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17 outubro 2011 às 09:49

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Crítica: Qual seu Número?

What’s Your Number?. EUA, 11. Direção de Mark Mylod. Com Anna Faris, Chris Evans, Blythe Danner, Ari Graynor, Ed  Begley Jr, Heather Burns e Oliver Jackson Cohen. Fox. 106 min

whatsyournumber.hg  Crítica: <i>Qual seu Número? </i>
Quando vi o filme numa cabine achei meio esquisito porque parecia um absurdo fazer uma comédia pornochanchada endereçada às mulheres. Um contrassenso por definição.

É que já não tinha dado certo com aquele filme horrível da Cameron Diaz, Tudo para Ficar com Ele, (The Sweetest Thing, de 2002), que era apelativo e grosseiro e foi rejeitado pela platéia. Aliás, a mesma coisa aconteceu com este filme que estreou muito mal nos Estados Unidos não sei se por ter muitas cenas de nudez do casal (Chris, que é o Capitão América, o que não é problema, porque é atleta. Mas fica visível que Anna Faris, até agora mais conhecida como comediante de pastelões, também malhou e ficou com um corpo em forma).

O fato é que o roteiro escrito por duas mulheres é bastante grosseiro. Todos dizem que quando as mulheres  se encontram sozinhas, ao menos as americanas, têm o costume de trocarem impressões muito íntimas sobre detalhes de relações sexuais e da anatomia masculina e assim por diante. O fato é que por mais estranho que pareça, homens quando falam de sexo entre si, nunca entram nesses detalhes ou exageram para se exibir.

Enfim, isso quer dizer que o público masculino vai estranhar este filme, que ainda por cima foi feito por um realizador de episódios de série de TV e que fez dois longas que não o qualificam: a comédia Ali G Indahouse e o esquisito com humor negro, Quem é Morto Sempre Aparece.

whatsyournumber2.hg 1 Crítica: <i>Qual seu Número? </i>
Aqui, em toda a primeira parte o filme é grosso e discutível. Para melhorar, na segunda parte tenta vir a ser uma comédia romântica. Mas, de qualquer forma o ponto de partida é moralista e duvidoso, já que a heroína lê em uma revista  (que como todo mundo sabe não são poços de erudição e sabedoria), que a média que uma mulher americana pode ter em número de relações sexuais é no máximo de vinte homens e meio, porque se ultrapassar terá mais dificuldade de casar.

Então, a Anna Faris entra em pânico porque começa a contar os casos ou ficadas passageiras (entrando em contatos com eles, alguns de que até já esqueceu, inclusive porque estava bêbada) e chega a conclusão que não pode
mais transar.

Naturalmente ela tem um  vizinho bonitão e peladão que foge dos compromissos, mas com que aos poucos vai ficando amiga. Este logicamente é o Evans e parece evidente que todo mundo já sabe como vai acabar. Chris Evans desta vez está menos frio e distante do que em outras interpretações anteriores, dando sinais positivos de melhora.

Rodado em fotogênicas locações em torno da cidade de Boston, com uma trilha de baladas de rock, o filme acaba pegando pesado demais, dando a Anna um personagem ruim. Em apenas dez minutos ela é demitida do emprego em  marketing, que por algum motivo ela odeia. Depois demonstra ser inepta e bêbada, principalmente em um constrangedor discurso que ela faz para a irmã que vai se casar. Embora queira ser Goldie Hawn, em momento nenhum consegue ser meiga e adorável. Desta vez o fracasso foi merecido.

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