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12 janeiro 2012 às 06:00

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Estreia: Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras

sherlock 9 Estreia: <i>Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras</i>

Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras (Sherlock Holmes: a Game of Shadows)

EUA. Ingl, 2011. Direção de Guy Ritchie. Com Robert Downey Jr, Jude Law, Stephen Fry, Rachel McAdams, Kelly Reilly, Eddie Marsan, Noomi Rapace, Jared Harris, Geraldine James. Warner.

Apenas dois anos depois do primeiro e bem-sucedido filme de Sherlock Holmes feito pelo inglês Guy Ritchie, ainda mais lembrado com ex-marido de Madonna, esta continuação decepciona ao repetir certos truques e confiar mais na ação do que em enredo e trama.

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Além disso, Ritchie não é bom com atores, o que se comprova porque sua ex nunca esteve pior no cinema do que quando foi dirigida por ele! Assim deixa Downey Jr. extrapolar, que está cada vez mais interpretando a si mesmo e se esquecendo do personagem.

Intensifica o clima homoerótico entre a dupla, fazendo sem necessidade eles até dançarem juntos num salão de festas de luxo e joga fora a primeira participação internacional de Noomi Rapace, que ficou com cara de Ruth Escobar, num papel de cigana que é, literalmente nada, passa o tempo todo sem ter o que fazer, perdida.

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Ela naturalmente é a atriz sueca do original Os Homens que não Amavam as Mulheres, não a refilmagem americana!). O maior erro, porém, é chamar Jared Harris, já um veterano para viver o papel do arquiinimigo Professor Moriarty. Para dar certo, tinha que ser um ator carismático à altura de Downey (que pode ser arrogante e pedante, mas tem carisma), alguém como um Sean Connery, Ben Kingsley ou já falecido pai de Jared, Richard Harris.

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Mas Jared nada acrescenta e perde uma excelente oportunidade. E o que dizer do final, que é realmente extraído de um livro de Conan Doyle, que retrata uma situação semelhante, mas aqui nem se dão direito ao trabalho de explicar como Holmes se safou dessa! Um detalhe: antes dele, foram considerados para o papel, mas o recusaram: Brad Pitt, Gary Olmand, Daniel Day Lewis, Sean Penn e Javier Bardem (qualquer um deles estaria melhor).

O começo é particularmente mal-sucedido, porque não consegue encontrar o tom certo, chegando a matar um personagem importante do filme anterior assim rapidinho, sem mostrar sequer detalhes. Também as piadas e brincadeiras não funcionam e tudo só vai engrenar quando partirem para a ação.

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Dali até o final, ajudado por uma excelente produção, figurantes, cenografia convincente, figurinos, trilha musical retumbante de Hans Zimmer, o filme será uma sucessão de tiroteios, perseguições de trem ou a pé ou a cavalo (as na floresta com o ataque do canhão são especialmente bem feitas), numa fabrica alemã de munições, atentados em hotéis e palácios. (Quando Holmes anda de mula se usa de fundo a melodia de Morricone para Two Mules for Sister Sara/Os Abutres tem Fome).

A história é justamente esta: estão acontecendo uma série de atentados pela Europa inteira que parecem provocados por anarquistas, mas que tem por trás o supervilão intelectual Moriarty (nunca fica bem claro porque mal conhecemos Moriarty, enquanto nos livros ele teve várias histórias para se apresentar e deixar sua marca).

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Enquanto isso Watson (chamado aqui de John, e não Doutor) está para se casar, apesar da oposição de Holmes que ainda assim é seu padrinho. A esposa é a inglesa Kelly que esteve em Orgulho e Preconceito e no filme anterior).

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É estranho também que Watson deixa de ser o narrador para ser um parceiro de aventuras, dividindo perigos e feitos, e não mais alivio cômico, que fica apenas com Stephen Fry, que aparece como o irmão Mycroft Holmes (usando a sugestão de que Conan Doyle teria se inspirado em Oscar Wilde para criá-lo, já que Fry esse papel no cinema).

