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	<title>Rubens Ewald Filho &#187; estreias</title>
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	<description>Blog do Rubens Ewald Filho - R7</description>
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		<title>Estreia &#8211; Fúria de Titãs 2</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Mar 2012 09:02:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Fúria de Titãs 2]]></category>
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		<category><![CDATA[Sam Worthington]]></category>

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		<description><![CDATA[Fúria de Titãs 2 (Wrath of the Titans). EUA, 2012. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Fúria de Titãs 2</em> </strong>(<em>Wrath of the Titans</em>). EUA, 2012. 99 min. Direção de Jonathan Liesbeman.</p>
<p>Com Liam Neeson, Sam Worthington, Ralph Fiennes, Rosamund Pike, Edgar Ramirez, Toby Kebell,  Bill Nighy, Danny Huston, John Bell, Sinead Cusack, Lily James. Warner. 3D.</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/tita2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21999" title="Divulgação" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/tita2.jpg" alt="tita2 Estreia   <i>Fúria de Titãs 2</i>" width="450" height="249" /></a></p>
<p>A versão anterior de 2010 foi uma decepção e só não fracassou porque foi um dos primeiros filmes da safra de ação e efeitos especiais em 3D  e ainda por cima com o astro de<em> Avatar, </em>recém saído do triunfo. Hoje já sabemos que ele é um canastrão e fadado a não ir muito longe (impressiona especialmente como está fracote e nada bombado para voltar a ser Perseus, um semideus, como ele próprio se intitula). Por outro lado mudou o diretor, tiraram o horrível Louis Leterrier e o substituiram por Liebesman, um certo sul-africano que fez muito terror (<em>Ao Cair da Noite</em>, <em>O Massacre da Serra Elétrica</em> e <em>Invasão do Mundo Batalha de Los Angeles</em>).</p>
<p>Seu truque foi até inteligente. Rodou tudo com câmera na mão, como se fosse da série <em>Bourne.</em> Sempre na cara das pessoas (às vezes até com superclose que em Imax e 3D pode ser assustador!). Sempre no detalhe, no fulcro da ação e da briga. Também capricharam no elenco que traz de novo e com papéis muito mais consistentes os competentes Liam Neeson (como Zeus) e Ralph Fiennes (como seu irmão Hades, condenado aos infernos e reparando bem os dois são parecidos. Os dois que estiveram juntos em <em>A Lista De Schindler</em>, parece que se ajudam porque ambos contribuem para o filme ser melhor que o anterior).</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/tita.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22000" title="Divulgação" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/tita.jpg" alt="tita Estreia   <i>Fúria de Titãs 2</i>" width="450" height="295" /></a></p>
<p>Também a heroina é outra, no lugar de Gemma Aterton está uma de minhas favoritas, a inglesa e muito charmosa Rosamund Pike como Andromeda (ela é <em>Orgulho e Preconceito, Minha Versão do Amor, O Retorno de Johnny English</em>, mas ainda merece mais. Substituiu a imemorável Alexa Davalos). Também no elenco colaborando está Edgar Ramirez que faz Ares é venezuelano e fez sucesso no papel da minissérie<em> Carlos</em> (também esteve em <em>Che</em>, <em>Domino, Ultimato Bourne</em>). E outros britânico ótimos, Bill Nighy (meio irreconhecível como Hefaestus) e o mais jovem Toby Kebell (que fica com o alívio cômico na figura de Agenor, ele esteve antes em <em>Príncipe da Pérsia, Rockn´Rolla , Cavalo de Guerra</em>, mas não tinha me chamado a atenção).</p>
