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20 dezembro 2011

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Conheça as canções finalistas para o Oscar

A Academia, através de seu ramo musical, escolheu as 39 canções que poderão concorrer ao Oscar. Três músicas de Rio podem concorrer ao prêmio.

rio Conheça as canções finalistas para o Oscar

A boa notícia é que, pelo menos, selecionaram três da animação Rio (que não entraram no Globo de Ouro para escândalo e pesar geral, nem como animação! Uma vergonha para o prêmio).

Tem também uma canção do documentário meio brasileiro que é José e Pilar da 02.

pilar Conheça as canções finalistas para o Oscar

The World I Knew, de African CatsLay Your Head Down, de Albert Nobbs, Star Spangled Man, de Capitão América: O Primeiro Vingador, Collision of Worlds, de Carros 2Dakkanaga Dugu Dugu, de DAM999,DAM999 Theme Song, de DAM999Mujhe Chod Ke, de DAM999, Rainbird, de Dirty GirlKeep On Walking, de The First GraderWhere the River Goes, de FootlooseHello Hello, de Gnomeo & Julieta.

Love Builds a Garden, de Gnomeo & Juliet, Bridge of Light, de Happy Feet 2, The Mighty Sven, de Happy Feet 2, Never Be Daunted, de happythankyoumoreplease, Hell and Back, de Hell and Back Again, The Living Proof, de Histórias Cruzadas, Coeur Volant, de A Invenção de Hugo CabretIt's How We Play, de I Don't Know How She Does It, When the Heart Dies, de In the Land of Blood and Honey, da Angelina Jolie, Já Não Estar,de José e Pilar.

happy Conheça as canções finalistas para o Oscar

The Keeper, de Machine Gun Preacher/Life's a Happy Song, de Os MuppetsMan or Muppet, de Os MuppetsPictures in My Head, de Os Muppets, Summer Song, de The Music Never Stopped, Imaginary Friends, deOlive, Sparkling Day, de Um Dia, Taking You with Me, de Nosso Irmão Sem Noção, The Greatest Song I Ever Heard, de POM Wonderful Presents The Greatest Movie Ever Sold.

Hot Wings, de RioLet Me Take You to Rio, de Rio, Real in Rio, de Rio, Shelter, de O Abrigo, Gathering Stories, de Nós Compramos Um Zoológico, Pop, de White Irish Drinkers, Think You Can Wait, de Win Win/Ganhar Ganhar, The Backson Song, de Winnie the Pooh, So Long, de Winnie the Pooh.

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20 dezembro 2011

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Nova temporada TCM – 50 Filmes para Ver Antes de Morrer – Parte 20

Todos os dias até 25 de dezembro estarei apresentando pelo canal TCM a nova edição dos 50 filmes que você não pode perder antes de morrer.

São dois filmes por noite, todos eles importantes e notáveis.

Eis o texto que eu digo no ar:

22h* – Perdidos na Noite (Midnight Cowboy, 1969)
midnightcawboys ok Nova temporada TCM – <i>50 Filmes para Ver Antes de Morrer</i> – Parte 20

Foi em 1969 que, pela primeira vez, o prêmio Oscar sentiu a influência da Revolução que tomava conta dos Estados Unidos. Movimentos de protesto contra a Guerra do Vietnã, a influência dos grupos hippies e da revolução sexual, tudo isso contribuiu para que pela primeira vez fosse premiado com o Oscar de Melhor Filme, Roteiro e Direção John Schelinger, o filme Perdidos na Noite/Midnight Cowboy que tinha a indicação de censura X, ou seja, era proibido para menores.

Uma censura que nem existe mais e hoje foi substituída por NC 17 que praticamente nunca é utilizada. O fato é que Hollywood nunca foi tão liberal quanto ao consagrar este filme que tinha uma história pouco convencional. Afinal, era sobre a amizade entre Joe Buck, Jon Voight, um vaqueiro do Texas, que se muda para Nova York na esperança de se tornar amante profissional de mulheres solitárias.

Não tem sorte, mas faz parceria com Ratso Rizzo, Dustin Hoffman, um vagabundo doente, que sonha em se mudar para Flórida. No fundo, é quase uma história de amor entre a dupla, que teve indicações para melhor ator tanto para o novato Voight quanto para Dustin, que vinha do êxito de A Primeira Noite de um Homem.

Na verdade, é uma história sobre a solidão, dois  perdidos na cidade grande. O filme não desaba num romantismo por causa da dupla central, Dustin procurando o patético e o improviso e Voight conseguindo passar o lado humano por trás das limitações da inteligência do personagem.

A direção do inglês Schlesinger é bem da época, com efeitos barrocos, imagens psicodélicas de uma Nova York muito drogada, muito louca. O filme ficou famoso também por ter lançado uma canção que se tornou sucesso: Everybody’s Talking. Não percam...

0h10* – Tora! Tora! Tora! (Idem, 1970)

tora Nova temporada TCM – <i>50 Filmes para Ver Antes de Morrer</i> – Parte 20

Os críticos não acham que o filme definitivo sobre o ataque japonês a base americana de Pearl Harbor, em dezembro de 1941, tenha sido o filme Pearl Harbor de 2001, feito por Michael Bay. Vamos conhecer hoje outro muito mais sério e menos sentimental e que foi realizado  pelos mesmos produtores de O Mais Longo dos Dias, que dramatizava o Dia D.

Seu nome é, justamente, o código que os japoneses utilizaram para esse ataque surpresa: Tora! Tora! Tora!. É baseado em livro homônimo que pesquisou todos os detalhes do ataque nos dois lados envolvidos. Tanto do agressor japonês, quanto da vítima americana. Por isso, a Fox resolveu produzir este em 1970, que foi a primeira coprodução entre Estados Unidos e Japão, e que utiliza realizadores dos dois países.

Richard Fleischer nas cenas americanas e Toshio Masuda e Kinji Fukasaku nas japonesas. Tem sempre o cuidado de narrar os dois lados do conflito, o do japonês, em sua própria língua, com legendas e o americano. E de não utilizar atores famosos demais, embora se possa reconhecer ainda Martin Balsam, Joseph Cotten, E. G. Marshall, James Whitemore, Jason Robards, e os japoneses Soh Yamamura e Tatsuya Mihashi.

É curioso que o cineasta japonês mais famoso no exterior, Akira Kurosawa, começou a trabalhar no projeto no que seria seu primeiro filme americano. Mas resistiu apenas duas semanas até ser despedido e na edição final nada foi utilizado de seu material.

Foi indicado aos Oscars de som, fotografia, montagem e direção de arte  e ganhou  um merecido Oscar de efeitos especiais com algumas cenas espetaculares, como o bombardeamento de aviões onde se vê realmente dublês enfrentando perigo. Coisas que não se repete mais hoje em dia com os efeitos digitais!

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20 dezembro 2011

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Livros EUA: Life Itself, a Memoir, de Roger Ebert

Livros EUA: Life Itself, a Memoir, de Roger Ebert. Grand Central Publishing. 438 páginas.

life itself a memoir Livros EUA: <i>Life Itself, a Memoir</i>, de Roger Ebert

Não sei se vocês já ouviram falar em Roger Ebert. Ele é basicamente o mais importante e famoso crítico norte-americano, principalmente porque fez durante muitos anos um programa de televisão sobre estreias de cinema chamado Siskel & Ebert at the Movies (de 86 a 2006, com o parceiro era Gene Siskel, já falecido de câncer).