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Ritchie continua a saber fazer uso da edição rápida e criativa que é sua marca registrada, faz isso quando quer mostrar como é o pensamento/raciocínio dedutivo de Holmes ou como ele realizou alguma coisa, mostrado em flash back. Mas por algum motivo se perde, não entendi porque quando Holmes se disfarça para espionar, a maquiagem dele seja de chinês, seja de mulher- sugestão do ator porque no original seria de padre - está sempre incompleta e mal feita.

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Só por curiosidade, o roteiro se inspira no conto The Final Problem, mas também usa material de outros : O Signo dos Quatro, The Greek Interpretor, Valley of Fear, The Speckled Band, The Dying Detective, Bruce Partington Plans, The Second Stain e o bilhete vem de The Adventure of the Creeping Man. O elemento temático de tudo é sempre o jogo de xadrez (seria porque Holmes e Moriarty disputam uma partida).

Já com US$ 90 milhões de renda, Sherlock II está longe de ser um fracasso de bilheteria. Mas meu interesse, tenho que confessar, já foi disperso porque gostei mais da série de teve da BBC, o Sherlock Holmes que surgiu em 2010 (eles fazem três longas por ano apenas e a temporada mais recente estreou só estes dias porque os atores centrais estavam no elenco The Hobbit).

Este novo Holmes acontece na época atual, se usa muito celular, internet e tecnologia recente. Holmes é feito por Benedict Cumberbatch (leiam sobre ele aqui no blog em breve) e Martin Freeman (como um veterano da Guerra do Afeganistão como o original, soque outra guerra! A recente. Os filmes são inteligentes e divertidos e os personagens me parecem mais fáceis de gostar e torcer que os do cinema. Procurem assistir que vale a pena.

Sherlock Holmes, o maior dos detetives

Por Adilson de Carvalho Santos, especial para este blog.

Não há detetive mais famoso, nem tão querido, quanto Sherlock Holmes. Basta dizer que ele embora seja inteiramente fictício, vocês irão encontrar em Londres, no endereço (também imaginário) da Baker Street, onde supostamente ele viveu, um museu sobre ele! Como se fosse real!

A nova série estrelada por Robert Downey Jr. e atualmente estreando nos cinemas vem comprovar isso. Existem poucos personagens que tenham conseguido suplantar os limites da sua existência na literatura adquirindo vida própria.

robert downey Estreia: <i>Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras</i>

Foi criado em 1887 no romance Um Estudo em Vermelho (A Study in Scarlet) por Sir Arthur Conan Doyle. Holmes está sempre com seu inseparável amigo Dr. John Watson ao longo de quatro romances e mais de 50 contos, sendo constantemente adaptados para outros meios: novelas de rádio, peças de teatro e mais de 100 filmes, sem mencionar ter servido de inspiração óbvia para seriados como Columbo, Monk e o médico Dr.House, que beberam na fonte de Conan Doyle.

Um detalhe importante: a obra de Doyle caiu em domínio publico e Billy Wilder foi o primeiro a se aproveitar disso, fazendo o bem-humorado A Vida Intima de Sherlock Holmes em 1970. Só por isso que Guy Ritchie pode agora inventar um Holmes tão diferente do original.

Quem foi Conan Doyle?

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Sir Conan Doyle (1859-1930) nasceu em Edinburgh, na Escócia, foi médico cirurgião e não escreveu apenas novelas de mistério, mas também incluem histórias de ficção científica, novelas históricas, peças e romances, poesias e obras de não-ficção.

Filho de um inglês de ascendência irlandesa - Charles Altamont Doyle - e de uma mãe irlandesa, portanto católicos. Seu nome de batismo é Arthur Ignatius Conan e apenas "Doyle" é seu sobrenome. Tornou-se agnóstico quando concluiu o colegial e mais tarde seria espirita. Estudou Medicina na Universidade de Edimburgo, também jogador de futebol amador , Golfista e Criquete.

