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14 dezembro 2009

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Prêmios dos Críticos de Nova York e LA

Na véspera do anúncio dos finalistas dos prêmios Globo de Ouro (que será dia 15, cedo), os únicos outros prêmios importantes são os dos críticos de Nova York, que ainda é o centro intelectual dos Estados Unidos. Mas que não demonstrou maior invenção selecionando como melhor filme "Guerra ao Terror" e sua diretora Katryn Bigelow como realizadora (aquele que já falamos várias vezes, saiu no Brasil em DVD faz meses). George Clooney foi o melhor ator (por "O Sr. Raposo" e "Up in the air") e Meryl Streep a melhor atriz por Julia e Julie. Queriam algo mais óbvio?  

Os coadjuvantes foram Monique por Precious e Christoph Waltz por "Bastardos Inglórios". O independente "In the Loop" foi melhor roteiro.

Os críticos de Los angeles também tem importância porque trabalham na terra do Oscar e são lidos pela indústria do cinema. Concordaram com os colegas de Nova York na categoria de filme, diretor, atriz  e coadjuvantes, mas o melhor ator foi Jeff Bridges (Crazy Heart), e atriz uma francesa senhora de meia idade, Yolande Moreau, que fez "Seraphine".

"Up in the Air" ganhou roteiro. Concordaram novamente como a melhor animação (O Fantástico Sr. Fox), melhor filme estrangeiro (o francês "Horas de Verão") e fotografia (o alemão "O Laço Branco de Michael Haneke" )  

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14 dezembro 2009

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Adeus a Bat Masterson

Engraçado como muitas vezes marca mais um vilão do que um mocinho. Gene Barry (falecido este mês, de enfarto) foi os dois.

Eu era moleque ainda quando ele veio ao Brasil fazer show na TV Record, nas asas de seu sucesso na série de televisão Bat Masterson (que durou de 58 a 61) e que havia estourado principalmente por causa de seu tema musical repetitivo mas divertido.

BatMasterson Adeus a Bat Masterson

Chegou, fez sucesso, demonstrou que tinha boa voz e só voltaria a ter um novo grande sucesso anos mais tarde, quando estrelou na Broadway a versão original do excelente musical "La Cage aux Folles" de Jerry Herman (onde fez o papel que era de Ugo Tognazzi, no filme a "Gaiola das Loucas"). Sua outra chance de fama foi ter estrelado um filme de ficção cientifica B dos anos 50, "A Guerra dos Mundos", baseado em H. G. Wells que lhe deu a chance de fazer uma pontinha no final da refilmagem de Steven Spielberg, com Tom Cruise.

Entre outros poucos filmes memoráveis podemos lembrar de "O Aventureiro de Hong Kong", como marido de Susan Hayward  (54), o musical Ligas Encarnadas (54), com Rosemary Clooney. No Reinado da Guilhotina (55), com Tony Curtis, De Volta da Eternidade (56), com Anita Ekberg, No Umbral da China (56), de Samuel Fuller, Dragões da Violência (57) também de Fuller e inúmeros filmes B e séries de televisão (inclusive duas famosas, "Burke´s Law" e "The Name of the Game").

Veja mais:

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14 dezembro 2009

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Livros: O que você não queria saber sobre Paul Newman

paul newman 26052009  Livros: O que você não queria saber sobre Paul Newman

A imprensa marrom ainda vive e continua passando bem nos Estados Unidos e Inglaterra. O apelido veio porque sua origem eram tabloides que eram impressos com tinta dessa cor (e não por ser um xingamento!).

São os famigerados fotógrafos chamados Paparazzi (nome primeiro usado em La Dolce Vita de Fellini em 1960, ou seja Mosquitos, por que eles vivem de correr atrás de celebridades para pegar flagrantes escandalosos, ou seja perturbando como mosquitos).

Moda que hoje floresce em Los Angeles e Nova York, e nada tem a ver com os fotógrafos de sites e revistas brasileiros, que são mais educados e gentis do que seu similar americano (curiosamente a maior parte dos paparazzi de Hollywood são brasileiros e não têm o menor escrúpulo). Felizmente nada a ver.

Tudo acontece porque nos EUA existe uma lei que contempla a figura de pessoa pública. Se você é famoso, aparece na televisão ou é político, isso lhe tira o direito de ter vida privada.

Ou seja, podem escrever o que quiser sobre você, desde que seja de conhecimento público (cabe-lhe processos por difamação ou injúria, mas apenas quando invadem certas áreas que a pessoa nunca abriu).

No Brasil não é assim (nem na França), mesmo que famoso, o indivíduo continua a manter seus direitos individuais. Vejam o caso do livro não autorizado sobre Roberto Carlos que foi recolhido mesmo sendo favorável ao biografado.

E o mais famoso ainda de Garrincha, escrito por Ruy Castro, que ficou anos em julgamento. Ou seja, não existe biografia não autorizada, a pessoa ou seus herdeiros e famílias têm que concordar com o livro. Se  não,  não pode ser editado.

Isso causa problemas para a própria verdade histórica, só sairão então o que a família liberar e desejar, escondendo mesmo fatos históricos. E tudo, inclusive fotos, tem que ser liberadas pelos autores e pessoas que aparecem.