Eu tentei algumas vezes emplacar esse programa, ou uma versão dele por aqui. São dois críticos falando das estreias de cinema, lançamentos ou livros sempre sobre o assunto.

A ideia é que um seja a favor, outro contra e eles discutam (amigavelmente) e ao final deem uma cotação, a deles era basicamente o thumbs up ou down (como em Gladiador, aprovando ou condenado o filme). Há pouco, José Wilker e eu até tentamos levar adiante este projeto (porque ao contrário do que as pessoas imaginam somos amigos e eu gosto muito dele), mas até agora não tivemos sucesso.

Enfim, Ebert se tornou graças a ele uma figura nacional, embora sua base seja Chicago (por isso é amigo de Oprah, que também vem de lá), uma cidade bela e gelada, sempre um pouco por fora do ápice do show business que é centrada em LA e NY. Mas ele conseguiu não apenas esse feito como também o de ser respeitado e ganhar mesmo um prêmio Pulitzer dentre outros.

Também publicou livros, tem site e tudo atesta que ele, antes de tudo, escreve muito bem, tem esse talento. E diante da média baixa dos colegas americanos é certamente dos melhores (perde segundo meu ponto de vista para Martin Scorsese, que eu admiro mais) menos superficial e festivo que o Leonard Maltin (daqueles famosos guias).

Conheço Ebert dos festivais, principalmente Cannes e Veneza, onde ele é celebrado e sempre aparece ao lado de sua mulher (é casado com uma advogada afro-americana e segundo conta deve muito a ela, que tem sido excelente companheira). Tentei entrevista Roger para a TV, mas recusou. A grande tragédia de sua vida é que há alguns ele teve há muitos anos atrás câncer nas glândulas salivares. Da primeira vez deu certo, mas o câncer voltou a aparecer e foi forçado a fazer outra operação, onde perdeu as cordas vocais e depois o próprio queixo.

Vocês imaginam a tragédia: um crítico que não pode falar! E nem engolir, nem comer nada que não seja líquido, até porque perdeu o sentido do gosto, sabor. Uma tristeza que foi se agravando porque as operações (acho que três) para solucionar o problema falharam. E ele teve que colocar uma espécie de prótese que o deixou deformado e esquisito (ele mesmo admite isso).

Felizmente ainda continua em ação já que tem o dom de escrever bem (coisa menos comum do que se pensa!).

E sempre de forma inteligente o que se comprova neste seu livro de memórias.

Onde eu tive a surpresa de descobrir que ele nunca foi apaixonado por cinema, mas só foi se aprofundar quando meio acidentalmente ganhou esse emprego (outra coisa muito comum, crítico por acidente de redação!) e dali em diante é que foi pesquisar e ajudado pelo fato de ter acesso mais fácil as pessoas famosas (afinal, mora nos EUA e não em um país qualquer emergente) se tornou muito amigo de alguns importantes, sendo o primeiro a apoiar Martin Scorsese (se encantou com o primeiro filme dele), Werner Herzog (aliás, nos livros temos as entrevistas com estes e mais encontros memoráveis com Lee Marvin, John Wayne, seu ídolo Robert Mitchum, Ingmar Bergman,Woody Allen, mas não Ingrid Bergman a quem ele considera sua atriz preferida).

Nascido em 18 de junho de 1942 em Urbana, Illinois, filho único, teve um infância normal, fez faculdade no Colorado e teve um início sexual tardio (ele conta tudo isso, mas não envolve tanto famosos quanto Piper Laurie).

Teve problemas graves com o alcoolismo (que conseguiu vencer) e não tem filhos (mas um casal de enteados). Chegou a ir estudar na África do Sul em Capetown e escreveu para o cinema o roteiro de De Volta ao Vale das Bonecas, de Russ Meyer, uma espécie de sátira ao filme anterior, nem sempre compreendido. Aí me identifico também porque ambos temos um pezinho na pornochanchada!

Sempre com excesso de peso (olha outra coisa semelhante a mim!) neste livro Roger se conta e se explica sem qualquer autopiedade. A verdade é que é muito bom ler um bonito texto, fluente, culto, inteligente, sem excesso de sentimentalismo e com aparente sinceridade (embora raramente nunca fale mal de alguém). Mais sobre um ser humano do que um cinéfilo.

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19 dezembro 2011

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Nova temporada TCM – 50 Filmes para Ver Antes de Morrer – Parte 19

Dia 19 de dezembro, segunda–feira.

Todos os dias até 25 de dezembro estarei apresentando pelo canal TCM a nova edição dos 50 filmes que você não pode perder antes de morrer. São dois filmes por noite, todos eles importantes e notáveis.

22h – Consciências Mortas (The Ow–Box Incident¸1943)

consciencias Nova temporada TCM – <i>50 Filmes para Ver Antes de Morrer</i> – Parte 19

Nosso filme de agora é simplesmente um dos melhores faroestes de todos os tempos. E ainda por cima pouco conhecido no Brasil. Chama-se Consciências Mortas/ The Ox Bow Incidente, de 1943. Depois de ter sido rejeitado por todos os estúdios, o diretor William Wellman comprou os direitos para o livro de Walter Van Tilburg Clark e foi a única vez que pôs dinheiro dele num projeto.

Em plena Segunda Guerra Mundial, querer fazer um filme sobre enforcamento de brancos era uma ousadia. Mas Darryl Zanuck, chefe da Fox, era um velho amigo e Wellman o procurou dizendo que era a melhor história que já havia lido. Acontece em Nevada, em 1885. Gil Carter e Art Croft chegam a uma cidade com problemas com vaqueiros. Quando chega a notícia de que um rancheiro conhecido foi assassinado, as pessoas ficam furiosas e formam um grupo em busca de vingança. Quando dois cowboys chegam a cidade, se tornam suspeitos, chegando ao linchamento de inocentes.

Os dois sabiam que não daria dinheiro e por isso o orçamento seria mínimo (daí o preto e branco é todo feito no fundo do quintal do estúdio) e ainda por cima, em troca, o diretor teve que fazer dois outros filmes para a Fox.

Quando pronto, chegaram a pensar até em arquivá-lo, mas Zanuck insistiu em lançá-la. Os críticos gostaram muito (Melhor Filme do National Board of Review, Ator e Coadjuvante) depois foi indicado ao Oscar de Melhor Filme (mas nenhum outro).

É preciso não esquecer que era uma época em que nos faroestes tudo era otimista e com música  nada realistas e o filme era uma surpresa. O astro Henry Fonda o considerava o ponto alto de sua carreira.

Discutindo linchamento e justiça, histeria coletiva, comportamento de grupo, direito, religião. O título original se refere ao lugar onde se realiza o pseudo-julgamento. É uma obra-prima ainda praticamente desconhecida também uma boa ocasião para fazer justiça ao grande diretor Wellman.

23h30 – Christine, o Carro Assassino (Christine, 1983)

cris Nova temporada TCM – <i>50 Filmes para Ver Antes de Morrer</i> – Parte 19

Foi John Carpenter quem praticamente deu nova vida ao  gênero terror nos anos 80 com os dois primeiros Halloween, com Jamie Lee Curtis, e depois com o admirado O Enigma de Outro Mundo, Starman, e sem esquecer naturalmente o super cult Fuga de Nova York, todos clássicos à sua maneira.