Enquanto estudava, começou a escrever. A sua primeira obra notável foi Um Estudo em Vermelho, a primeira vez em que Sherlock Holmes apareceu. Holmes era parcialmente baseado em seu professor de sua época na universidade, Joseph Bell.

Em 1885 se casou com Louisa Hawkins que sofria de tuberculose e acabou morrendo no dia 4 de julho de 1906. Em 1907, casou com Jean Elizabeth Leckie, com quem ele se apaixonou em 1897, mas manteve uma relação platônica enquanto sua primeira esposa ainda estava viva, por lealdade para com ela. Jean morreu no dia 27 de junho de 1940 em Londres.

O sucesso das histórias de Holmes era tão grande que em dezembro de 1893, ele fez o que pretendia para dedicar mais tempo a obras que ele considerava mais "importantes" – os seus livros históricos. Holmes e seu arqui-inimigo Moriarty (que surge neste novo filme) aparentemente mergulharam às suas mortes nas Cataratas de Reinchenbach na história O Problema Final.

O público reclamou tanto que ele teve que trazer o personagem de volta na história A Casa Vazia. Com isso, Holmes apareceu em um total de 56 pequenas histórias e quatro livros, escritos por Conan Doyle. Na sua casa em Crowborough, East Sussex, no dia 7 de julho de 1930, morreu de ataque cardíaco aos 71 anos.

Fora os livros de Holmes, foram adaptados para o cinema as obras The Lost World (o Mundo Perdido, várias vezes), Les Aventures de Gerard (70) por Skolimowski, The Valley of Fear (também várias vezes) e outros.

Holmes & a investigação criminal

Mas que fascínio é esse que perdura por mais de um século? Considere que a investigação criminal na Inglaterra Vitoriana (ou seja, entre 1837 e 1901) era muito rudimentar. O crime era associado a alguma patologia e muitos eram aqueles que acreditavam que somente os pobres e desfavorecidos cometiam crimes.

Holmes quebrou com esses paradigmas mostrando que mesmo os mais abastados - mesmo os nobres - poderiam desenvolver tendências criminosas. Seu próprio arqui-inimigo, o Professor Moriarty, é um homem de letras e de certa posição social. A investigação criminal também deve muito a Holmes.

Embora Conan Doyle não tenha criado exatamente isso é legítimo afirmar que a influenciaram muito: o uso de gesso para tirar moldes de pegadas, o uso de produtos químicos para analisar pistas, exames de sangue e outros processos aparecem nas aventuras de Holmes e já se tornaram lugar - comum no gênero policial, seja na ficção ou na vida real.

doyle Estreia: <i>Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras</i>

Holmes, é claro, tornou tudo sedutor para o leitor: graças a seu intelecto, a serviço da criminologia, e sua soberba capacidade dedutiva. Esta foi inspirada em uma pessoa real que já mencionamos: o Dr. Joseph Bell, que foi professor de Conan Doyle na faculdade de medicina e tinha a aparência descrita por Doyle para Holmes: magro, alto e de nariz aquilino.

Nos livros de Holmes suas aventuras são narradas pelo Dr. John Watson alter-ego do próprio Doyle. Holmes se tornou seu porta-voz por uma investigação criminal livre de preconceitos e subjetividades, fundamentada em um pensamento dedutivo e lógico, baseado em precisa observação, já que nas palavras do próprio “as pessoas veem, mas não observam atentamente”.

Curiosamente, a famosa frase “Elementar meu caro Watson” -  sempre associada à criação de Doyle - surgiu no teatro onde Holmes foi vivido pela primeira vez por Wiliiam Gilette na primeira década do século XX.

Holmes no cinema

As adaptações de Holmes para as telas começaram ainda no Cinema Mudo. Houve um curta Sherlock Holmes Baffled de 1900, em que o intérprete do grande detetive permanece anônimo até hoje, mas a primeira adaptação oficial foi com Maurice Costello em The Adventures of Sherlock Holmes de 1905.

