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16 fevereiro 2012 às 06:00

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Estreia: O Homem que Mudou o Jogo

money Estreia: <i>O Homem que Mudou o Jogo</i>

O Homem que Mudou o Jogo (Moneyball) EUA, 11. Direção de Bennett Miller. Roteiro de Steve Zaillan. Com Brad Pitt, Jonah Hill, Robin Wright, Phillip Seymour Hoffman, Tammy Blanchard, Steven Bishop, Christ Pratt. Sony. 133 min.

Se não fossem as seis indicações ao Oscar (inclusive para Brad e Jonah, além do premio de melhor ator que ele ganhou dos críticos de Nova York), este filme com certeza nunca passaria em nossos cinemas, indo direto para Home Video. Na verdade, eu o assisti em setembro passado em Nova York e distribuidora o guardou até agora na incerteza (mesmo que já tem em pirataria!). O pior é que eles têm razão.

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Com ou sem prêmio, ele me parece completamente incompreensível para o nosso público, que não conhece, não gosta e não entende o beisebol. Pior que isso é que não se trata exatamente de um filme que mostra o esporte, os jogos, mas sim os bastidores do esporte chamado por eles de O Grande Passatempo Americano(e adotado também por cubanos e japoneses).

O título, como vocês podem perceber é um trocadilho, ou seja, o esporte virou sobre dinheiro, como gastar, como fazer dinheiro. Dirigido por Bennett Miller (que fez Capote), é inspirado em fatos reais e é bom ir confirmando que se trata da melhor interpretação de toda a carreira de Brad Pitt, que mesmo maduro nunca esteve tão seguro, carismático e mesmo cativante (ajuda também o fato de que neste mesmo ano ele teve também A Árvore da Vida, onde estava sólido e sincero para não exagerarmos).

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Aqui é um papel difícil, porque os conflitos vão se delineando bem aos poucos, mas por causa da própria estrutura do esporte custa a se deflagrar. O  leigo custa muito a entender (por exemplo, embora o time seja montado por uma pessoa, aquele que contrata os jogadores, designa suas funções na hora do jogo propriamente dito será outro técnico que ira conduzir o time. Ou seja, se eles não concordarem, não se derem bem, o resultado não poderá dar certo).

Quem faz o papel desse técnico rival é Phillip Seymour Hoffman. O importante da história é que Pitt faz o general manager de um time pequeno de Oakland, que não tem fortunas para conseguir montar uma equipe de estrelas.

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Quando perdem os três esportistas mais caros e famosos do time, são obrigados a fazer uma nova equipe com desconhecidos ou iniciantes (o filme fica um pouco confuso também porque em paralelo teremos “flashbacks” também de quando Billy era adolescente e jogador iniciante). Então o desafio de Billy é vencer com esses jovens, mas principalmente usando outro método, que parece ser mais científico, mas inédito, baseado em estatísticas computadas por computadores e não como até então sucedia, baseado em palpites ou instintos ou simpatia. Por isso, Billy foi muito perseguido e mal falado, e sofreu muito no começo, mas se não tivesse dado certo, não teriam feito um filme sobre ele. E como revolucionou a maneira de escalar times no beisebol ( isso foi feito segundo o filme chamando um nerd especialista nesse tipo de pesquisas que servirá como consultor e assistente, papel onde se sai muito bem Jonah Hill devidamente mais magro).

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Claro que os termos são técnicos para complicar e ficamos tentando entender a organização do esporte, quando mencionam jogadas e posições no campo que francamente desconheço. Acho que o filme pode interessar aos cartolas de times de futebol (será que eles vão ao cinema? Duvido muito) e os fãs de Brad Pitt (que o consenso em Hollywood confirma: é bom sujeito e bom caráter). Poucos mais.

Cabe as perguntas: Será que Brad vai ganhar o Oscar? Parece que ainda não é desta vez. Ele está bem, faz aqueles troços com a boca, cospe, parece esforçado e até convincente (e sempre com a mania de se enfear). Mas estão preferindo George Clooney (que para mim faz tudo o de sempre, bem, mas nada demais. Aliás, o filme dele vai bem de bilheteria nos EUA, já passando dos US$ 70 milhões) e provavelmente o Jean Dujardin (que desconfio ser ator de um papel só como o Begnini!

O Artista está com US$ 24 milhões de bilheteria). Este que foi lançado em setembro do ano passado já está em Home Video há algum tempo e não passou dos US$ 75 milhões. Por que essa obsessão com grana? Porque no capitalismo dinheiro acaba sendo sinônimo de qualidade (o que obviamente é um erro).

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