<p>A história é mais fácil de seguir porque não passa de uma sequência de momentos de ação, com pouco papo e pouca metragem (tem apenas 99 apenas minutos contando o longo letreiro). Agora Perseus vive como pescador e o único filho Hélius (perdeu a mulher e outro filho), quando fica sabendo que seu pai o Deus Zeus está perdendo o poder desde quando houve uma aliança entre Hades e Poseidon e também Ares (Deus da Guerra) contra ele com a ideia de devolverem o poder ao pai deles, o temível Kronos. Perseus resolve então intervir e com ajuda de Andrômeda e Agenor) vai a luta passando por vários obstáculos e dificuldades todos culminando com grandes lutas e embates – inclusive contra os Ciclopes, com a ajuda do cavalo voador Pégaso, já que neste capítulo a mitologia é um pouco mais simplificada. Sempre com um detalhe: Perseus apanha muito, mas sempre vence por causa da astúcia e inteligência (não a força bruta) . E tudo sempre conclui com grandes explosões e fogos delirantes.</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/tita1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22001" title="Divulgação" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/tita1.jpg" alt="tita1 Estreia   <i>Fúria de Titãs 2</i>" width="450" height="292" /></a></p>
<p>É verdade que a câmera balança tanta que teve gente que passou mal e que nessa linguagem tudo parece mais intenso. Para mim, a impressão de que o capítulo 2 é bem aceitável e consumível do que o anterior.</p>
<p><strong>Veja mais:</strong></p>
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		<title>Estreia &#8211; Drive</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Mar 2012 08:02:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>drdelima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Drive]]></category>
		<category><![CDATA[estreias]]></category>

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		<description><![CDATA[Drive (Idem). Diretor e roteirista: Nicolas Winding Refn. EUA, 2011. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/01/Drive4.jpg"><img class="size-full wp-image-19811 aligncenter" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/01/Drive4.jpg" alt="Drive4 Estreia   <i>Drive</i>" width="450" height="297" title="Estreia   <i>Drive</i>" /></a></p>
<p><strong>Drive (Idem).</strong> Diretor e roteirista: Nicolas Winding Refn. EUA, 2011. 100 min.</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Ryan Gosling, Carey Mulligan, Albert Brooks, Bryan Cranston, Oscar Isaac, Christina Hendricks, Ron Perlman e Russ Tamblyn.</p>
<p>Não é preciso insistir nos elogios de Ryan Gosling, que sem dúvida é o astro jovem deste ano e ao menos no momento uma unanimidade.  Se estava ótimo na comédia <em>Amor a Toda Prova</em>, convincente no político <em>Tudo pelo Poder</em> tem seu maior momento de estrelato neste <em>Drive</em>, um filme estilizado e maneiroso nascido para ser cult.</p>
<p>Não conhecia muito o diretor roteirista Nicholas Winding Refn, embora já tivesse visto um ou dois de seus filmes <em>Pusher</em> (é uma trilogia feita entre 2004 a 2006, mas que não chegaram a ser importados para o Brasil).</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/Drive.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21427" title="Drive - Foto: Reprodução" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/Drive.jpg" alt="Drive Estreia   <i>Drive</i>" width="450" height="292" /></a></p>
<p>Eles eram muito mais descontrolados do que este, mas sem dúvida já tinham um notável visual, uma montagem exuberante (o diretor não fez escola de cinema, é filho de um montador que deve ter  lhe ensinado muito).</p>
<p>Com câmera na mão, eram basicamente longas perseguições ao herói (um amoral traficante) um total anti-herói. Não vi, porém os dois outros filmes intermediários <em>Bronson</em> (2008, com Tom Hardy, sobre prisioneiro que se acha com a personalidade de Charles Bronson e <em>Valhala Rising</em>, 2009, com Mads Mikkelsen, sobre guerreiro mútuo no começo dos tempos).</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/01/Drive31.jpg"><img class="size-full wp-image-19815 aligncenter" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/01/Drive31.jpg" alt="Drive31 Estreia   <i>Drive</i>" width="450" height="301" title="Estreia   <i>Drive</i>" /></a></p>