Certamente o mais famoso intérprete do detetive no cinema foi Basil Rathbone (1892/1967) que, ao lado de Nigel Bruce como o fiel Dr.Watson, viveu Holmes num total de 14 filmes, sendo os dois primeiros O Cão dos Baskervilles / The Hound of the Baskervilles e As Aventuras de Sherlock Holmes/ The Adventures Of Sherlock Holmes para a Fox , ambos em 1939, e os demais para a Universal começando com Sherlock Holmes & A Voz do Terror/ Sherlock Holmes and the Voice of Terror, 1942, e terminando com Melodia Fatal / Dressed to Kill, em 1946.

Rathbone ficou eternamente associado a Holmes, que por isso não quis mais continuar. Importante: foram tomadas liberdades com o personagem e as histórias eram contemporâneas, nas aventuras Holmes lutava contra o Nazi-Facismo e os  inimigos do eixo, tendo papel importante no esforço de guerra da Segunda Guerra Mundial.

Outra famosa adaptação de um texto de Conan Doyle é a versão da Hammer e O Cão dos Baskervilles/The Hound of Baskervilles feita em 1959 com Peter Cushing (O Van Helsing de O Vampiro da Noite) como Holmes e Andre Morell como Dr.Watson.

Esta foi a primeira aventura de Holmes filmada em cores e se beneficiou do sucesso que a Hammer estava obtendo com filmes de Terror na época. Curiosamente, Christopher Lee (o Drácula da Hammer) aparece aqui como Sir Henry Baskerville, o cliente de Holmes, três anos antes do próprio Lee interpretar Holmes em Sherlock Holmes und das Halsband des Todes – uma produção franco-alemã.

colar Estreia: <i>Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras</i>

Curiosamente, tanto Lee quanto Cushing voltariam ao personagem de Conan Doyle de maneiras bem distintas. Cushing voltou a interpretar Holmes em uma série de TV inglesa realizada entre 1964 e 1968 e Lee aparece como Mycroft Holmes – o irmão de Sherlock – no já mencionado filme de Billy Wilder A Vida Íntima de Sherlock Holmes.

Igualmente curioso é o Holmes vivido por Christopher Plummer em Assassinato por Decreto/Murder by Decree de 1979 que coloca o grande detetive no encalço de Jack o Estripador, e curiosamente cometeu seus crimes na mesma época vivida por Conan Doyle.

Fora da comédia, é importante lembrar duas aventuras marcantes: Em Visões de Sherlock Holmes (The Seven Per Cent Solution) ocorre um encontro inusitado entre Holmes (Nicol Williamson) e outro gênio da vida real, Sigmund Freud (Alan Arkin).

Tudo extraído da peça de Nicholas Meyer e adaptado para o cinema em 1976. Também este é o primeiro filme a mencionar abertamente uma das manias mais polêmicas do herói, o uso constante da cocaína (numa solução de 7%  como diz o título original) numa época em que a droga ainda não era fora da lei!

O Enigma da Pirâmide (Young Sherlock Holmes) é uma movimentada aventura juvenil produzida por Steven Spielberg em 1986, e que imagina como teria sido a adolescência de Holmes & Watson, quando estudantes, um período logicamente nunca retratado nos romances de Conan Doyle.

245 O Enigma da Pirâmide Estreia: <i>Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras</i>

As Muitas Faces de Holmes

O sucesso da versão de Sherlock Holmes estrelada por Robert Downey Jr e Jude Law é mais uma entre as incontáveis vezes que o mito se recria. Na comédia hollywoodiana, Holmes é prato cheio para reimaginações. Em 1974 o comediante Gene Wilder escreveu e dirigiu O Irmão mais Esperto de Sherlock Holmes (The adventure of Sherlock Holmes’ smarter brother) , uma aventura vivida não por Sherlock, mas por Sigerson Holmes - um irmão mais novo dele!