Uma incrível dor de cabeça para os editores de livros.

The Man behind the Baby Blues2 Livros: O que você não queria saber sobre Paul Newman Porém os excessos de liberdade são igualmente indesejáveis.

Quando a pessoa famosa morre nos EUA, não há mais recurso, você pode publicar um livro inteiramente falso, mentiroso sobre ela, que a família nada poderá fazer.

Por exemplo, disseram que Errol Flynn era espião nazista e ficou por isso mesmo.

Agora publicaram um livro sobre Paul Newman, um grande benfeitor (ele doou tudo que ganhou na sua linha de produtos naturais para a caridade, tudo:  não guardou nada para si) e que tinha imagem pública impoluta.

Mas como morreu, apareceu um sem vergonha chamado Darwin Porter, que se especializa em publicar livros marrons, como este The Man behind the Baby Blues, His Secret Life Exposed, Edição da BloodMoon Prod. (pode ser adquirado pela Amazon).

Ele já tinha feito algo parecido com Marlon Brando, mas este era famoso como pansexual e transgressor, e isso só contribuiu para sua imagem de maluco genial.

O alvo do livro é basicamente dizer que Paul era bissexual e  teve romances longos e duradouros com todos os outros bi de Hollywood em sua época.

Que teriam sido James Dean, Anthony Perkins, Robert Francis e pasmem, Steve McQueen (em todos os casos eram amizades coloridas). Não falam dos ainda vivos como Robert Redford e Tom Cruise, porque poderiam provocar processos indesejáveis.

Mas o livro insiste que Newman era uma máquina de fazer sexo e que ao chegar em Hollywood fez uma lista de quem queria fazer sexo. Todas as mulheres que haviam sido ídolos dele.

E foi preenchendo de Lana Turner, a Ava Gardner, Joan Crawford e Marilyn Monroe (com esta teria sido íntimo e próximo) e praticamente todas suas co-estrelas (inclusive Píer Angeli que dividia com Dean).

Tudo isso baseado em pseudo testemunhos de pessoas que também já morreram, como Janice Rule, Earth Kitt, Rod Steiger, Vampira, ou seja, que não podem dizer nada mais, comprovando ou não as informações.

O fato é que  o sr. Darwin é péssimo escritor, inventando diálogos e situações que nunca poderia ter testemunhado, como mera oportunidade de entregar mais gente ainda.

Quase uma enciclopédia da vida sexual de Hollywood nos anos 50 a 70, porque para por aí, com a morte por drogas do filho de Paul, depois de uma sequência que não ousou descrever que chega aos limites da grosseria.

É um projeto de tão mau caráter, tão desonesto que cheguei a ficar envergonhado de ter comprado o livro, até com a desculpa de ser sempre bem informado.

Mas não passa de literatura da pior espécie, que só serve mesmo para o lixo.

Veja mais:

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13 dezembro 2009

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A Caixa do Vigilante Rodoviário

Há muito tempo os fãs dessa que foi a primeira série de teve brasileira, o lendário "O Vigilante Rodoviário" esperavam a chance de revê-la. Primeiro começou a ser exibida pelo Canal Brasil, e agora sai num boxe a preço acessível  (varia entre 45 a 50 reais) numa edição da Spectra Nova/Procitel  em quatro DVDs (3 com 9 episódios cada, um com 8), reunindo todo o material ainda disponível (recuperaram 35 episódios, sendo que três deles estão perdidos: O Pagador, Cinco Valentes, Orquídea Glacial). A caixa só falha em informações, já que não tem entrevistas ou making of, ou folhetos.

Por isso que resolvi entrevistar o criador da série, Ary Fernandes(aliás, a caixa de DVDs também fala pouco dele, mas não dá muito destaque). Felizmente a coleção Aplauso já publicou sua biografia  (que agora pode ser consultada). Agradeço a filha do Ary, Vânia Pesce por nos facilitar esta conversa. 

1) Há algum tempo achávamos que o seriado estava perdido. O que sucedeu? Como foi encontrado e recuperado?

O que ocorreu foi que 1992, fui para o Rio de Janeiro, onde faria uma matéria para Globo. Seria uma homenagem a minha série "O Vigilante Rodoviário" , que seria exibida no Fantástico. Levei as latas com os filmes dos episódios da série e devido ao grande volume, despachei-as na bagagem do avião. Quando cheguei ao Rio, fui pegá-las na esteira e para minha surpresa, o volume todo havia sumido.

A entrevista que seria apenas uma homenagem, acabou se transformando em uma grande matéria tentando desvendar, qual teria sido o destino dos filmes, estendendo-se inclusive, ao Jornal Nacional. Por fim, descobriu-se que elas foram levadas por engano para um laboratório, que por coincidência, também tinha naquele vôo um volume igual ao meu! Muitas pessoas na época pensavam que era tudo combinado, uma “armação” para divulgação, mas não foi nada disso, foi por muito pouco que não perdi a série.O que as pessoas desconhecem é que até alguns anos atrás, nós produtores não dispunhamos de local apropriado para armazenarmos nossos filmes. O processo normal para nós, era deixá-los armazenados nos próprios laboratórios e muitas vezes, armazenávamos em nosso escritório ou em casa.