<p>Parece indiscutível, porém, que o diretor dinamarquês (que foi criado também em Nova York), nascido em 1970, é um jovem talentoso e muito promissor. Não é preciso ser muito esperto para verificar isso, basta assistir a este filme. Antes um detalhe importante: o protagonista não tem nome: é conhecido apenas como o motorista.</p>
<p>Desta vez não foi Refn quem escreveu o roteiro, mas o iraniano Hossein Amini (que tem feito scripts importantes como <em>Asas do Amor</em>, <em>Jude – Paixão Proibida</em>, com  Kate Winslet, <em>As Quatro Plumas</em>, com Heath Ledger), baseado no livro de James Sallis. Basicamente é sobre um “loner”, um solitário que é um grande motorista, usado quando lhe interessa para conduzir a fuga de assaltos.</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/Drive-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21428" title="Drive - Foto: Reprodução" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/Drive-2.jpg" alt="Drive 2 Estreia   <i>Drive</i>" width="450" height="287" /></a></p>
<p>Na verdade, leva uma vida dupla em Los Angeles, durante o dia ele é um stuntman de cenas de perigo em filmes. Durante a noite, se arrisca em participar de assaltos, desde que os ladrões aceitem suas regras restritas de segurança.</p>
<p>Naturalmente alguns são rebeldes ou ficam nervosos e complicam a situação, exigindo mais que habilidade, esperteza e truques para escapar da polícia.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/01/Drive1.jpg"><img class="size-full wp-image-19812 aligncenter" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/01/Drive1.jpg" alt="Drive1 Estreia   <i>Drive</i>" width="450" height="615" title="Estreia   <i>Drive</i>" /></a></p>
<p>Godard dizia que para fazer um filme basta ter uma garota e um arma! Mas não é o suficiente para Refn, que vai buscar suas influências nos filmes de estrada, tipo <em>Corrida contra o Destino</em> ou <em>Dirty Larry, Crazy Sally</em>. Correr, dirigir tem um significado existencial.</p>
<p>Ainda que solitário, o protagonista tem amigos,  Bryan Cranston, de <em>Breaking Bad</em>, faz o mecânico que o ajuda e o apoia. E no seu prédio ele esbarra numa jovem mãe (a chata inglesa Carey Mulligan e sua cara de pequinês) por quem se sente atraído em vez de seguir seus instintos e perceber que ela significa problemas e confusão (o marido mexicano dela está na prisão e sairá em breve, ficando amigo também dele, unidos pelo filho do casal).</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/Drive-4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21429" title="Drive - Foto: Reprodução" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/Drive-4.jpg" alt="Drive 4 Estreia   <i>Drive</i>" width="450" height="301" /></a></p>
<p>E logicamente a situação vai se complicando ainda mais quando há um outro assalto, e pior ainda num plano complicado do amigo mecânico que tenta convencer dois gângsteres (Ron Pearlman, da antiga série <em>A Bela e a Fera</em> e o também diretor e comediante Albert Brooks) a lhe financiarem o desenvolvimento de um novo carro de corrida que pode representar a saída daquele tipo de vida.</p>
<p>Mas nada sai como previsto. O assalto se complica (com destaque para a muito interessante Christina Hendricks, de <em>Mad Men</em>) e de repente eles se tornam a caça, as vítimas. E finalmente o filme explodirá com violência.</p>
<p>Não parece exagero detectar tons de “film noir”, de angústia existencial, de um universo fechado sem saída, de requinte visual. Não resista: o filme é ao mesmo tempo muito “cool” e muito hábil em fazer a gente entrar na trama e ficar impressionado com as reviravoltas e principalmente as interpretações.</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/Drive-3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21432" title="Drive - Foto: Reprodução" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/Drive-3.jpg" alt="Drive 3 Estreia   <i>Drive</i>" width="450" height="318" /></a></p>
<p>A mais consagrada tem sido justamente a de Brooks, que deve ser indicado ao Oscar e surpreende mudando completamente de tipo e de personagem (prova que quase sempre comediantes são capazes de fazer papéis dramáticos com facilidade, só que infelizmente ele é pouco conhecido no Brasil para se apreciar bem isso).</p>