Mas há outro filme dele que é supere admirado e foi uma das primeiras adaptações para o cinema de uma obra de um escritor, mestre do gênero terror, o já então muito famoso Stephen King. Vamos assistir Christine, o Carro Assassino /Christine, de 1983, que foi escolhido por Carpenter, ainda quando era um manuscrito não publicado.

Também para não roubar o filme de sua verdadeira estrela, ou seja, o carro chamado Christine, ele preferiu escalar atores desconhecidos, embora Keith Gordon, que faz o protagonista Arnie já viesse de Vestida para Matar e All That Jazz e depois se tornou um bem sucedido diretor. Aliás, o mesmo sucedeu com seu amigo no filme John Stockwell.

Arnied é um adolescente nerd que fica obcecado com o seu carro, um Plymouth Fury 1958, que adquire vida própria, fica enciumado e passa a matar seus rivais. É claro que houve muitas imitações, mas nenhuma chegou aos pés deste que tem admiradores fervoroso.

Numa daqueles casos estranhos da vida imitando a arte, Stephen King sofreu um grave acidente, uma colisão que quase lhe foi fatal e lhe deixou sequelas. King comprou a van que o havia atropelado e pessoalmente a destruiu com um taco de beisebol, antes de matar para um ferro velho para ser destruída!

O fato é que você nunca verá um carro tão vivo, tão temperamental, tão divertido quanto esta Christine!

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19 dezembro 2011

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Livros EUA – Learning to Live out Loud A Memoir por Piper Laurie

rubens3 Livros EUA   <i>Learning to Live out Loud A Memoir</i> por Piper Laurie

Crown Archtype. 358 páginas.

De todas as biografias recentes (ou autobiografias, como é este caso), esta é certamente a que mais me interessou e cativou. Li o mais rápido possível em dois ou três dias, ansioso para saber tudo que ela contava.

É raro se ver uma atriz que além de escrever bem  seja tão sincera, não há ninguém creditado como coautor e não da a impressão de ter havido algum ghost. Ou que tenha tido uma vida tão intensa e diferente.

Aos 19 anos, Piper já era lançada como estrela pela Universal e se tornava mundialmente conhecida com um golpe publicitário (claro que mentira), de que ela se alimentava de pétalas de flores. Era coisa inventada por um publicista com muita imaginação e eram tempos mais ingênuos e todo mundo acreditou.

Essa ruiva bonitinha, um pouco gordinha para os padrões atuais, se tornou estrela movida pela maquina publicitária dos Estúdios da Universal (então Universal International) que ao mesmo tempo também fabricavam  na área masculina seus dois parceiros mais frequentes Tony Curtis e Rock Hudson (que não dava na época a menor pinta).

Imaginem que seu maior êxito foi uma aventura das mil e uma Noites, O Príncipe Ladrão, absurdo, mas divertido. Fez quatro filmes com Tony, que havia sido seu colega de escola de teatro, mas ele ficou enciumado e o sucesso foi lhe subindo a cabeça, principalmente quando se casou com Janet Leigh. Nos dois últimos eles nem mais se falavam, o que durou ate o fim da vida dele!

Enfim, foram anos de muitos filmes e bom salário semanal (15 de 1950 a 55, e teve de tudo comédia de Francis, o Mulo Falante, musicais onde realmente cantava e dançava, uma aventura (na tela só) com Tyrone Power. Sempre valorizando sua ruivice, mas nada muito memorável.

Foi quando Piper resolveu sair do estúdio, pedir rescisão do contrato e tentar carreira independente. Muitos fizeram isso, mas poucos deram certo. Ela foi dessas exceções.

Sua segunda carreira foi acontecer na televisão ao vivo já que teve a sorte de participar da chamada Época de Ouro do gênero, se tornando respeitada quando fez a versão para a teve de Days of Wine and Roses com Cliff Robertson (depois filmada com Jack Lemmon e Lee Remick) sob a direção de John Frankenheimer (só agora neste livro que vim a saber que eles tiveram um intenso romance, muito sensual que durou a vida inteira deles, e acabou de forma frustrada!).

Na verdade, Piper era danadinha e nada boba e tem a coragem de abrir o jogo ainda que sem forçar escândalos. Ela que na verdade se chama Rosetta Jacobs (nasceu em 22 de janeiro de 32, de família judia vinda da Russia) teve seu nome mudado pelo estúdio, para parecer irlandesa, e uma infância problemática - os pais sem dinheiro a colocaram num sanatório porque a irmã sofria de asma e ela mais nova foi junto por três ou quatro anos de muito sofrimento!

A mãe se revelou uma stage mother e tentou lançá-la como atriz infantil. Fez dois teses para cinema, mas entrou em pânico e nem conseguiu filmá-los. O título, alias, é sobre isso, Piper era muito calada, não conseguia se expressar em voz alta e clara, se afirmar, inclusive ter a segurança de viver  e pensar por si própria.

Sabem quem foi seu primeiro homem, que lhe tirou a virgindade, já com 18 anos? O futuro presidente, Ronald Reagan, com quem ela fez Os Maridos de Mamãe e que ela acusa de falta de sensibilidade. Não reclama de sua performance, mas ele nem percebeu que ela era virgem (nem para a mancha de sangue) e ainda mandou ela se tratar porque não teve orgasmo (segundo Piper, pela frieza de Ronald!).

Tempos depois Reagan quis atacar de novo e ela tirou o corpo fora e quase caiu para trás quando Piper lhe agradeceu por ter lhe tirado o fardo da virgindade! Ficaram interessados não é?

Eu fiquei surpreso dela confessar assim tão abertamente ligações românticas com muitos dos parceiros de filmagem, como Christopher Plummer, o produtor Lane Slater (durante mais de 10 anos), David Schine (envolvidos no McCarthismo) e se casou por 20 anos com um crítico de cinema de prestígio Joe Morgenstern (várias vezes ela comenta que crítico ganha pouco mesmo nos EUA!).

O caso mais curioso de todos foi quando ela rodou o filme Tim na Austrália e, na última noite de filmagem, transou com seu coastro Mel Gibson (ele tinha 23 anos, ela 45 !). Na época, é claro, ele não tinha essas loucuras de atualmente, como bebidas e fanatismo religioso.

Voltando  a carreira é interessante como os teleteatros lhe deram uma segunda chance, que lhe fez voltar por cima, primeiro com Famintas de Amor (ela elogia muito o diretor Robert Wise) e depois conseguindo uma primeira indicação ao Oscar por Desafio a Corrupção (61)(não diz nada sobre Paul Newman que esta sempre na historia ao lado da mulher Joanne Woodward).

E pasmem! Ela teve mais duas indicações, agora como coadjuvante, por Carrie, a Estranha de Brian de Palma (gosta muito dele e do filme que, por sinal, lhe deu uma terceira carreira, passando dali em diante a ser coadjuvante e finalmente uma nova indicação por Os Filhos do Silêncio, 86).

Também fez muita televisão, memoravelmente em Twin Peaks, para David Lynch quando se travestiu de japonês em segredo (ninguém no elenco sabia de nada fingiu ser homem e ex-integrante dos filmes de Kurosawa).

Teve indicações para o Emmy por Frasier, 93, Twin Peaks, 90 (2 uma como coadjuvante, outra como protagonista), Promise (87), a única vez que ganhou , St Elsewhere, 82, Os Pássaros feridos, 83, The Bunker, 81, Days of wine and Roses, 59, Deaf Heart, 58.  No Globo de Ouro foram 4 indicações e uma vitória (por Twin Peaks).

