Emmys (Andersonville, George Wallace, Attica e Amazonia em Chamas) tendo sido indicado outras 11 vezes. Tinha um gênio muito forte, fazia qualquer coisa, brigava, xingava, tratava mal quem quer que fosse para conseguir um resultado (em uma cena chegou a mandar explodir uma perua para conseguir a reação de uma plateia de que precisava!). Talvez por isso não foi bem amado, mas é um grande realizador que necessita de reavaliação e justiça.

Frankenheimer aparece em entrevistas antigas e se defende dizendo que começou a dirigir para a TV aos 21 anos e que a única forma de o respeitarem era falando alto e dizendo ocasionais palavrões. E que isso ficou como marca registrada.

Filmografia (direção)

1956 – No Labirinto do Vício (The Young Stranger. James MacArthur, Kim Hunter).
1961 – Juventude Selvagem (The Young Savages. Burt Lancaster, Dina Merrill).
1962 – O Homem de Alcatraz (Birdman of Alcatraz. Burt Lancaster, Karl Malden). O Anjo Violento (All Fall Down. Eva Marie Saint, Warren Beatty). Sob o Domínio do Mal (The Manchurian Candidate. Frank Sinatra, Laurence Harvey).
1964 – Sete Dias em Maio (Seven Days in May. Burt Lancaster, Kirk Douglas). O Trem (The Train. Burt Lancaster, Jeanne Moreau. Substituindo Arthur Penn depois de duas semanas).
1966 – O Segundo Rosto (Seconds. Rock Hudson, Salome Jens). Grand-Prix (Idem. James Garner, Eva Marie Saint).
1969 – O Extraordinário Marinheiro (The Extraordinary Seaman. David Niven, Faye Dunaway). O Homem de Kiev (The Fixer. Alan Bates, Dirk Bogarde). Os Paraquedistas Estão Chegando (The Gipsy Moths. Burt Lancaster, Deborah Kerr).
1970 – O Pecado de Um Xerife (I Walk the Line. Gregory Peck, Tuesday Weld). Os Cavaleiros do Buskashi (The Horsemen. Omar Sharif, Leigh Taylor Young).

walk Revisitando clássicos em Blu ray: <i>Grand Prix</i>

1972 – História de Uma História de Amor (Impossible Object. Alan Bates, Dominique Sanda).
1973 – The Iceman Cometh (Lee Marvin, Fredric March).
1974 – Até o Último Disparo (99 and 44% Dead. Richard Harris, Edmond O’Brien).
1975 – Operação França II (The French Connection II. Gene Hackman, Fernando Rey).
1977 – Domingo Negro (Black Sunday. Robert Shaw, Marthe Keller).
1979 – Semente do Diabo (Prophecy. Talia Shire, Armand Assante).

a semente do diabo  Revisitando clássicos em Blu ray: <i>Grand Prix</i>

1982 –Punhos de Sangue ( The Challenge . Scott Glenn, Toshiro Mifune).
1985 – O Documento Holcroft (Holcroft Convenant. Lilli Palmer, Michael Caine).
1986 – A Hora da Brutalidade ou Nenhum Passo em Falso (52 Pick up. Roy Scheider, Ann-Margret).
1987 – Across the River and into the Trees (Brian Dennehy. TV). Riviera (Jon Finch, Richard Hamilton. TV. Assinou como Alan Smithee).
1989 – Na Trilha dos Assassinos (Dead Bang. Don Johnson, Penelope Ann Miller).
1990 – A Quarta Guerra (The Fourth War. Roy Scheider, Jürgen Prochonow).
1991 – O Ano da Fúria (Year of the Gun. Sharon Stone, Andrew McCarthy).

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1994 – Attica: A Solução Final (Against the Wall. Samuel L. Jackson, Kyle MacLachlan. TV). Amazônia em Chamas (The Burning Season. Raul Julia, Sonia Braga. TV).
1996 – A Ilha do Dr. Moreau (The Island of Dr. Moreau. Val Kilmer, Marlon Brando). Prisioneiros do Inferno (Andersonville. Frederic Forrest, William H. Macy. TV).
1997 – O Homem que Vendeu sua Alma (George Wallace. Gary Sinise, Angelina Jolie. TV).
1998 – Ronin (Idem. Robert De Niro, Jean Reno).
2000 – Jogo Duro (Reindeer Games. Ben Affleck, Charlize Theron).
2001 – BMW-Ambush (Tomas Milian, Clive Owen.CM).
2002 – The Path to War (Alec Baldwin, Michael Gambon. TV).