<p>Premiado como melhor diretor no Festival de Cannes de 2011, <em>Drive</em> é certamente a melhor estreia deste começo de ano. Um filme que você deve conferir.</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/01/albert.jpg"><img class="size-full wp-image-19817 aligncenter" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/01/albert.jpg" alt="albert Estreia   <i>Drive</i>" width="450" height="297" title="Estreia   <i>Drive</i>" /></a><strong>Você conhece Albert Brooks?</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Não é provável. Por isso tem se espantado em ver o nome dentre os possíveis indicados ao Oscar de ator coadjuvante este ano. E não tem percebido o que está acontecendo de curioso: Brooks (que também é judeu, mas não parente de Mel Brooks) é antes de tudo um humorista, roteirista, ator e diretor. E pela primeira vez arrisca fazer não apenas um papel dramático, mas principalmente de vilão, de gângster. E sai-se muito bem, impressiona.</p>
<p>Albert Laurence Einstein nasceu em 22 de julho de 1947, em Beverly Hills, filho de atores, Thelma Leeds e Harry Parke (conhecido como Parkyakarkus). O pai morreu quando ele tinha 11 anos durante uma festa em homenagem a Lucille Ball.</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/Weeds.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21424" title="Weeds - Foto: Reprodução" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/Weeds.jpg" alt="Weeds Estreia   <i>Drive</i>" width="450" height="301" /></a></p>
<p>Chegou a estudar no Carnegie Tech in Pittsburgh, mas largou o curso para fazer carreira como “standup comedian”. A partir de 1969, começou a fazer ator convidado em séries de TV, mas foi estrear no cinema num papel dramático em <em>Taxi Driver</em>, de Scorsese (1976). Embora tivesse convites interessantes (foi convidado a fazer <em>Uma Linda Mulher</em> em vez de Richard Gere e <em>Harry e Sally - Feitos um para Outro</em>, porque achava que parecia demais Woody Allen. Billy Crystal teve enorme êxito com o filme. E ainda recusou <em>Quero Ser Grande</em>, porque não queria fazer um garoto).</p>
<p>Preferiu investir na carreira de ator/diretor/roteirista, o que fez gente como eu justamente considerá-lo um sub Woody Allen, como ele temia. Tratando dos problemas do amor com o mesmo humor desencantado (e um pouco de amargura). Ficou famoso finalmente pelo trabalho na TV no show humorístico <em>Saturday Night Live. </em></p>
<p><em><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/Até-Que-os-Parentes-nos-Separem.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21423" title="Até Que os Parentes nos Separem - Foto: Rerodução" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/Até-Que-os-Parentes-nos-Separem.jpg" alt="Até Que os Parentes nos Separem Estreia   <i>Drive</i>" width="450" height="296" /></a><br />
</em></p>
<p>Estreou na direção em 1979 com roteiro seu, <em>A Vida como Ela É</em>. Mas seus filmes, porém, custam a emplacar com o grande público. Não fez sucesso nem mesmo com seu melhor trabalho, <em>Mãe é Mãe,</em> onde deu uma oportunidade de voltar por cima para Debbie Reynolds, que chegou a ser indicada ao Globo de Ouro. Também teve o apoio de muitos diretores famosos (como James Cameron) em <em>A Musa</em>. Mas continuou sendo curtido por poucos.</p>
<p>Como ator, além de em seus próprios filmes, trabalhou em <em>Recruta Benjamin</em> (1980) e <em>Infielmente Tua</em> (1984), ambos de Howard Zieff; <em>Broadcast News,</em> de James L. Brooks (1987); <em>Irresistível Paixão</em>, de Steven Soderbergh (1998); <em>Até Que os Parentes nos Separem</em> (<em>The In-Laws</em>, 2003), de Andrew Fleming, etc. Fez ainda as vozes em desenhos como <em>Procurando Nemo</em> (ele é o pai do Nemo), além da série e do filme <em>Os Simpsons</em>. Em 2008, fez parte da série de TV <em>Weeds</em>. Ainda assim nada preparava para este grande momento em <em>Drive</em>.</p>
<p>Albert é casado com Kimberly Shlain desde 1997, com quem tem dois filhos.</p>