Isso sem falar que só agora perto dos 80 anos é que finalmente estreou como diretora (de curta por sinal já premiado). Sem duvida, uma sobrevivente e um caso bem sucedido de alguém que desistiu de ser apenas estrela para conseguir se tornar uma atriz respeitada em todas as mídias. Poderia dar mais detalhes, contar outros momentos interessantes do livro (que termina com um pesadelo e uma prece onde finalmente faz as pazes com a mãe já falecida). Mas prefiro apenas confirmar que esta foi das melhores autobiografias que já li. Foi um prazer conhecer melhor este ídolo de infância que finalmente tomou a palavra.

Filmografia Cinema

2010 - Another Harvest Moon. Hesher. 2009 Saving Grace B. Jones. Bad Blood... The Hunger. 2007 Hounddog. 2006 A Garota Morta (The Dead Girl com Toni Colette). 2006  Bad Blood. 2004 Um Funeral Muito Louco (Eulogy com Ray Romano). 1999 The Mao Game. A Carga Maldita (Palmer´s Pickup de Christopher Coppola). 1998 Prova Final (The Faculty de Robert  Rodriguez). 1997 St. Patrick's Day.1995 Acerto Final (The Crossing Guard com Jack Nicholson). Ensina-me a Viver (The Grass Harp com  Walter Matthau). 1993 Trauma (Idem de Dario Argento). Recordações (Wrestling Ernest Hemingway com Richard Harris).

1992 - Uma Razão para o Amor (Rich in Love com Albert Finney). Storyville - Um Jogo Perigoso (Storyville com James Spader). 1991 Com o Dinheiro dos Outros (Other People´s  Money com Gregory Peck). 1989 Um Sonho Diferente (Dream a Little Dream com Jason Robards). 1989 Mother, Mother (CM). O Tigre ou O Tigre de Varsóvia (Tiger Warsaw com Patrick Swayze). Encontro Marcado com a Morte (Appointment with Death com Peter Ustinov). 1987 - Distortions. 1986 - Filhos do Silêncio (Children of a Lesser God com William Hurt). 1985 - O Mundo Fantástico de Oz (Return to Oz). 1981 Macbeth (vídeo) - 1979 - Tim - Anjos de Aço (Tim, na Austrália, com Mel Gibson).

1978 The Boss' Son com Rita Moreno. 1977  Ruby, Amante Diabólica (Ruby com Stuart Whitman). 1976 - Carrie, a Estranha (Carrie de Brian DePalma com Sissy Spacek). The Woman Rebel. 1961 - Desafio à Corrupção (The Hustler com Paul Newman). 1957 Famintas de Amor ( Until They Sail de Robert Wise com Paul Newman). Kelly e Eu (Kelly and Me com Van Johnson). 1955 Perdoa-me Amor (Ain't Misbehavin' com Rory Cahoun). Fuga Heróica (Smoke Signal com Dana Andrews). 1954 Dinastia do Terror (Dawn at Socorro com Rory Calhoun ). A um Passo da Morte (Johnny Dark com Tony Curtis).

Tenho Sangue em Minhas Mãos (Dangerous Mission com Victor Mature). 1953 A Espada de Damasco (The Golden Blade com Rock Hudson). O Aventureiro do Mississipi (The Mississippi Gambler com Tyrone Power). 1952 O Filho de Ali Baba (Son of Ali Baba com Tony Curtis). Sinfonia Prateada  (Has anybody seen my Gal, de Douglas Sirk com Rock Hudson). E o Noivo Voltou (No Room for the Groom de Douglas Sirk com Tony Curtis). 1951 O Príncipe Ladrão (The Prince Who Was a Thief com Tony Curtis). 1951 Francis nas Corridas ( Francis Goes to the Races com Donald O´Connor). 1950 O Leiteiro (The Milkman com Donald O´Connor). Os Noivos de Mamãe ( Louisa com Ronald Reagan).

TV 1955 - Broadway. Quality Town. 1956 -The Road that Led Afar. 1957 The Deaf Heart 1956 The Ninth Day. The Road That Led Afar The Changing Ways of Love. The Ninth Day 1958 The Days of Wine and Roses. 1959- The Innocent Assassin.Winterset. Caesar and Cleopatra. 1960 Legend of Lovers. You Can't Have Everything. 1961 - A Musket for Jessica. – 1963 - Mission of Fear.  Something About Lee Wiley. 1977 In the Matter of Karen Ann Quinlan. 1978 Rainbow. 1980 - Skag (série de TV). 1981 The Bunker com Anthony Hopkins. 1982 Mae West - A Deusa do Amor (Mae West). 1983 Os pássaros Feridos (Minissérie).

1985 Suave é a Noite (Tender Is the Night. Minissérie) Love, Mary. Overdose. 1986 - Promise. 1988 Em Busca da Luz (Go Toward the Light. (TV com Linda Hamilton) 1990 - Conexão Patriótica ( Rising Son) . 1990-1991 Twin Peaks (série). 1993 Amor Mentiras e Canções de Ninar (Love, Lies & Lullabies com Susan Dey. 1994 Shadows of Desire. 1995 Relações Perigosas (Fighting for My Daughter). 1996 A Caminho de um Sonho (The Road to Galveston). In the Blink of an Eye. 1997 Intensity. Alone. A Christmas Memory. 1999 O Vento Será Sua Herança (Inherit the Wind). 2000 Possuído Pelo Demônio (Possessed com Christopher Plummer). 2001 As Parteiras (Midwives com Sissy Spacek). 2001 Construindo um Sonho (The Last Brickmaker in America com Sidney Poitier).

 

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18 dezembro 2011

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Nova temporada TCM – 50 Filmes para Ver Antes de Morrer – Parte 18

Dia 18 de dezembro, domingo.

Todos os dias até 25 de dezembro estarei apresentando pelo canal TCM a nova edição dos 50 filmes que você não pode perder antes de morrer. São dois filmes por noite, todos eles importantes e notáveis.

22h –  A Última Tentação de Cristo (The Last Temptation of Christ, 1988)

cristo 1 Nova temporada TCM – <i>50 Filmes para Ver Antes de Morrer</i> – Parte 18

Nosso filme de hoje foi um dos grandes escândalos e polêmicas da história do cinema moderno. É  A Última tentação de Cristo/The Last Temptation of  Christ, de Martin Scorsese, que em 1988 provocou uma enorme reação. Houve boicotes e  protestos por parte da igreja católica e seus fiéis fundamentalistas. Para surpresa do próprio diretor, que era católico e admirador do livro original do grego Niko Kazantazakis que explora o conflito entre a fé e a carne, a religião e o ser humano.

ultima tentação de cristo 1 Nova temporada TCM – <i>50 Filmes para Ver Antes de Morrer</i> – Parte 18

Conta a história de Jesus Cristo, já maduro, que aceita sua missão de Messias, mas na cruz tem sua última tentação quando um anjo lhe acena com a possibilidade de ter uma vida normal, se casando com Maria Madalena, tendo filhos, etc. Tem então dúvidas quanto a levar adiante a palavra de Deus.

O filme teve um orçamento modesto que obrigou Scorsese a rodar apenas no Marrocos com um elenco de amigos como Harvey Keitel, que faz Judas, e Barbara Hershey  como Maria Madalena. É muito valorizado pela bela trilha musical “world music” de Peter Gabriel e a brilhante fotografia do alemão Michael Baulhaus. Scorsese chegou a ser indicado ao Oscar de melhor diretor, mas nunca achei que ele tivesse a intenção de ser blasfemo ou provocador. Mas a melhor maneira é você assistir e julgar.

