29 setembro 2011 às 06:00
Estreia: Contra o Tempo
Contra o Tempo (Source Code). EUA, 11. Direção de Duncan Jones. 93 min. Roteiro de Ben Ripley. Com Jake Gyllenhaal, Michelle Monaghan, Vera Farmiga, Jeffrey Wright, Michael Arden, Cas Anvar e Russell Peters.

Estava bem animado para ver este thriller que marca a nova experiência do jovem diretor Duncan Jones (filho de David Bowie) na direção, depois do cult Lunar (09). No entanto, agora trabalhando com um bom orçamento (parece que 32 milhões de dólares).
Mesmo que o filme não tenha correspondido nas bilheterias (para se pagar teria que render o dobro de seu orçamento no mínimo e não passou dos 54 milhões), eu gosto do gênero fantasia/ficção científica (o roteirista Ripley não tem grandes créditos a seu favor, o mais conhecido é A Experiência III e IV).
Seu maior problema é que me lembrou demais o mesmo ponto de partida de Dejá Vu, com Denzel Washington, que o público já achou confuso demais. Era a história de um agente especial do FBI que descobre que existe uma máquina que pode fazer você voltar no tempo policial para tentar impedir um ataque terrorista com muitas vítimas.
Aqui, basicamente é a mesma coisa, só que ainda mais rápido (tudo é muito acelerado, speedy) e menos claro. Não gosto nada do galã de olhos de peixe morto, o grandão e bobão Jake Gyllenhaal, que já começa no meio da ação no papel de um piloto militar, Colter, que está dentro de um trem para Chicago e, aos poucos, tem que entender sua missão.
Falando sempre com seu contato externo, a Vera Farmiga, lentamente vai compondo seu quebra-cabeça, ele entrou ali com a tarefa de descobrir qual dos passageiros do seu vagão é o terrorista. Deve chegar ao nome e desarmar a bomba, para assim salvar as outras pessoas, inclusive a jovem que o interessa.
Depois, ficamos sabendo que se trata de um moderníssimo equipamento do governo que faz ele entrar no corpo de uma vítima durante oito minutos por algumas vezes para resolver o enigma e impedir a catástrofe.
Naturalmente, o esquema é repetitivo com a câmera solta e muitos efeitos especiais. Pena que o final seja um pouco amargo e com crises existenciais, o que deixa-o um pouco frustrante. Também se menciona um tal de Beleaguered Castle, que é o nome de um jogo solitário que tem relação com a trama.
Um detalhe para os fãs, a voz do pai do herói é feita por Scott Bakula, que justamente estrelou a série de TV Quantum Leap, e essa tinha um ponto de partida semelhante e que por acaso chamou-se no Brasil também de Contra Tempo (sem o).
Veja mais:
+ R7 BANDA LARGA: provedor grátis!
+ Curta o R7 no Facebook
+ Siga o R7 no Twitter
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7