Um detalhe importante: só agora vendo esta versão de qualidade impecável e que serviu de base e inspiração para qualquer transmissão atual de televisão (o filme foi o primeiro a usar uma câmera no carro, hoje coisa banal) é que fiquei convicto de uma informação essencial: Frankenheimer fez questão de contratar como consultor visual o brilhante Saul Bass (1920-1996). O artista que revolucionou a arte da titulagem no cinema. Formado pela Art Students League, começou fazendo cartazes até ser chamado por Otto Preminger para fazer a abertura de alguns de seus filmes mais importantes: Carmen Jones, O Homem do Braço de Ouro, Anatomia de Um Crime, O Cardeal.

carmen 1 Revisitando clássicos em Blu ray: <i>Grand Prix</i>

Desde então sua técnica (com a criação de logotipos) fez escola. Alguns cineastas também começaram a lhe encomendar story-boards, uma espécie de "desenho de produção” para determinadas sequências mais difíceis de fitas como Psicose, de Hitchcock, e este  Grand Prix. Trabalhando também para design publicitário, só em 1974 pudemos ver finalmente uma direção sua com uma obra-prima do cinema fantástico, Fase IV Destruição, um assustador e envolvente presságio do que seria a humanidade sob o domínio das formigas. Ganhou o Oscar de Documentário Curta por Why Man Creates, em 1968. Não voltou a dirigir mas nos últimos anos de sua vida ainda voltou a criar letreiros de filmes, principalmente para seu admirador Martin Scorsese. Morreu em 25 de abril em Los Angeles, vítima de linfoma.

É portanto a ele que as incríveis imagens conseguidas com a excelente fotografia de um artesão veterano pouco reconhecido Lionel Lindon 1905-71,  premiado com o Oscar por A Volta ao Mundo em 80 Dias, 56, e indicado também por Quero Viver, 58) e O Bom Pastor, 44 e que fez também com o diretor Sob o Domínio do Mal, Anjo Violento. Lionel usa com especial talento as teleobjetivas (long lens). Foi Bass que concebeu aqueles entreatos mostrando diversos aspectos da corrida em forma de clipe (coisa ate então inédita no cinema! (a reação da plateia, o lado poético da velocidade, depois o lado violento e assim por diante). Sempre utilizando a excepcional trilha musical do Frances Maurice Jarre (Dr. Jivago) que, além de uma fanfarra/marcial meio militar de abertura, criou temas diversos e adequados para cada um desses clips, sua música é um dos elementos mais ricos e empolgantes do filme.

Sob O Dominio Do Mal Revisitando clássicos em Blu ray: <i>Grand Prix</i>

Mas o bom gosto de Bass, o equilíbrio dos enquadramentos e a força das imagens é uma coisa espantosa, ainda mais naquela época e momento. Basta dizer que não houve outro filme semelhante, feito no circuito europeu e todos afirmam que por causa dos problemas legais nunca haverá. Naquela ocasião Steve McQueen, que era corredor na vida real (ainda que como hobby), chegou a ser considerado para o papel principal, mas no primeiro encontro com o produtor Edward Lewis, criou-se um antipatia mutua que tornou o trabalho impossível. McQueen depois realizaria seu próprio filme de corrida chamado As 24 Horas de Le Mans (Le Mans, 71), mas o filme era confuso e muito inferior, sem a mesma qualidade técnica.

Outra coisa fundamental é que naquela época (o filme se fixa na temporada de 66) correr era um esporte muito mais perigoso que hoje em dia, de tal forma que a estatística é assustadora. Dos 32 pilotos profissionais que participaram do filme nos próximos cinco anos deles estariam mortos e em dez anos mais outros cinco (fato lamentado nos making ofs que acompanham a edição). É também impressionante o fato de que todos os atores que aparecem pilotando, usam o mínimo possível de dublês, são eles mesmo que dirigem (em particular Garner, que se revelou grande piloto e que aparece ele mesmo escapando de um carro que está pegando fogo e arriscando a vida. Mas todos inclusive o astro frances Montand alem de pilotar, fazendo as mudanças de cambio corretas para o momento em que aparecem na tela!. Os únicos que não sabiam dirigir direito tem pouca participação na história, foram o ator Antonio Sabato (italiano que fez medíocre carreira embora seu filho Sabato Jr., radicado em Hollywood tenha virado modelo de cueca e ocasional ator) e o inglês ator teatral que não foi adiante o cinema, Brian Bedford que por isso teve dublê e seu rosto é disfarçado. Frankenheimer porém sempre disse aos atores, que não deviam se arriscar e que sempre podiam repetir a cena.

steve Revisitando clássicos em Blu ray: <i>Grand Prix</i>

Muita gente reclamava na época de que a trama dramática do filme era frágil em comparação com o delírio envolvente das cenas de corrida. Pode ser. Mas hoje choca menos (será que o cinema todo em geral vira mais simplificado desde então?). Sabe-se que a sueca Harriet Andersson começou a rodar o filme no papel da jornalista de moda, mas Garner pediu para ela ser dispensada e substituída (por Eva Marie Saint, que falha numa cena de desespero quando reage como canastra na cena em que Montand é mandado para o hospital). Também a firma Ferrari a princípio recusou colaborar com o filme, mas o diretor conseguiu fazer o dono dela mudar de ideia quando mostrou a eles meia hora editada das filmagens das corridas. Eles ficaram entusiasmados e forneceram tudo, até permissão para filmarem as nunca mostradas fábricas (quem faz o papel do big boss da Ferrari na fita é Adolfo Celi, o famoso diretor de teatro italiano que viveu anos no Brasil e foi companheiro de Cacilda Becker e Tônia Carrero).