A Última Tentação de Cristo Nova temporada TCM – <i>50 Filmes para Ver Antes de Morrer</i> – Parte 18

Com vocês A Última Tentação de Cristo, um dos filmes que você precisa ver.


1h05 – Uma Noite na Ópera (A Night at The Opera, 1935)

opera 1 Nova temporada TCM – <i>50 Filmes para Ver Antes de Morrer</i> – Parte 18

Hoje é noite de festa porque vamos assistir uma das comédias mais famosas do cinema, Uma Noite na Opera/A Night at the Ópera, de 1935, o primeiro filme dos Irmãos Marx na Metro, onde tiveram sua melhor fase, também a mais popular. Também o primeiro sem o quarto irmão, Zeppo, que fazia o galã nos filmes anteriores  e se sentia inútil junto ao trio.

Foi supervisionado pelo protetor deles no estúdio, o brilhante produtor Irving Thalberg. É provavelmente o melhor filme da carreira deles, mais bem produzido e equilibrado e com um casal romântico Allan Jones e Kitty Carlisle mais integrado à história.

opera 2 Nova temporada TCM – <i>50 Filmes para Ver Antes de Morrer</i> – Parte 18

A figura dominante continua a ser Groucho, que faz um empresário de Ópera malandro, que tenta tirar dinheiro de uma mecenas milionária, a eterna Margaret Dumont. Chico e Harpo são amigos de um cantor amador que tenta subir na carreira. Quando todos se encontram em um navio, que leva a companhia de Ópera em excursão, está armada a confusão

Como em todos os filmes deles, ajuda dominar o inglês e ter razoável conhecimento de expressões idiomáticas e cultura americana. Ainda assim o filme é repleto de momentos geniais do trio, como a briga entre Chico e Groucho pelo contrato do cantor, a cabine de navio de Groucho lotada de pessoas ou o clímax no teatro de Ópera.

opera 3 Nova temporada TCM – <i>50 Filmes para Ver Antes de Morrer</i> – Parte 18

Os filmes deles costumam provocar reações extremas, então não se assuste se não morrer de rir imediatamente. Insista porque eles acabam viciando.

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17 dezembro 2011

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Morre Sérgio Britto

Faleceu no Rio o grande ator Sérgio Britto, aos 88 anos, depois de ficar mais de um mês internado.

Acho oportuno republicar o comentário que fiz sobre ele em sua autobiografia recente, que por sinal, ganhou um prêmio Jabuti.

O Teatro & Eu Memórias  Sérgio Britto

Tinta Negra Editora. 2010teatro eu sergio britto blog Morre Sérgio Britto

Uma bela capa e uma bela edição começam recomendando este novo livro do ilustre e querido ator Sérgio Britto que, aos 86 anos, reflete com maturidade sobre sua vida, carreira e trajetória.

Mas acho que o grande diferencial é que ele comenta não apenas sobre o que fez, mas também sobre o que assistiu e o marcou em anos de constantes viagens a Broadway  e diversos lugares do exterior. É um conceito raramente usado, mas que resulta num livro extremamente informativo e bom de ler.

É verdade que não é fácil encontrar alguém que encare o passado e o presente com a tranquilidade de Sérgio, assumindo suas opções sexuais (ser homossexual), mas sem nunca se render a meras fofocas, ou entregar ninguém.

Com frequência ele se questiona sobre a vida e a arte, e isso só enriquece a obra. Ainda que ele possa se dar ao luxo de dar um puxão ocasional de orelha numa pessoa mais difícil de contracenar, como foi o caso de Beatriz Segall, ou um diretor menos aberto, Celso Nunes. Mas sempre sem amargura ou maldade.

Muitas vezes tenho me queixado do fato de que cada vez mais São Paulo e Rio se tornam dois países diferentes, até mesmo - ou principalmente, na parte cultural.

Os gostos vão  se diferenciando e cada vez temos menos acesso ao que os cariocas fazem e assistem, e quando os espetáculos chegam aqui, se perdem naquela sala distante e misteriosa do Banco do Brasil, que vemos como risco de vida.

Ou não são devidamente valorizados. O livro demonstra que Sérgio passou grande parte de sua carreira em São Paulo, seja no Teatro Maria Della Costa, no TBC, mas sem dúvida, o apogeu foi com o Teatro dos Sete, ao lado de Fernanda Montenegro, o recém falecido e maravilhoso Ítalo Rossi, Fernando Torres e depois no Teatro dos Quatro.

É no Rio onde Sérgio é mais conhecido e amado, até mesma pela classe. Durante anos ficou famosa e lendária sua coleção de vídeos e seu amor pelo cinema clássico, além de um programa cultural pela TVE.

Silvio de Abreu chegou a convidá-lo para fazer Passione ao lado de Cleyde Yáconis, mas ele já estava com problemas de saúde e teve que recusar. Foi substituído pelo também grande Leonardo Villar.

Digo isso para me desculpar por não ter acompanhado tão de perto a carreira dele (e que curriculum, é provável que seja o melhor de qualquer ator de sua geração!) e mesmo sem mal conhecê-lo pessoalmente, fui apresentado, mas nunca conversei, para meu desgosto.

Talvez por isso fiquei tão impressionado com o livro que devorei com avidez e que recomendo sem restrições.

Lê-lo foi uma viagem esclarecedora, culta, inteligente e totalmente prazerosa.

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17 dezembro 2011

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Nova temporada TCM – 50 Filmes para Ver Antes de Morrer – Parte 17

Dia 17 de dezembro, sábado.

Todos os dias até 25 de dezembro estarei apresentando pelo canal TCM a nova edição dos 50 filmes que você não pode perder antes de morrer. São dois filmes por noite, todos eles importantes e notáveis.

22h – Apocalypse Now (Idem, 1979)

denis Nova temporada TCM – <i>50 Filmes para Ver Antes de Morrer</i> – Parte 17

Em 1989, Francis Ford Coppola apresentou no Festival de Cannes uma versão ainda não finalizada do seu filme Apocalypse Now, usando pela primeira vez a expressão "work in progress".  E mesmo assim acabou levando a Palma de Ouro, o prêmio maior do Festival ainda que empatado com o alemão O Tambor.

Inspirando-se no livro The Heart of Darkness, de Joseph Conrad, situa a ação no Vietnã, em 1969, quando um oficial das forças especiais americanas, Capitão Willard, interpretado por Martin Sheen, recebe uma missão secreta de matar outro americano, o renegado Coronel Kurtz, Marlon Brando, que desobedecendo a ordens, fugiu para o Cambodja.

Descendo o rio num barco, não é apenas uma viagem normal, mas um jornal literal e metaforicamente, até a loucura, onde se encontra face a face com o horror moral da guerra. Na verdade, matador e vítima são aspectos diferentes de um mesmo homem.

Coppola afirmava que o filme não era sobre a Guerra do Vietnã, era a própria Guerra do Vietnã.  É quase como uma “trip” alucinógena (ou “bad trip”, com cenas progressivamente surrealistas. A mais famosa é sem dúvida a do megalomaníaco oficial, Robert Duvall, que ataca uma aldeia ao som de Wagner só para poder ver seus subordinados praticarem o surfe.  Repleto de frases famosas, uma incrível trilha musical e uma espetacular fotografia do italiano Vittorio Storaro,  ganhou um clima de alegoria, de autêntico apocalipse.

