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6 março 2012 às 06:00

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Estreia americana: Para Sempre

Nesses dias do Oscar deu para dar algumas fugidas ao cinema. Eis alguns dos filmes que assisti: Para Sempre (The Vow)

PRASEMPRE 5 Estreia americana: <i>Para Sempre</i>

Diretor: Michael Sucsy (revelado como produtor e diretor de Grey Gardens, telefilme da HBO com Jessica Lange e Drew Barrymore)

Elenco: Chaning Tatum, Rachel McAdams, Sam Neil, Jessica Lange, Wendy Crewson e Scott Speedman. 104 min. Screen Gems Sony. Estreia prevista para 13 de abril.

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Não é adaptação de um romance de Nicholas Spark (como Querido John com o mesmo Chaning Tatum) como pode parecer. Mas uma imitação originalmente escrita para o cinema (por quatro autores) e que fez bastante sucesso ao ser lançado no dia dos namorados (americano). Dá para entender por quê.

Não gosto do Chaning Tatum porque ele simplesmente me passa a impressão de ser pouco inteligente (não conheço o moço, são os olhos juntos, o tipo Mongo, ou talvez preconceito pelos filmes que faz. Com o tempo todo mundo aprende e ele está melhorando muito. Engordou, encorpou, está perdendo o jeitão de jovem e ainda continua incapaz de exprimir emoções. Segura o filme menos nos momentos onde tem que demonstrar sincera paixão).

 

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Também não gosto de Rachel MacAdams (dos dois Sherlock Holmes) que os críticos apoiavam e parecem já ter desistido. Mas novamente tenho que reconhecer que ela se esforça para dar alguma verdade a uma história que é bem coisa de Hollywood!

Só mesmo em cinema é possível engolir este enredo: um casal apaixonado e já casado (vivem felizes, ele com um pequeno estúdio de gravação) até quando numa noite de nevasca, ao saírem do cinema, são abalroados por um caminhão.  A moça Paige é arremessada pela janela da frente e escapa relativamente bem, a única coisa é que perdeu a memória recente, não lembra-se nem de que era casada, nem quem era o marido Leo.

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Disso se aproveitam os pais da moça (Jessica Lange, deformada pela plástica, mas sempre grande atriz e Sam Neill) que a levam para casa e fazem tudo para ela largar o marido. Mas ele não desiste por pouco, enfrentando todos os obstáculos procura reconquistá-la, a partir do zero.

Naturalmente a história vocês irão reconhecer como uma imitação de uma comédia de Adam Sandler, aliás, das melhorzinhas, Como se Fosse a Primeira Vez (First 50 Dates, 2004, com Drew Barrymore), que tratava o assunto com invenção, já que a moça nunca se recuperava e precisava ser reconquistada a cada dia.

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Diante dessa comparação, este filme só podia perder, apesar do esforço de ser luxuoso (os pais da moça são milionários e naturalmente sem escrúpulos), condescendente (Leo é um santo sujeito, inabalável e de total confiança e paixão) e da ansiedade do diretor em acertar. Custou cerca de 30 milhões de dólares e já esta perto dos 90, sinal de agradou o público-alvo.

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