Com o passar dos anos, pelas más condições no acondicionamento, esse material sofria processo de deterioração, o celulóide melava, avinagrava. Exemplo disso, está no Vigilante mesmo: O episódio “O Pagador” foi perdido por completo. A “Orquídea Glacial” sofreu abaulamento. Foi necessário interromper a telecinagem, pois poderia perdê-lo também.“Os Cinco Valentes“ foi telecinado, porém o negativo estava muito danificado e o resultado final foi abaixo do esperado. Estes problemas com os filmes, não aconteceram somente comigo, mas também com outros produtores, era um sério problema que acometia todos nós.

Hoje temos a Cinemateca do Estado, que dispõe de excelentes profissionais, salas aclimatadas com refrigeração controlada, enfim algo equiparado aos paises do primeiro mundo. Após nossa parceria atual PROCITEL/CANAL BRASIL (GLOBOSAT), O Vigilante passou por remasterização e foi telecinado na Casablanca.

2) Como foi a dificuldade para lançar em DVD? Está  satisfeito com o resultado? 

Não foi fácil, Rubens! Trabalhamos muito para chegarmos até aqui! Há anos, eu sonhava em disponibilizar a série em DVD e também trazê-la novamente para televisão.Durante todos estes anos, fomos várias vezes procurados por interessados em trazê-la de volta, porém havia necessidade do trabalho de remasterização e telecinagem da série, mas por causa do custo todos desistiam de prosseguir com as negociações.

Na negociação feita em 2008 com o Canal Brasil, fechamos uma parceria que acabou viabilizando a possibilidade de trazer ao alcance do público “O Vigilante Rodoviário”, agora em DVD. Os resultados deste trabalho foi muito bom, quem acompanhou a primeira exibição  da série no Canal Brasil todas as segundas-feiras as 20h30, pode constatar e poderá a partir de agora verificar também nos DVDs.

3) Não foram encontrados os títulos de apresentação? Porque é sempre um deles que se repete!

Este material foi um dos que infelizmente não deu para recuperar, então para a atual abertura, foi utilizado uma outra apresentação da época, que usávamos em uma exibição feita nos cinemas. É por isso que o nome do elenco sempre se repete.

4) Faltaram extras, nem mesmo entrevista com vocês. Não deu? 

Debatemos muito esta questão, e optamos que as entrevistas fossem eventualmente incluídas no momento em que a obra estivesse integralmente publicada. Isto ocorrerá com o lançamento, no próximo ano, de uma versão colorida inédita de “O Vigilante Rodoviário”, que foi produzida no final dos anos setenta e que ainda encontra-se em fase de recuperação, aí então vamos buscar outros elementos, para trazer aos fãs de "O Vigilante Rodoviário".

5) Qual sua reação ao vê-lo na TV e agora acessível para se ter em casa? 

Com grande satisfação, pois trazer novamente “O Vigilante Rodoviário” aos fãs é a realização de um sonho antigo, é uma forma de  retribuir o carinho e respeito que eles sempre demonstraram pelo meu trabalho e pela minha criação.

6) Não queria que se repetisse mas cada vez é outro publico, como surgiu o Vigilante para vc.

Rubens, temos observado que esta nova geração, que conheceu a série através de comentários de seus pais e avós, e que agora tiveram a oportunidade de assistir as aventuras do “O Vigilante Rodoviário” manifestaram impressões muito positivas.

Essas manifestações que chegaram até nós por e-mail e também as que pudemos ler em comentários na Internet e o que é mais interessante, é que eles levaram em consideração os parcos recursos que tínhamos naquela época.

Rubens, na realidade a idéia surgiu em uma época que eu nem imaginava entrar para o mundo artístico, pois desde garoto sempre sonhei que deveria ter um herói brasileiro.Eu adorava os seriados que naquela época passavam nos cinemas, e achava que fazia falta um herói genuinamente brasileiro, que falasse nossa língua e que tivesse um nome comum em nosso país. Não entendia o porque não haviam criado um herói nacional.

Mais tarde, depois de ter trabalhado no rádio, teatro e TV, fui para o cinema e foi nesta época, que tive idéia de criar um personagem totalmente brasileiro, realizando e dando vida ao meu antigo sonho.Inspirei-me na polícia rodoviária, pois a corporação era pequena e sempre bem quista pelo público.

Imaginei então, na figura simpática de um policial rodoviário cujo intuito não era somente orientar os motoristas e fazer com que as leis fosse cumprida, mas que alem disso ele tornasse um amigo nas estradas a quem todos pudesse recorrer.