<p><strong>Filmografia como diretor:</strong></p>
<p><strong><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/A-MUSA.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21422" title="A Musa - Foto: Reprodução" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/A-MUSA.jpg" alt="A MUSA Estreia   <i>Drive</i>" width="450" height="563" /></a><br />
</strong></p>
<p>1979 – <em>A Vida como ela é</em> ( <em>Real Life. </em>Albert Brooks, Charles Grodin)<br />
1981 – <em>Um Romance Moderno </em>(<em>Modern Romance</em>. Albert Brooks, Kathryn Harold)<br />
1985 – <em>Relax</em> (<em>Lost in America. </em>Albert Brooks, Julie Hagerty)<br />
1991 – <em>Um Visto para o Céu</em> (<em>Defending Your Life</em>. Albert Brooks, Meryl Streep)</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/Mãe-é-Mãe.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21426" title="Mãe é Mãe - Foto: Reprodução" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/Mãe-é-Mãe.jpg" alt="Mãe é Mãe Estreia   <i>Drive</i>" width="450" height="297" /></a><br />
1996 – <em>Mãe é Mãe</em> (<em>Mother</em>. Albert Brooks, Debbie Reynolds)<br />
1999 – <em>A Musa</em> (<em>The Muse</em>. Albert Brooks, Sharon Stone)<br />
2005 – <em>Missão Comédia</em> (<em>Looking for Comedy in the Muslim World</em>. Albert Brooks, Victoria Burrows)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Mais sobre Ryan Gosling e Nicolas Winding Refn</strong></p>
<p><strong><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/Ryan-Gosling.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21397" title="Ryan Gosling - Foto: Reprodução" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/Ryan-Gosling.jpg" alt="Ryan Gosling Estreia   <i>Drive</i>" width="367" height="494" /></a><br />
</strong></p>
<p>Encontro uma entrevista de Ryan Gosling que afirma que seu personagem na verdade é um lobisomem e depois outra do diretor confirmando isso ao dizer: "O personagem que Ryan interpreta no filme no fundo é um lobisomem, porque no fundo ele é um psicótico, um homem que é duas pessoas: uma durante o dia, outra a noite".</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/Nicolas-e-Ryan.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21403" title="Nicolas e Ryan - Foto: Reprodução" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/Nicolas-e-Ryan.jpg" alt="Nicolas e Ryan Estreia   <i>Drive</i>" width="450" height="271" /></a></p>
<p>Nosso filme, ele ainda afirma, é sobre o que eu faria e a pureza do amor entre minha mulher e eu! E prossegue:  "É como um coração, precisa de sangue para funcionar. Por isso de certa maneira é sexual. Fazer filmes é sexual, porque  é sobre trabalhar com seus colaboradores  tão intensamente quanto numa experiência sexual, descobrindo o que a oura gosta, deseja  e contribuir para a emoção que está tentando construir”.  Meu Deus, será que estamos diante do novo David Lynch?</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/Nicolas-Winding-Refn.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21401" title="Nicolas Winding Refn - Foto: Reprodução" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/Nicolas-Winding-Refn.jpg" alt="Nicolas Winding Refn Estreia   <i>Drive</i>" width="450" height="295" /></a><strong> </strong></p>
<p><strong>Os outros filmes de Refn</strong></p>
<p>Fiquei tão interessado que fui atrás dos outros filmes do mesmo diretor. Descobri que o primeiro <em>Pusher</em> tinha saído no Brasil pela Lume e tinha crítica arquivada. Mas refletia que eu estava meio perplexo com o resultado.</p>
<p><em><strong> Pusher **</strong></em></p>
<p><em><strong><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/Pusher_Poster.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21404" title="Foto: Reprodução" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/Pusher_Poster.jpg" alt="Pusher Poster Estreia   <i>Drive</i>" width="410" height="577" /></a><br />
</strong></em></p>
<p><strong>Áudio:</strong> Dinamarquês. Leg: Port, ing. Policial. Widescreen. 119 min. Cor. 2006. Dinamarca. Lume. 16 anos.</p>