Embora nos romances originais seja mencionado o irmão Mycroft Holmes, Sigerson é saído da mente de Gene Wilder, comediante que teve seu auge nos anos 70 e 80 ao lado de Mel Brooks.

Em seu filme, lá estão Holmes e Watson (os desconhecidos Douglas Wilmer & Thorley Walters), mas é o atrapalhado Sigerson - interpretado por Wilder - quem enfrenta o maléfico Professor Moriarty (Leo McKern) - arqui-inimigo do célebre detetive - em sua ânsia de provar que é tão bom quanto o famoso irmão.

Agora imagine que Sherlock Holmes não passe de um louco internado num sanatório ignorado por todos menos por sua psiquiatra chamada Dra Mildred Watson, que acaba acompanhando-o em sua fuga para a cidade de Nova York, onde espera desbaratar os planos diabólicos de Moriarty.

Essa é a premissa da peça de James Goldman que o próprio adaptou para o cinema em 1971: Esse Louco me Fascina (They Might be Giants) estrelado por George C. Scott no papel de Justin Playfair, um louco que se imagina como Holmes e Joanne Woodward (viúva de Paul Newman) como Watson. O filme é uma agradável e surpreendente dicotomia entre imaginação e realidade.

Igualmente curiosa e mais divertida ainda é a paródia Sherlock & Eu (Without a Clue), de 1988, que imagina que o verdadeiro gênio da dupla era o Dr. Watson (Ben Kingsley), mas que para não ter sua carreira de médico prejudicada por seu hobby de investigar crimes, contrata o ator decadente Reginald Kincaid (um hilário Michael Caine) para se passar por um fictício Sherlock Homes, e assim atrair a atenção da imprensa.

SHERLOCK E EU WITHOUT A CLUE 1988 DIREÇÃO THOM EBERHARDT MICHAEL CAINE BEN KINGSLEY AVI LEGENDADO Estreia: <i>Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras</i>

Tudo poderia ser uma perfeita farsa, não fosse pelo fato de que Holmes/Kincaid é um completo imbecil, um incorrigível mulherengo e um patético bêbado. Nesta deliciosa brincadeira com o mito Sherlockiano tudo se encaixa de modo a gerar boas piadas.

O poder de observação dedutiva de Holmes, o famoso endereço 221b Baker Street, a figura competitiva e nem um pouco brilhante do Inspetor Lestrade (vivido por Jeffrey Jones - o sr. Rooney de Curtindo a Vida Adoidado) e a malévola persona de Moriarty (Paul Freeman). Tudo engendrado de modo a gerar uma fina curtição com os mitos da tradição Vitoriana.

Não poderíamos deixar de mencionar a obra literária de Jô Soares O Xangô de Baker Street, que virou filme de Miguel Faria Jr. em 2001 com o ator português Joaquim de Almeida fazendo Holmes, que vem ao Brasil Imperial, encontra com Sarah Bernhardt, batiza a caipirinha, se encanta com as mulatas, se envolve com uma investigação que o leva até aos terreiros de umbanda no Rio de Janeiro.

Agora com sua reinvenção por Guy Ritchie se comprova sua eterna popularidade ao mesmo tempo que faz sucesso na televisão britânica, um novo seriado com o personagem nos tempos atuais, na Londres do século 21, usando a tecnologia moderno (celular, email, iPhone). Mas sem abandonar sua velha tradição de raciocínio dedutivo.

A série se chama Sherlock, existe desde 2010 e é estrelada por Benedict Cumberbatch, que está na moda atualmente fazendo parte do elenco de Cavalo de Guerra e O Espião que Sabia Demais) e Martin Freeman (como Dr. Watson).

A dupla por sinal está também nos dois filmes de Hobbit de Peter Jackson. São poucos episódios (apenas sete até agora), mas merecem ser conferidos. Pelo jeito Holmes é mesmo imortal.

Não parece um raciocínio elementar, meus caros leitores?

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