 7) Lembre um pouco as dificuldades de realização,  o elenco (que não consta da caixa, era bem interessante mencionar mais  

 Rubens, as dificuldades foram muitas! (risos) O piloto da série foi concebido através de recursos próprios. Não estava sobrando dinheiro nesta época, muito ao contrário disso.O que sobrava e até hoje ainda sobra para mim, são muitas idéias e naquela época, uma grande vontade de realizar meu sonho. Quem esteve comigo nesta empreitada, foi meu grande amigo hoje falecido, Alfredo Palácios que na série foi o produtor técnico e comigo passou por todas as dificuldades.Quando retornava das filmagens; eu entrava noite à dentro escrevendo novos episódios. Mal dormia e logo já amanhecia o dia para começar tudo de novo.Assim que o piloto ficou pronto (O Diamante Grão Mongol), todos queriam assistir, muitos achava pretensiosa demais a empreitada de um jovem em fazer a primeira série para a televisão brasileira. Achavam-me um sonhador, idealista, por que no mundo só havia 3 países que produziam filmes em séries; e na América Latina nenhum país havia se aventurado até então.Em busca de patrocínio, eu andei muito com o mesmo terno cerzido nas calças, indo em várias empresas com a lata de filme debaixo do braço.Porém, foi na Nestlé através de Gilberto Valtério, um suíço de alto cargo executivo na empresa, que tudo começou a ganhar vida, era o que faltava para série ser realizada, patrocínio.

Faria tudo de novo! Valeu a pena! 

8 – O Elenco (que não constam na caixa) 

Os atores fixos eram: 

Carlos Miranda – Vigilante Carlos

Reginaldo Vieira – Tuca

King – (Cão) Lobo 

Em alguns episódios, houve a participação de vários atores e cantores e que são referencia há algum tempo.

A lista com os nomes do elenco segue abaixo em ordem alfabética: 

Alcides Gerardi – A Chantagem
Amândio Silva Filho – O Homem do Realejo
Arnaldo Weiss – O Mágico
Ary Fontoura – Aventuras em Vila Velha
Ary Toledo – Remédios Falsificados
Cavagnolle Neto - Mapa Histórico
Dirceu Conte - O Rapto do Juca
Edgard Franco – O Garimpo, Café Marcado, Fórmula do Gás, O Suspeito
Elísio Albuquerque – O Invento
Fausto Rocha – O Recruta
Fúlvio Stefanini – A Repórter e Zuni, o Potrinho
Etty Fraser – O Rapto do Juca
Geraldo Del’Rey – O Invento
Gilberto Marques – O Garimpo
Gilberto Wagner – O Suspeito
Guy Loup – Mistério do Embu
Henricão – Café Marcado
Ivo Ferro – Aventuras em Vila Velha
Juca Chaves – O Rapto do Juca
Laércio Laurelli – O Suspeito
Lola Brah – Aventuras em Ouro Preto
Lucy Meirellles – A Extorsão  
Luís Guilherme – (menino Zeca) Zuni, O Potrinho
Márcia Cardeal – O Fugitivo
Maria Cecília Camargo – Fórmula do Gás
Mário Alimari – Pombo Correio
Mário Lúcio - O Assalto, O Suspeito, Bola de Meia, Os Cinco Valentes
Marlene França – O Rapto do Juca
Maurício Távora – Aventuras em Vila Velha
Marthus Mathias _ Café Marcado
Milton Gonçalves – As Aventuras do Tuca
Milton Riberio – O Fugitivo
Nestor Lima – O Garimpo
Nelson Turini – História do Lobo e outros episódios
Renato Máster – O Recruta
Rosamaria Murtinho – A Repórter
Sérgio Hingst – Fórmula do Gás
Stênio Garcia – Terras de Ninguém e A Chantagem
Tony Campello -  A Extorsão
Valentino Guzzo – O Suspeito
Xandó Batista – O Mordomo, Zuni O Potrinho
Xerém - Mapa Histórico

Fonte – livro “Ary Fernandes - Sua Fascinante História”

 O vigilante também tem seu site oficial onde com a permissão deles  extraímos algumas curiosidades. Vejam só:

 A pergunta que não quer calar: o vigilante carlos era "dublado" na série?  

"SIM".  Durante toda a série, a voz do personagem Carlos, interpretado pelo ator Carlos Miranda era dublado por um radioator da Rádio São Paulo.

Embora o próprio Ary Fernandes o tenha contratado na época, infelizmente ele não se recorda do nome deste dublador que interpretou de forma brilhante e marcou para sempre a voz perfeita do  personagem.

Qual foi a ordem adotada pela tv tupi para a exibição dos episódios? 

Não havia uma ordem pré-estabelecida.

Conforme os episódios ficavam prontos, eram entregues a exibidora, que os colocava no ar.

Nem mesmo o Ary Fernandes lembra-se desta ordem, pois ele mal acompanhava pela TV devido a louca rotina que estava enfrentando!

Qual foi o primeiro episódio da série? 

 O primeiro episódio foi "O Diamante Grão Mongol".

Todos que participaram deste episódio, não eram atores profissionais e sim, figurantes e membros da própria equipe técnica da série.

Foi através deste episódio que apresentado para Nestlé, abriu as portas para que está empresa patrocina-se a série e assim,

viabilizar e inaugurar a "nova era dos filmes em séries para TV no Brasil!".

Em que ano foi exibida a série?

 O primeiro episódio da série O Vigilante Rodoviário®, foi ao ar em "03 de janeiro de 1962", na Rede Tupi Canal 4, numa (4ª) quarta-feira, às 20:05pm.

 Você conhece a lei 9610/98 dos direitos autorais e domínio público de uma obra?!

 "DOMÍNIO PÚBLICO" é quando uma obra pode ser copiada sem a autorização do autor, editor ou de quem os representem. 