<p><strong>Diretor:</strong> Nicolas Winding Refn.<strong> Elenco: </strong>Kim Bodnia, Zlatco Buric, Mads Mikkelsen. Laura Drasbaek e Slavko Labovic.</p>
<p><strong>Sinopse:</strong> Uma semana na vida de um traficante de cocaína nas ruas de Copenhagen.</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/pusher.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21405" title="Pusher 2007 - Foto: Reprodução" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/pusher.jpg" alt="pusher Estreia   <i>Drive</i>" width="450" height="317" /></a></p>
<p><strong>Comentários: </strong>Teve tanta repercussão este filme  que ganhou duas continuações em 2004 e  em 2005. Além de uma refilmagem na Inglaterra em 2007, com indianos. Com câmera na mão, o tempo todo persegue o protagonista, que é um amoral traficante, que passa por diversas aventuras, devendo para seu fornecedor, sempre pego pela polícia, brigando com um capanga, se envolvendo em várias vendas que, em geral, não dão certo e só criam problemas.</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/aph_4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21406" title="Pusher 2006 - Foto: Reprodução" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/aph_4.jpg" alt="aph 4 Estreia   <i>Drive</i>" width="450" height="302" /></a></p>
<p>Ou seja, um total anti-herói, que conclui num não-final, quase uma interrupção. Muito chato e repetitivo, foi feito por um filho de montador, que não frequentou escola de cinema (também por isso ninguém teve antes o saco de importá-lo para o Brasil).</p>
<p>Mandei importar os outros dois, <em>Bronson</em> e o<em> Valhalla Rising </em>, sem desconfiar que ele tinha saído no Brasil pela Focus como <em>O Guerreiro Silencioso</em> e em Portugal como<em> Destino de Sangue.</em></p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/pusher2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21408" title="Pusher 2007 - Foto: Reprodução" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/pusher2.jpg" alt="pusher2 Estreia   <i>Drive</i>" width="450" height="585" /></a></p>
<p><strong><em>O Guerreiro Silencioso **</em></strong></p>
<p><strong><em>Valhalla Rising</em></strong></p>
<p><strong><em><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/valha-6.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21410" title="Valhalla Rising - Foto: Reprodução" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/valha-6.jpg" alt="valha 6 Estreia   <i>Drive</i>" width="343" height="489" /></a><br />
</em></strong></p>
<p><strong>Áudio:</strong> Dinamarquês. Leg: Port, ing. Aventura. Widescreen. 119 min. Cor. 2009. Dinamarca. Focus. 16 anos.</p>
<p><strong>Diretor: </strong>Nicolas Winding Refn. <strong>Elenco: </strong>Mads Mikkelsen, Maarten Stevenson, Gordon Brown, Andrew Flanagan, Gary Lewis e Gary McCormack.</p>
<p><strong>Sinopse: </strong>Um guerreiro de um olho só escapa da tribo onde é escravo e era usado para jogos tribais. Foge com um garoto até encontrar guerreiros cristãos que estão planejando um tipo de cruzada cristã.</p>
<p><strong>Comentários:</strong> Um filme ainda mais estranho que a trilogia anterior.  Praticamente sem diálogos (o filme todo tem 120 linhas de frases), rodado em paisagens exuberantes de montanhas e lagos da Escócia, tudo é muito misterioso (o personagem pode se chamar Harald no resumo, mas aqui não se diz o nome dele já que este não fala).</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/valha-5.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21411" title="Valhalla Rising - Foto: Reprodução" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/valha-5.jpg" alt="valha 5 Estreia   <i>Drive</i>" width="450" height="254" /></a></p>
<p>Mads Mikkelsen é de <em>Fúria de Titãs</em>. Não é uma diversão simples, por vezes lenta, arrastada, segundo o diretor, influenciada por<em> Planeta dos Vampiros,</em> de Mario Bava, e os filmes <em>Scorpio Rising</em> e<em> Lucifer Rising, </em>de Kenneth Anger, (também este é o filme favorito do diretor).</p>