Na verdade o filme foi injustiçado pelos Oscars tendo sido premiado como melhor fotografia e som. Indicado para melhor ator coadjuvante (Robert Duvall), direção de arte, diretor. Mas é uma extraordinária loucura de um cineasta muito talentoso e egocêntrico no auge de seu poder criativo.

Um detalhe importante: O título do filme que parece não ter explicação na história é justificado porque na vila de Kurtz/Brando há um pôster onde se lê: “nosso lema: Apocalypse Now!"

0h55 – A Mansão do Terror (The Pit and The Pendulum, 1961)

mansao Nova temporada TCM – <i>50 Filmes para Ver Antes de Morrer</i> – Parte 17

Ninguém tira de Roger Corman a honra de ser o mais importante produtor do cinema independente americano. Ele que ganhou ano passado um prêmio especial da Academia por sua carreira. Já produziu mais de 395 filmes, dirigiu cerca de 48, sempre com orçamento modesto e o máximo de resultado. Por isso, é reconhecido como o Rei dos filmes classe B desde o final dos anos 80 até a atualidade. Mas foi da produtora e distribuidora American-International, que aprendeu a realizar filmes rápidos e baratos com que  alimentou o mercado de cinemas drive-ins, frequentado por jovens. Foi também ele que deu respeitabilidade aos filmes de terror com sua série de adaptações de obras do lendário autor, Edgar Allan Poe.

Agora vamos justamente assistir a mais famosa e elogiada deles, A Mansão do Terror (The Pit and the Pendulum, de 1961. A única vez em que ele trabalhou com um dos ícones do cinema de terror a inglesa Barbara Steele, famosa por A Máscara do Demônio, de Mario Bava, e Fellini Oito e Meio.

Quem fez a adaptação foi seu colaborador habitual, o grande escritor do gênero fantasia/ficção científica Richard Matheson, também autor de Encurralado, Em Algum Lugar do Passado e O Incrível Homem que Encolheu. Ele aproveitou um famoso conto de Poe, chamado O Poço e o Pendulo, de 1842, e naturalmente para fazer o papel central, Corman chamou o seu amigo Vincent Price, que faria todos os sete filmes da série baseada em Poe.

O galã era famoso na época John Kerr, de Chá e Simpatia e Ao Sul do Pacífico, que faz Francis Barnard que vai a Espanha quando ouve falar que a irmã Elizabeth morreu. Seu marido Nicholas Medina é o filho do mais selvagem torturador da Inquisição Espanhola e Francis desconfia que há algo errado. Aos poucos vão sendo desvendados os segredos até o clímax quando será usado o famoso pêndulo da morte.

Sem deixar de ter um toque de humor, sempre presente no trabalho de Vincent Price, este conto gótico é um dos filmes que você não pode deixar de ver.

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17 dezembro 2011

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Coluna de DVD – Lançamentos

Rebelião na Índia * King of the Khyber Rifles

Áudio: Inglês, Esp. Leg: Português. Aventura, Standard. 100 min. Cor.  1953. EUA. Cult Classic. 14 anos.

Diretor: Henry King. Elenco: Tyrone Power, Terry Moore, Michael Rennie,  John Justin, Guy Rolfe, Richard Wyler, Argentina Brunetti.

tyrone Coluna de DVD   Lançamentos

Sinopse: O Capitão Alan King é mestiço de indiano apesar de servir ao exercito britânico de ocupação. Tem problemas não apenas quando namora a filha do general, mas quando um amigo de infância se revela o líder dos rebeldes.

Comentários: Este foi um dos primeiros filmes (o quarto) da Fox feitos pelo sistema de tela larga, Cinemascope, que invariavelmente sofrem quando transpostos para o Home Video. Na época os cineastas não sabia lidar ainda com as novas lentes e não faziam planos próximos (mesmo o astro Power tem um ou dois planos onde se vê melhor o rosto, numa fotografia com frequência escura). E esta cópia simplesmente reduz a proporção de maneira que todos os enquadramentos ficam deformados, cortados dos lados e feios (não tem nem mesmo o processo Scan que era usado na TV puxando para um dos lados).

Isso derruba uma aventura que já não era nenhuma maravilha, antiquada e colonialista que Power (1914-58) faz sem convicção. Tem pouca ação, uma heroína moderna demais (Terry), conflitos racistas mal delineados, locações não convincentes (Alabama Hills, em Lone Pina, Iverson Ranch, Sierra Nevada, tudo na própria Califórnia) que não se decide entre As Mil e uma Noites ou a caracterização da Índia.

O único ponto alto é uma retumbante trilha musical do grande Bernard Hermann (Cidadão Kane). Hollywood já fez aventuras desse tipo muito melhor (como em Gunga Din ou Lanceiros da Índia). Ignore.

Uma Noite mais que Louca  * Take me Home Tonight

Áudio: Inglês, Esp. Leg: Português. Comédia. Widescreen.97  min. Cor.  2011. EUA. Universal. 14 anos.

Diretor: Michael Dowse. Elenco: Topher Grace, Anna Faris, Dan Fogler, Teresa Palmer, Chris Pratt, Michael Biehn, Lucy Punch, Michelle Trachenberg, Angie Everhart.

danca Coluna de DVD   Lançamentos

Sinopse: No fim dos anos 80, Matt formado pela MIT larga tudo e vai trabalhar numa locadora de vídeo. Quando o melhor amigo Barry é mandado embora de seu emprego, eles roubam um carro e vão para uma festa onde ele tentará conquistar a garota de seus sonhos.

Comentários: Inédito em nossos cinemas. É uma tristeza ver Topher (de That 70´s Show) estragar sua carreira com esta pseudo comédia irresponsável e tola (dá mau exemplo apoiando roubo de carros, feitos tresloucados arriscando a vida, para não falar na infantilidade do protagonista e a absoluta falta de graça de seu dito melhor amigo, o Jack Black dos pobres, Dan Fogler).

Também ainda mais desperdiçada está Anna Faris, irreconhecível como a irmão do herói que está para se casar. O filme teve problemas com o uso excessivo de drogas em cena e foi salvo pelo produtor Brian Grazer da Imagine (levou quatro anos para ser distribuído e podia muito bem ter ficado na prateleira).

O  título original se refere a canção de Eddie Money e Ronnie Spector. Rodado em Phoenix, Arizona, que tenta se passar pela Califórnia e homenagear American Graffiti.

O Menino de Ouro ** Foster

Áudio: Inglês, Port. Leg: Port, Ingl. Fantasia. Widescreen. 90 min. Cor.  2011. Ingl. Califórnia. 10 anos.

Diretor: Jonathan Newman. Elenco: Toni Colette, Maurice Cole, Ioan Guffrudd, Hayley Mills, Richard E. Grant, Anne Reid.

Sinopse: Zooey e Alec Morrison estão casados e tem problemas para ela engravidar. Pensam em adotar e conhecem um menino de sete anos, Eli, super inteligente e original (usa roupa de adulto e chapéu) que irá morar com eles e mudar sua vida.

Comentários: Inédito em nossos cinemas. Uma fantasia (não deixem lhe contar o final) valorizada pelo elenco. Talvez porque foi recentemente mãe a excelente atriz Toni Colette consentiu em participar desta história leve e familiar aonde o destaque vai pela curiosidade de rever a ex-atriz infantil Hayley Mills e Richard E. Grant fazendo um vagabundo filósofo. É uma fábula leve e bonitinha, mas dispensável. O diretor britânico expandiu aqui um curta que fez em 2005.