 De acordo com a Lei 9610/98, uma obra entra em domínio público "setenta (70) anos após a morte do autor, à contar a partir do 1º janeiro seguinte a sua morte", ou quando o autor não deixa herdeiros.

 Quem sugeriu o ator carlos miranda para assumir o papel de vigilante rodoviário?  Foi ELA!!!

Após exaustivos teste com vários atores, o criador e diretor da série Ary Fernandes, andava desanimado, pois não encontrava o ator que se   encaixava com o perfil do personagem que ele havia idealizado.  

Em casa, num desabafo com sua esposa Ignez Peixoto Fernandes; partiu dela a  sugestão de testar um rapaz que já trabalhava na equipe de produção do filme.  

À princípio, Ary Fernandes não deu créditos a sensibilidade feminina.  

Contudo... aceitou!  

E foi assim, que o então membro da equipe de produção do filme, Carlos Miranda,

foi descoberto como protagonista da série "O Vigilante Rodoviário®"!  

Ao contrário do que se divulgou durante muitos anos!

 Lobo Duro??!!  

O único "dublê" usado para o cão Lobo, foi um "boneco de pelúcia da Lionela", o qual Ary Fernandes mandou confeccionar e referia-se carinhosamente como:"LOBO DURO"!!!!

Lobo chegou a andar de moto com o Vigilante Carlos! Contudo, após se machucar em cena, queimando uma das patas no escape da Harley Davidson, recusou-se a andar novamente.

Assim, coube a estratégia de usar um boneco para realização dessas cenas!

Onde encontrá-lo?!

"Em lugar nenhum!!!!! Não existe mais há muitos e muitos anos..."

  Revista Veja de 28/05/2005 – Lobo era Vira-Lata ou Pastor Alemão??

 O questionamento sobre a raça do Lobo recentemente voltou a tona, numa matéria da Revista Veja tem um fundo de veracidade.

Por mais estranho que possa parecer, o nosso querido, ilustre e mais famoso cão brasileiro, era um legitimo SRD (Sem Raça Definida) e com muito orgulho!

Ao contrário do que se pensa,Lobo era um cão de porte médio, em torno de 15 a 20 quilos e sua pelagem era na coloração: Preta, Cinza e Branca, mais próxima das cores de um Husky Siberiano, do que a coloração Preta e Amarela do Pastor Alemão.

Lobo era um cão de comportamento extremamente dócil e brincalhão!

Até nas horas de lazer em que estava com a família, demonstrava seu alto grau de inteligência!

Todas essas recordações, nos dá muitas saudades...

 TROFÉU ROQUETE PINTO Existem quantos Troféus Roquette Pinto??!!

 Só há 1 (um) Troféu Roquette Pinto, entregue oficialmente na cerimônia de premiação.

O cineasta criador e diretor da série Ary Fernandes, participou da solenidade, onde foi agraciado com esta estátua que está sob seus cuidados até hoje.

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12 dezembro 2009

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DVDs: Som e Fúria e Confissões de uma Garota de Programa

Som & Fúria ****

Áud: Port. Leg:  Ing. Série de tevê. Widescreen. 498 min. Cor. 2009.EUA. Globo Marcas.14 anos.
Diretor: Fernando Meirelles (Geral), Toniko Melo, Gisele Barroco, Fabrizia Pinto, Rodrigo Meireles. Elenco: Andréa Beltrão, Cris Couto, Dan Stulbach, Daniel de Oliveira, Felipe Camargo, Gero Camilo, Maria Flor, Pedro Paulo Rangel, Paulo Betti, Selma Egrei, Fernanda Montenegro, Wagner Moura, Ligia Cortez, Daniel Dantas, Paulo Goulart, Rodrigo Santoro.

Sinopse: Os problemas de uma companhia teatral Shakespereana que tenta montar Hamlet.

Comentários: Projeto de Fernando Meirelles e a produtora O2 em parceria com Rede Globo (e que, curiosamente, na mesma semana que saiu em DVD em versão completa em três discos, sendo que o último com bastidores, também teve versão reduzida exibida em cinemas). Foi o próprio Fernando quem fez a adaptação para o Brasil de uma série de teve canadense, muito bem escrita. Mas  não conseguiu resolver completamente as mudanças geográficas, já que o tipo de teatro feito aqui não é semelhante ao de repertório do Canadá. Ou seja, nem tudo que é mostrado é bem assim no teatro brasileiro, temos que aceitar a liberdade poética.

A roteirista original Susan Coyne chegou a fazer ponta em "Ensaio sobre a Cegueira" do diretor e foi uma das autoras do original chamada Slings and Arrows (2003-2006 que teve 13 episódios) mostrando os bastidores de uma companhia teatral ao tentar montar Hamlet, numa cidade fictícia chamada Burbage que fazia esse festival de teatro (mas inspirado no de Stratoford, de Ontário,no Canadá). O titulo naturalmente se referia ao famoso monologo de Hamlet de Shakespeare.Contando com um excepcional  elenco "all star", Fernando demonstra mesmo que é um mestre da narrativa, fazendo tudo de forma ágil,competente , por vezes brilhante. Rodado no Teatro Municipal de São Paulo