<p>Parece que a gênesis do projeto é que foram encontradas Runas no Estado americano de Delaware e a história daria uma espécie de resposta a isso, só que em forma de uma trip, uma viagem de ácido!  Já que ele não tinha qualquer interesse em Vikings.</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/valha-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21412" title="Valhalla Rising - Foto: Reprodução" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/valha-1.jpg" alt="valha 1 Estreia   <i>Drive</i>" width="450" height="278" /></a></p>
<p>Inclusive, o final original mostra o protagonista entrando numa nave espacial e sendo levado embora. Mas o diretor achou que “ficaria fácil demais para o público e o cortou!”. Para não falar numa grande batalha com os índios que não pôde ser feita porque não havia orçamento para isso, optando por outra solução. Difícil de assistir, indicado mais para público de arte.  Ganhou dois prêmios no Fantasporto.</p>
<p>Mas ele tem o outro filme que é <em>Bronson </em>(Idem, 2008) que ficou inédito aqui e foi feito pouco antes de <em>Guerreiro Silencioso</em>. Quem o estrela é o astro do momento Tom Hardy<em> (Guerra é Guerra!, Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge!, Guereiro, A Origem)</em> demonstrando que é um excelente ator, versátil e que se joga em qualquer personagem.</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/valha-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21417" title="Valhalla Rising - Foto: Reprodução" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/valha-2.jpg" alt="valha 2 Estreia   <i>Drive</i>" width="450" height="300" /></a></p>
<p>É inspirado em fatos reais: o prisioneiro mais conhecido e temido da Inglaterra, um certo Michael Peterson que narra a história e logo de cara conta que sempre quis ser famoso. Com vocação de criminoso,  ladrão e extremamente violento ele está preso até hoje.</p>
<p>Foi para a cadeia por um crime pequeno, mas criou tanta confusão, tanta briga que sua pena foi aumentando e nunca mais saiu (estava preso a 34 anos quando foi feito o filme). Tanto que resolveu se tornar lutador, raspou a cabeça careca, deixou um bigode e adotou o nome de Bronson (claro que em homenagem a Charles Bronson).</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/valha-3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21418" title="Valhalla Rising - Foto: Reprodução" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/03/valha-3.jpg" alt="valha 3 Estreia   <i>Drive</i>" width="450" height="254" /></a></p>
<p>O filme é o mais normal digamos assim de Refn, mas nem por isso deixa de ser inventivo, violento, original e de grande impacto. Todo o elenco de apoio é competente, mas desconhecido (Kathy Barker, Matt King, Kelly Adams) e o filme deu prêmio de melhor ator para Tom (que por sinal tem nudez frequente e substituiu Jason Statham, que na última hora largou o projeto)  no British Film Independent, passou em Sundance, ganhou em Sidney.</p>
<p>O biografado não pôde ver o filme, mas fico feliz que a mãe dele adorou. Ficou amigo de Hardy, que o imitou em jeito de falar, aparência, tipo de corpo e musculação. Embora lembre um pouco <em>Guerreiro</em> com o mesmo Hardy, é um trabalho impressionante e merecia ser visto por aqui.</p>
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		<title>Estreias – O Artista</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 08:00:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>drdelima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[estreias]]></category>
		<category><![CDATA[O Artista]]></category>

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		<description><![CDATA[O Artista (L´Artiste) França/Bélgica, 2011. Direção e roteiro de Michael [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>O Artista (L´Artiste)</em> França/Bélgica, 2011.</p>
<p>Direção e roteiro de Michael Hazanavicious. Paris Filmes. Preto e branco. Mudo. 100 min.</p>