Desconstruindo Harry **** Deconstructing Harry

Áudio: Inglês, Port. Leg: Português. Comédia. Widescreen. 96 min. Cor.  1997. EUA. Flashstar. 12 anos.

Diretor: Woody Allen. Elenco: Woody Allen, Richard Benjamin, Kirstie Alley, Billy Crystal, Judy Davis, Elisabeth Shue, Demi Moore, Robin Williams. Sinopse: Escritor em crise vai visitar sua antiga escola.

allen Coluna de DVD   Lançamentos

Comentários: Lembram-se daquele Woody Allen neurótico, que recusava sair de Nova York, odiava a imprensa e fazia filmes herméticos? Pois ele mudou muito. Nada com um romance e posterior casamento com uma moça quarenta anos mais nova que ele para virar a cabeça de qualquer sessentão.

Allen surtou e a prova disso está neste filme que nos chegou aos cinemas já com atraso de dois anos. Pela primeira vez num filme, ele utiliza palavrões (de monte), brinca explicitamente com sexo (uma das cenas chaves mostra um casal adúltero fazendo sexo oral) e até faz confissões (seu personagem adora prostitutas!). Felizmente este surto tem momentos geniais.

A partir da primeira sequência ele procura também a desconstrução da imagem. É a história de Harry Block, um escritor em bloqueio criativo que faz uma viagem para receber um prêmio em sua antiga escola. Mas Woody não tem pudor em desperdiçar ideias brilhantes em meros episódios passageiros.

Tem até Demi Moore fazendo pontinha e Robin Williams como um homem que está meio fora de si (e por si sempre aparece desfocado!). Nem todas as ideias dão certo, quando ele dá vida a seus personagens fictícios (está ficando cada vez mais árduo separar a ficção de sua autobiografia).

Mas o amor lhe rejuvenesceu. Woody parece um jovem cineasta, fervilhando de ideias e criatividade. Uma pena que justamente nesse momento ele tenha perdido seu público. Nos Estados Unidos ao menos, mas não aqui, a plateia se afastou dele e este filme criativo ficou esquecido.

Sai em DVD no bom momento em que Allen tem o sucesso de Meia Noite em Paris. É bom conferir.

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16 dezembro 2011

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O Globo de Ouro e o SAG

globo de ouro1 O Globo de Ouro e o SAG

Por uma infeliz coincidência eu fui ao Rio fazer uma palestra, justamente nos dias em que foram divulgadas as listas dos dois prêmios mais importantes antes do Oscar, e ainda por cima de ambos eu vou fazer a transmissão ao vivo pela TNT agora em janeiro.

Por isso lamento ter atraso a publicação e não ter tido tempo de analisar a lista com maior atenção e profundidade, mas faremos isso nos próximos dias. As pessoas têm me perguntado sobre a importância de ambos.

Sem dúvida, esta patente a vontade que todos têm de derrubar ou roubar do Globo seu lugar de ser a prévia do Oscar. Todos o odeiam na imprensa americana e têm inveja da Associação dos Correspondentes Estrangeiros, procurando ridicularizá-lo. Este ano eles custaram a anunciar seus indicados e ainda insistem em colocar o Ricky Gervais como apresentador! Ou seja, estão fazendo besteira.

Na verdade nos últimos anos tenho achado o Globo mais importante na parte de televisão, onde tem sido mais esperto e atento do que o conservador Emmy. O fato de dividir entre comédia e drama, o que é uma coisa certa, faz com que tenha o dobro de candidatos/indicados ou seja, nesse caso fica difícil comparar com o Oscar (que ignora comédia quase sempre). Só que como diretor a lista fica reduzida e ignora certos nomes (mas não George Clooney por Tudo pelo Poder, na verdade, ele é bom diretor, mas o filme não decolou, só que as jornalistas do premio são encantadas com ele! No fundo ele foi o grande vencedor desta lista).

E no fundo, o que se viu foi uma complicação/síntese de todos os prêmios anteriores e com certeza não será tão diferente do Oscar. De errado mesmo esta a ausência de Rio como animação, em troca do desprezado Carros 2, de interessante, a presença de Woody Allen em 4 indicações! O resto já se sabia, que O Artista é super querido por todo mundo, que Os Descendentes idem, que Scorsese dirigiu lindamente Hugo (alguns o criticam o filme como chato), que Help Histórias Cruzadas já perdeu seu momento e que as pessoas fizeram muito mal em não ver Missão Madrinha de Casamento (que já tinha dito que era a Melhor Comédia do Ano, só perdeu para Amor a Toda Prova/Crazy Stupid Love, para mim um dos grandes filmes do ano).

Ao menos se lembraram de Gosling como ator em comédia! O rapaz é realmente o melhor de sua geração, mas é absurdo deixarem lado Steve Carell e Emma Stone. Acho J. Edgar um equívoco na direção e no elenco (e cadê o Planeta dos Macacos, a Origem?). A indicação de Kate Winslet e Jodie Foster por Carnage parece média! Assim como o filme de Angelina Jolie concorrendo pela Bósnia? (Aliás, o filme teve prêmio especial Stanley Kramer, para fitas de conteúdo social, ofertado pelo Sindicato dos Produtores! Sinal do prestigio dela).

Reclamam de algumas omissões: Gosling por Drive, Melissa McCarthy como coadjuvante por Madrinha, a ausência total do filme de Stephen Daldry e do fato dos votantes serem deslumbrados por celebridades, assim Madonna foi indicada por canção e Glenn Close pela letra da canção do filme Albert Nobbs.

Vamos ver a lista do Globo

FILME - DRAMA
Os Descendentes
Histórias Cruzadas
A Invenção de Hugo Cabret
Tudo pelo Poder
O Homem Que Mudou o Jogo
Cavalo de Guerra

FILME - COMÉDIA OU MUSICAL
50%
The Artist
Missão Madrinha de Casamento
Meia-Noite em Paris
My Week With Marylin

DIRETOR
Woody Allen - Meia-Noite em Paris
George Clooney - Tudo pelo Poder
Alexander Payne - Os Descendentes
Michel Hazanivicous - The Artist
Martin Scorsese - A Invenção de Hugo Cabret

ATOR - DRAMA
George Clooney - Os Descendentes
Leonardo DiCaprio - J. Edgar
Michael Fassbender - Shame
Ryan Gosling - Tudo pelo Poder
Brad Pitt - O Homem Que Mudou o Jogo

ATRIZ - DRAMA
Glenn Close - Albert Nobbs
Viola Davis - Histórias Cruzadas
Rooney Mara - Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres
Meryl Streep - A Dama de Ferro
Tilda Swinton - Precisamos Falar Sobre o Kevin

ATOR - COMÉDIA OU MUSICAL
Jean Dujardin - The Artist
Brendan Gleeson - O Guarda
Joseph Gordon-Levitt - 50%
Ryan Gosling - Amor a Toda Prova
Owen Wilson - Meia-Noite em Paris

ATRIZ - COMÉDIA OU MUSICAL
Jodie Foster - Carnage
Charlize Theron - Jovens Adultos
Kristen Wiig - Missão Madrinha de Casamento
Michelle Williams - My Week with Marilyn
Kate Winslet - Carnage