Confissões de uma Garota de Programa ***
The Girlfriend Experience
Áud: Ing , Port. Leg: Port,  Ing. Drama. Widescreen.77 min. Cor. 2009.EUA. Paris Filmes. 14 anos.
Diretor: Steven Soderbergh. Elenco: Sasha Grey, Chris Santos, Philip Eytan, T.Colby Crane, Peter Zizzo, Ron Stein.
Sinopse: Em Manhattan, uma garota de programa oferece aos clientes companheirismo e conversa.
Comentários: Soderbergh sempre se deu bem com um truque de carreira. Quando em crise, ele retorna para suas origens e faz um filme pequeno, que restaura a da critica em suas habilidades e faz perdoar suas incursões mais comerciais. Fez isso em 96, quando rodou Schizopolis (muito fraco e não visto aqui mas que passou em Cannes e lhe ajudou a dar a volta por cima com Irresistível Paixão). Depois em2002, quebrou a cara com Full Frontal (Idem), que era bobinho e inconseqüente.

Em 2004, fez o mais fraco episódio de Eros e em 2005, enganou alguns com Bubble (que ele quis lançar ao mesmo tempo no cinema, home vídeo e pay per view). Agora tenta o truque de novo com este , cujo charme maior é trazer no papel de protagonista uma atriz pornográfica Sasha Grey (bonita  de rosto, baixinha, de corpo discutível, eficiente atriz, ela teria qualidades pornográficas que eu desconheço apesar da moça já ter feito mais de 165 vídeos pornográficos!).
Mas o golpe não funcionou, a julgar pela recente decisão da Warner de cancelar um projeto grande que ele tinha com  Brad Pitt, ou seja sua credibilidade esta em queda, sem duvida acentuada pelo fracasso americano de sua fraca biografia de Che. Ou seja, Soderbergh é um diretor sem estilo mas que também é câmera de seus trabalhos.Aqui ele usa o widescreen e repete o esquema de deixar a câmera parada em plano geral, muitas vezes sem foco. As cenas são longas e não há preocupação em divertir. Felizmente Sasha segura bem a historinha.

Ela faz uma prostituta que oferece aos clientes uma experiência nova, não apenas sexo mas ela age como uma namorada de verdade (daí o titulo original). Conversa, mas principalmente ouve, os desabafos. Também é diferente que ela tenha um namorado  que não é seu cafetão. Mas com quem mantém uma boa relação (ele é personal trainer e tem ambições de se expandir, o filme mostra uma viagem dele a Las Vegas onde se espera que role .  algo mais forte, mas isso não ocorre). O que achei mais interessante é a descrição do novo meio de prostituição onde a Internet passa a ser fundamental, já que é através dela que se vende e onde passa a ser importante ter boas criticas! ou seja, enquanto os críticos de cinema perdem o prestigio, são os de prostitutas que vão crescendo.

O filme mostra um deles muito repulsivo (e não por acaso interpretado por um autentico critico de cinema americano! O que será que Sodebergh quer insinuar?). Muito discreto sexualmente, o filme também padece da falta de um final mais forte. Mas ainda assim é o melhor dos filmes pequenos do diretor. Ao menos revela coisas diferentes e tem a coragem de apresentar a mais talentosa das atrizes pornôs que já fizeram a transição para o cinema tradicional. Sinopse, ficha, trailers.

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12 dezembro 2009

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DVDs: Veronika Decide Morrer e Up Altas Aventuras

Veronika Decide Morrer ***

Veronika Decides to Die

Áud: Ing , Port. Leg: Port,  Ing. Drama. Widescreen. 102 min. Cor. 2009. EUA/Canadá. Imagem. 14 anos.
Diretor:Emily Young . Elenco: Sarah Michelle Gellar, David Thewlis, Erika Christensen, Jonathan Tucker, Melissa Leo, Erica Gimpel, Matthew Cowles, Barbara Sukowa.

Sinopse: Veronika tenta se matar, mas escapa e é mandada para um sanatório, onde passa por tratamento inovador.
Comentários: Passou em branco em nossos cinemas (mesmo estreando antes dos EUA), esta primeira adaptação de uma obra de Paulo Coelho para o cinema. Não de um texto muito fácil e consumível, já que conta a história de uma garota que infeliz e entediada, resolve se matar. E faz isso exatamente no começo do filme.

Ou seja, é basicamente um drama sério, sobre o que leva uma pessoa ao suicídio e o que pode impedir o ato. Como sempre ninguém é profeta em sua própria terra, a imprensa nacional é fria e mesmo agressiva com o autor. Eu gosto de Paulo Coelho,acho que sabe do que  fala, é do ramo. Aqui a adaptação é bastante fiel, ainda que com orçamento pequeno e rodado  em Yonkers e arredores de Nova York (em vez da Eslovênia, como no livro, onde ela mora numa espécie de pensionato, aqui não se mostra muito onde vive).

Sarah Michelle Gellar, a Buffy da teve ( substituiu Kate Bosworth) tem o trabalho mais sério e competente de sua carreira. A diretora inglesa (fez antes um desconhecido Kiss of Life, 03, com Peter Mullan) não aparenta ter nenhum estilo particular. Veronika já começa determinada a morrer, tomando pílulas. Mas é socorrida a tempo e levada para uma clinica alternativa, dirigida por um médico misterioso (o inglês Thewlis de Naked e  Harry Potter)  onde lhe dizem logo ao recobrar os sentidos de que infelizmente foi afetada por um aneurisma no coração e que pode morrer a qualquer momento.