Esta edição traz também um detalhe que era costume na época, colocar música de abertura (como uma overture de  opera ou teatro musical) e depois uma música de intervalo! (não há, porém, ao final, o que também era hábito, musica de saída). Sem dúvida, Frankenheimer a duras penas conseguiu imagens absolutamente inovadoras e inesquecíveis começando com os letreiros de apresentação (telas múltiplas orquestradas por Bass) e dali em diante será usado com frequência e eficiência esse recurso também então muito raro de dividir a tela em diversas imagens paralelas (em geral 3). E outra coisa difícil de fazer, muitas fusões, imagens que se fundiam uma na outra. Pensem como era difícil fazer isso com os recursos de então, não havia edição digital, não linear, era tudo na mão, no antigo sistema da Moviola, de colar com durex. E por isso que precisava tantos assistentes de montagem e consumia tanto tempo.

Grand Prix 661 Revisitando clássicos em Blu ray: <i>Grand Prix</i>

Obviamente rodado em locações autênticas (Brands Hatch, Kent, Inglaterra, Spa-Francorhamps, Belgica, Clemont-Ferrando, França, Monaco, Monza/Milão, Itália, Riverside Watkins Glen, EUA, Zadvoort, Holanda), com a presença de campeões de verdade (é muito admirada uma reunião pré-corrida em que várias lendas do esporte aparecem dando palpites de forma, por sinal, muito natural). Foi um ex-campeão Phil Hill que cuidou da colocação técnica das câmeras (inclusive o chamado “câmera car”) escolhendo os melhores ângulos (mesmo os acidentes são impressionantes e corretos, a única falha que eu realmente notei foi perceber que era um boneco quando aparece o corpo de Montand dependurado numa árvore. Mas as cenas de corrida com chuva são impecáveis, assim como vários acidentes (em alguns dispararam uma espécie de canhão de hidrogênio dentro de um carro que quase sobe pelas paredes em Monte Carlo, onde se passa a primeira parte do filme e naturalmente graças ao perigo das curvas e situações, um dos momentos altos do filme). Realmente conseguiram o que pretendiam: colocar o espectador dentro do carro, sentindo o clima, o perigo, a tensão e a velocidade de uma corrida.

Mais um detalhe: não houve segunda unidade, ou seja,não havia assistentes que faziam cenas de ação, Frankenheimer fazia tudo (até resolvia problemas com os lojistas de Monte Carlo que se queixavam quando fechavam ruas para filmar e que exigiram ser pagos pelo prejuízo).

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A história acompanha quatro pilotos. Um americano (Garner, um ator subestimado e que ainda está vivo- As 24 Horas de Le Mans) que vinha de uma série de derrotas e agora quer vencer a todo custo, correndo para uma equipe japonesa (bancada pelo veterano astro de Kurosawa, Toshiro Mifune, que disse seus diálogos foneticamente e depois foi dublado nos diálogos em inglês por Paul Frees). Um inglês (Bedford) que sofreu um grave acidente e supera a dor das sequelas através de remédios pesados (pain killers), ao mesmo tempo em que vê o casamento fracassar porque a esposa odeia as corridas (papel de Jessica Walter, que trabalha até hoje), Um francês (o lendário cantor e astro francês Montand), campeão há anos, que começa a questionar a vida nas pistas. E, por fim, um jovem italiano despreocupado ( Sabato) que só quer conquistar (e descartar) as moças que frequentam os boxes (uma delas é a então muito famosa cantora Françoise Hardy, que tem pouco diálogo por era outra que mal sabia falar inglês) .

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Os carros de F1 usados pelos atores são na verdade carros menos potentes de F3 “maquiados”. Minha cena preferida do final é na conclusão, quando Garner esta na pista vazia (ele como alguns pilotos tinha o hábito de caminhar por ela a pé antes para conhecer todos os detalhes) e na trilha há apenas ruídos e barulhos de motores esquentando para depois vir o tema do filme e a câmera subir se afastando. Não é à toa que o filme ganhou Oscars de montagem, som e efeitos especiais sonoros. Na verdade, para mim merecia mais.  Esta edição reutiliza material feito em 2006 para os 40 anos do filme. E o primeiro dele abre com a declaração de Frankenheimer, que confessa que “francamente não sei como consegui fazer esse filme!”

Bônus: o Making of Ultrapassando Limites (Pushing the LImits), os documentários O Estilo e o Som da Velocidade (The Style and Sound of Speed), sobre a contribuição de Saul Bass), A Todo Gás: A Fórmula 1 nos Anos Sessenta (Flat Out Formula 1 in the Sixties), Brands Hatch: Em Busca da Bandeira Quadriculada, o featurette da época da realização, O Desafio dos Campeões (Challenge of the Champions), trailer de cinema. Entre os depoentes estão os diretores Peter Yates (de Bullit, já falecido) e Simon Wincer.

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