ROTEIRO
Meia-Noite em Paris
Tudo pelo Poder
The Artist
Os Descendentes
O Homem Que Mudou o Jogo

ATOR COADJUVANTE
Kenneth Branagh - My Week with Marilyn
Albert Brooks - Drive
Jonah Hill - O Homem Que Mudou o Jogo
Viggo Mortensen - Um Método Perigoso
Christopher Plummer - Toda Forma de Amor

ATRIZ COADJUVANTE
Bérénice Bejo - The Artist
Jessica Chastain - Histórias Cruzadas
Janet McTeer - Albert Nobbs
Octavia Spencer - Histórias Cruzadas
Shailene Woodley - Os Descendentes

FILME ESTRANGEIRO
The Flowers of War
In The Land of Blood and Honey
O Garoto da Bicicleta
A Separação
A Pele que Habito

ANIMAÇÃO
As Aventuras de Tintim
Operação Presente
Carros 2
Gato de Botas
Rango

TRILHA SONORA
The Artist - Ludovic Bource
Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres - Trent Reznor, Atticus Ross
A Invenção de Hugo Cabret - Howard Shore
Cavalo de Guerra - John Williams
W.E. - Abel Korzeniowski

CANÇÃO ORIGINAL
Albert Nobbs
Gnomeu e Julieta
Histórias Cruzadas
Redenção
W.E.

TV

SÉRIE DE TV - DRAMA
American Horror Story
Boardwalk Empire
Boss
Game of Thrones
Homeland

SÉRIE DE TV - COMÉDIA OU MUSICAL
New Girl
Modern Family
Enlightened
Glee
Episodes

ATOR EM SÉRIE DE TV - DRAMA
Steve Buscemi - Boardwalk Empire
Bryan Cranston - Breaking Bad
Kelsey Grammer - Boss
Jeremy Irons - The Borgias
Damian Lewis - Homeland

ATOR EM SÉRIE DE TV - COMÉDIA
Alec Baldwin - 30 Rock
David Duchovny - Californication
Johnny Galecki - The Big Bang Theory
Thomas Jane - Hung
Matt LeBlanc - Episodes

ATRIZ EM SÉRIE DE TV - DRAMA
Claire Danes - Homeland
Mireille Enos - The Killing
Julianna Margulies - The Good Wife
Madeleine Stowe - Revenge
Callie Thorne - Necessary Roughness

ATRIZ EM SÉRIE DE TV - COMÉDIA
Laura Dern - Enlightened
Zooey Deschanel - New Girl
Tina Fey - 30 Rock
Laura Linney - The Big C
Amy Poehler - Parks and Recreation

ATOR EM MINISSÉRIE OU FILME PARA TV
Hugh Bonneville - Downton Abbey
Idris Elba - Luther
William Hurt - Too Big to Fail
Bill Nighy - Page Eight
Dominic West - The Hour

ATRIZ EM MINISSÉRIE OU FILME PARA TV
Romola Garai - The Hour
Diane Lane - Cinema Verite
Elizabeth McGovern - Downton Abbey
Emily Watson - Appropriate Adult
Kate Winslet - Mildred Pierce

ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE, MINISSÉRIE OU FILME DE TV
Jessica Lange - American Horror Story
Kelly Macdonald - Boardwalk Empire
Maggie Smith - Downton Abbey
Sofia Vergara - Mildred Pierce
Evan Rachel Wood - Mildred Pierce

ATOR COADJUVANTE DE SÉRIE, MINISSÉRIE OU FILME DE TV
Peter Dinklage - Game of Thrones
Paul Giamatti - Too Big to Fail
Guy Pearce - Mildred Pierce
Tim Robbins - Cinema Verite
Eric Stonestreet - "Modern Family

FILME OU MINISSÉRIE DE TV
The Hour
Downton Abbey
Cinema Verite
Mildred Pierce
Too Big to Fail

O SAG O Sindicato dos Atores (Screen Actors Guild)

Como a maior parte dos votantes do Oscar são atores, estas indicações são vistas como uma prévia do Oscar ainda mais acertada do que o Globo de Ouro (mas não esqueçam que o prêmio máximo deles é o de Elenco, não tem filme!). Tem suas esquisitices como a paixão por Betty White (ainda que ela mereça tudo isso!), e seus erros (como o ridículo de indicar o canastrão Armie Hammer) e curiosidades (O ator mexicano Demian Bichir por um filme pouco visto A Better Life). Mas no todo parece uma lista bem convencional.

MELHOR ELENCO

Operação Madrinha de Casamento
O Artista
Os Descendentes
Histórias Cruzadas
Meia-Noite em Paris

MELHOR ATOR

George Clooney, por Os Descendentes
Demian Bichir, por A Better Life
Leonardo Di Caprio, por J. Edgar
Jean Dujardin, por O Artista
Brad Pitt, por O Homem que mudou o Jogo

MELHOR ATRIZ

Michelle Williams, por My Week with Marilyn
Glenn Close, por Albert Nobbs
Viola Davis, por Histórias Cruzadas
Meryl Streep, por A Dama de Ferro
Tilda Swinton, por Precisamos falar sobre Kevin

ATOR COADJUVANTE

Nick Nolte Guerreiro, por Kenneth Branagh (como Laurence Olivier) em My Week with Marilyn, Armie Hammer  J. Edgar (um absurdo), Jonah Hill O Homem que Mudou o Jogo, Christopher Plummer Toda forma de Amar.

ATRIZ COADJUVANTE

Octavia Spencer e Jessica Chastain, por Histórias Cruzadas
Berenice Bejo, por O Artista
Melissa McCarthy, por Operação Madrinha de Casamento
Janet McTeer, por Albert Nobbs

TELEVISÃO

ATOR EM TELEFILME OU MINISSÉRIE

Laurence Fishburne, por Thurbood
Paul Giamatti, por Too Big to Fail
Greg Kinnear, por The Kennedys
Guy Pearce, por Mildred Pierce
James Woods, por Too Big to Fail

ATRIZ EM TELEFILME OU MINISSÉRIE

Diane Lane, por Cinema Verité
Maggie Smith, por Downton Abbey
Emily Watson, por Appropriate Adult
Betty White, por The Lost Valentine
Kate Winslet, por Mildred Pierce

ATOR EM SÉRIE DRAMÁTICA

Patrick J Adams Suits, Steve Buscemi Boardwalk Empire, Kyle Chandler Friday Night Lighs, Bryan Cranston Breaking Bad, Michael C Hall Dexter.

ATRIZ EM SERIE DRAMÁTICA

Kathy Bates, por Harry´s Law
Glenn Close, por Damages
Jessica Lange, por American Horror Story
Juliana Margulies, por The Good Wife

ATOR EM COMÉDIA

Alec Baldwin, por 30 Rock
Ty Burrell, por Modern Family
Steve Carrell, por The Office
Jon Cryer, por Two and Half Man
Eric Stonestreet, por Modern Family

ATRIZ EM COMÉDIA

Julie Bowen e Sofia Vergara, por Modern Family
Eddie Falco, por Nurse Jackie
Tina Fey, por 30 Rock
Betty White, por Hot in Cleveland

ELENCO EM SÉRIE DRAMÁTICA

Boardwalk
Breaking Bad
Dexter
Game of Thrones
The Good Wife

ELENCO EM SÉRIE COMÉDIA

30 Rock
The Big Bang Theory
Glee
Modern Family
The Office

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