Isso aos poucos vai lhe recobrando o interesse em viver intensamente cada momento, lhe dando vontade de viver, de tocar piano como quando criança e se relacionando com um rapaz que até então se mantinha calado (Tucker). É verdade que a historia pode ser previsível  e os mais experimentados matarão a charada. Mas antes de tudo é muito bem interpretada (inclusive por Érika Christensen que faz uma das pacientes). Esperemos que o público do autor o aprove. Slide show, Trailer.

Up Altas Aventuras ****

Up

Áud: Ing , Esp, Port. Leg: Port, Esp, Ing. Animação.  Widescreen. 96 min. Cor. 2009.EUA. Disney.Livre.
Diretor: Peter Docter,  Bob Petersen. Elenco: Vozes originais de Ed Asner, Christopher Plummer, Jordan Nagai, Bob Peterson, Delroy Lindo, Jerome Ranft , John Ratzenberger.
Sinopse: O velho e solitário Carl Fredricksen coloca milhares de balões em sua casa para poder realizar o sonho de viajar e ter aventuras.

Comentários: A Pixar realmente é incrível, ate agora não errou uma e nunca deixou de ousar, de crescer, de mudar as regras, nunca procurando o fácil ou o óbvio, apesar de agora ter a obrigação de sustentar toda a estrutura Disney (que por sinal comprou a Marvel!). Desta vez, eles se arriscaram colocando como protagonista um velho de oitenta anos, ranzinza e mal humorado, que sai voando em sua casa levada por balões (não sei vocês, mas eu não consigo deixar de pensar naquele padre catarinense  que morreu viajando de balões!). Assim resumido, fica claro que não é uma historia fácil de contar e eles o fizeram com toda habilidade.

Não entre nessa historia de que o filme é em Terceira Dimensão, que esta ali simplesmente porque esta na moda. Não há truques fáceis ou efeitos projetados para o sistema. É apenas um recurso a mais num filme muito bem narrado, contado da maneira certa. Antes de tudo procuraram explicar o herói  mostrando  sua historia. Como desde garoto era admirador dos grandes exploradores e foi isso que o fez aproximar de uma menina que depois iria se tornar sua esposa.

Os dois se amavam mas sempre faltou o dinheiro para realizarem os sonhos, principalmente ir conhecer um lugar mágico, na América do Sul (ou seja, nos planaltos que geram o Rio Amazonas, na Venezuela) . Quando os dois ficam velhinhos, ela morre e para piorar agora querem a casa dele (porque estão construindo prédio no terreno)  e não tem problemas de querer interna-lo num asilo. No último momento, ele consegue fugir com a casa e de contrapeso, um escoteiro oriental gordinho que estava ali por acaso. E assim prossegue a viagem que os irá levar até aquele lugar distante e perigoso, onde irão encontrar um pássaro multicolorido já extinto, cachorros que falam (isso é bem explicado) e outras surpresas.

Não interessa contar, basta dizer que tudo é muito bem solucionado, com muito humor, uma trilha musical um pouco repetitiva (graciosa mas o tema central é insistente.e na cópia que vi, ao final não era cantada a canção final que tem no disco).Encantador, bonito, divertido, são alguns adjetivos que poderíamos usar em relação a este novo  clássico instantâneo da Pixar, que deverá ganhar todos os prêmios de 2009. Extras: O curta Parcialmente Nublado (visto nos cinemas), o curta inédito A Missão Especial do Dug (Dug´s Special Mission, Ronaldo Del Carmen, 09, que conta um fato do filme por outro ponto de vista), A Aventura Está lá fora (a equipe conta sua viagem de estudos a  Venezuela  para conhecer os plateaus que inspiraram o filme), Cena Alternativa (Os diversos finais de Muntz), Comentários do diretor.

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11 dezembro 2009

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Estreias da semana em vídeo

Rubens Ewald Filho comenta as estreias da semana de 11/12 no cinema

Leia também sobre as estreias da semana:

+ Embarque Imediato, Praça Saens Peña, O Poder do Soul e Ouro Negro
+ Confusões em Família
+ O Amor Pede Passagem
+ Pré-estreia: Uma vida sem regras
+ A Princesa e o Sapo

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11 dezembro 2009

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Avatar, primeiras críticas

Agora é para valer. Na próxima quinta-feira, 17, já teremos as primeiras pré-estreias do tão aguardado Avatar, de James Cameron, que deve estrear normalmente na sexta, simultâneo com o resto do mundo.

Embora o trailer tenha deixado a gente temeroso, começam a chegar as primeiras críticas e são todas favoráveis. Dizem mesmo que ele será sério candidato ao Oscar de melhor filme e diretor.

O curioso é que isso colocaria James Cameron concorrendo com sua ex-mulher, Kathryn Bigelow, que fez Guerra ao Terror, numa inédita disputa em família.

E que também deve concorrer como trilha musical (James Horner), montagem, mixagem e som, direção de arte e possivelmente fotografia. E claro, efeitos visuais, que dizem ser certo. Mas não por seu elenco.

avatar 01 Avatar, primeiras críticas

Também dizem que tem defeitos, um deles sua excessiva metragem, marca registrada do diretor (tem 2 horas e 25 minutos), o diálogo nem sempre é perfeito (mesmo em Titanic não era) e os vilões são fracos.

Mas dizem que a parte do romance é mais convincente do que o de Leonardo DiCaprio e Kate Winslet em Titanic.  Porque o visual, dizem, é de tirar o fôlego.

Seu maior concorrente, tudo indica, é a comédia Up in the Air, que não deixa de ser um filme pequeno e modesto.

Veja mais:

+ Avatar

+ Confira mais um trecho de Avatar, que estreia dia 18

+ Todos os blogueiros do R7

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11 dezembro 2009

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Outras estreias da semana: Embarque Imediato, Praça Saens Peña, O Poder do Soul e Ouro Negro

Embarque Imediato

Comédia brasileira de Alan Fitterman (2009). Wagner (Jonathan  Haagensen, de "Cidade de Deus") sonha em deixar o Brasil e tenta fugir clandestinamente. Marilia Pêra faz Justina, que trabalha na aeroporto e tenta se livrar do namorado agente de gordinhas (José Wilker). Será que isso tudo faz sentido em época de terroristas, check points, revistas e aviões mal aparelhados e perigosos? De qualquer forma, é lançado nestes dias que são considerados os piores do ano para cinema (por causa da concorrência de compras de Natal!).

Praça Saens Peña

Para quem não conhece bem o Rio de Janeiro, é bom saber que essa é a praça principal do Bairro da Tijuca, que geograficamente é Zona Norte, mas de coração pertence a Zona Sul. Esse constante conflito está refletido neste filme de Vinicius Reis. De interesse relativo, em especial para paulistas. Mas que não é documentário como pode aparentar mais a história de um professor de literatura (Chico Diaz), sua mulher dona de loja (Maria Padilha) e a filha que ainda está na escola (Isabella Meirelles).

O Poder do Soul (Soul Power, 2008)

Documentário de Jeffrey Levy-Hinte, com imagens antigas do show realizado em 1974, Em Kinshasha, no Zaire, com elenco all star do Soul: James Brown, Célia Cruz, B B King, Miriam Makeba, Bill Withers, The Spinners. Para um publico limitado e especial.

Ouro Negro

Outra estréia nacional, dirigido por Isa Abulquerque. Com Danton Mello,  Thiago Fragoso, Luisa Curvo, Maria Ribeiro, Odilon Wagner, Chico Diaz. Livremente inspirado no livro, Ouro Negro, A Saga do Petróleo Brasileiro. Rodado em Alagoas. Em 1910, um médico alemão desenvolve fabrica de xisto, trabalhando em parceria com o cunhado (Daniel Dantas). Épico sobre a descoberta do petróleo.

Veja mais:

+ Galeria do filme Tropa de Elite 
 + Veja o trailer do filme Um Aprendiz de Feiticeiro
+ Novidade para os fãs de Star Trek no Twitter
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11 dezembro 2009

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Estreia – Confusões em Família

Confusões em Família ( City Island) . EUA, 09. Imagem. Com Andy Garcia, Julianna Margulies, Emily Mortimer, Alan Arkin. Dirigido e escrito por Raymond De Felitta.

Nada de especial, mas é uma comédia familiar divertida, uma espécie de "A Grande Família" americana (ou seja, sem a nossa característica chanchada), mas também sem o calor latino, as emoções à flor da pele dos brasileiros ou italianos.

Se fosse brasileiro tudo seria mais gritado, mais chorado e possivelmente mais engraçado. Mas é simpático assistir essa história passada numa região da cidade de Nova York que eu não tinha ouvido falar, um lugar chamado City Island (que aliás aparece relativamente pouco e mal fotografado). É lá que vive um pai de família tradicional da região, que trabalha como carcereiro e que tem piedade de um jovem prisioneiro que resolve levar para sua casa.

Antes que você pense alguma coisa errada, vem logo a explicação, Andy na verdade é o pai do rapaz, fruto de um romance do passado (a  mãe, ou seja ex-namorada já morreu e ele a deixou quando estava grávida). Agora se sentindo culpado, tenta ajudar o rapaz que no melhor estilo de filme americano é um bom sujeito e não dá nem em cima da irmã (que ele não sabe ser irmã, o que seria viável), mas ao contrário até ajuda a moça quando descobre que ela se tornou stripper para ganhar dinheiro.

Corre paralelo também a história de que Andy esconde da família que ele deseja se tornar ator e esta fazendo um curso de interpretação (Alan Arkin de "Pequena Miss Sunshine" faz o personagem) onde conhece uma jovem misteriosa (Emily Mortimer), que também esconde alguns segredos.

Juliana Margullies (que faz sucesso atualmente nos EUA numa nova série de teve chamada "The Good Wife") é a esposa que vai se encantar com o enteado (o promissor Steven Strait). Algumas das melhores piadas são justamente quando Andy vai fazer um teste para um filme e procura imitar seu ídolo Marlon Brando. Parece ser uma história autobiográfica de Raymond De Felitta que conheci anos atrás em Cannes com Café Society.

No Brasil, o cubano Andy tem fãs e o filme serve de passatempo.

Veja:

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