<p>Elenco: Jean Dujardin,  Berenice Bejo, John Goodman, James Cronwell, Penélope Ann Miller, Ed  Lauter, Malcolm McDowell, Missi Pyler, Nina Siemasko.</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/02/artista.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-20681" title="Divulgação" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/02/artista.jpg" alt="artista Estreias – <i>O Artista</i>" width="450" height="289" /></a></p>
<p>Não há dúvidas que neste momento este é o filme favorito para o Oscar, apesar dos pesares. Acho muito difícil a Academia xenófoba dar pela primeira o Oscar de Melhor Filme para uma produção estrangeira, ainda mais francesa (coisa que nunca sucedeu, já que eles fazem a festa para se autolouvarem, para promover a indústria americana não a estrangeira!).</p>
<p>Ainda mais um filme mudo (ainda que com momentos sonoros e uma intensa trilha musical também indicada ao Oscar e vencedora do Globo de Ouro que homenageia diversos compositores e sons) e ainda por cima em preto e branco! (como americano não gosta de ler legendas e despreza o preto e branco, ele ainda por cima vai mal de bilheteria não passando dos 17 milhões, ou seja, atingiu apenas o publico de arte).</p>
<p>Mesmo assim desde que passou em Cannes (onde levou apenas Melhor Ator), foi comprado pelos Weinstein para o mercado internacional e ganhou os sintomáticos Sindicatos dos Produtores e Diretores. Sinal de que foi aprovado pela indústria!</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/02/artista1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-20682" title="Divulgação" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/02/artista1.jpg" alt="artista1 Estreias – <i>O Artista</i>" width="450" height="306" /></a></p>
<p>Sem dúvida é um filme simpático, divertido, que se assiste com prazer, embora seja preciso perdoar um detalhe: ele lembra muito, às vezes demasiado, <em>Cantando na Chuva</em>, que abordava o mesmo assunto e época. E melhor! Só que sem esse gimmick (truque) de ser mudo (só se ouve som sincronizado numa sequência de sonho do protagonista!).</p>
<p>Eu gostei do filme, mas não sou um entusiasta. A sequência que mais gostava, quando a moça se abraça a um casaco que ganha vida com uma mão que a acaricia, depois um crítico mexicano amigo me contou que esse é um velho número de vaudeville argentino, e como a heroína Berenice Bejo é argentina!!!!. Acho estranho o filme situar a ação em 1927 quando já estava acontecendo o sucesso de <em>O Cantor de Jazz</em> e sendo um cara tão perceptivo e mesmo dançarino não se dar conta da mudança ao contrário, esperar mais dois anos para só em 1929 quando tudo era já fato consumado para insistir no mudo.</p>
<p>Isso tudo aconteceu e realmente são inúmeros os casos de carreiras destruídas pela chegada do cinema sonoro, já que os atores não precisavam decorar textos, não tinham formação teatral e muitos eram estrangeiros com forte sotaque. Para complicar o sistema de captação era muito precário e a qualidade da gravação da voz deixava muito a desejar. Há também boatos de sabotagem, como no caso de John Gilbert, quando o estúdio teria aproveitado para assim se livrar de um astro temperamental e que ganhava muito.</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/02/artista2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-20683" title="Divulgação" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/02/artista2.jpg" alt="artista2 Estreias – <i>O Artista</i>" width="450" height="294" /></a></p>
<p>Outra coisa que me parece errada é a cena do incêndio/ suicídio, já que as cópias de película da época eram feitas com nitrato de prata e altamente inflamáveis (na verdade não precisam nem de fogo, tinham combustão espontânea e provocaram muitas tragédias como aliás se pode ver em <em>Cinema Paradiso</em>! Isso só seria modificado para o safety filme nos anos 40!). Então não daria para ser salvo do incêndio na casa do herói porque naquela altura já teria explodido todo o quarteirão.</p>
<p>Ok, entendo, são licenças de cinema, mas quando vai se falar e louvar uma arte morta acho que se deveria ao menos mostrar tudo com fidelidade. Foi uma opção interessante dos produtores (que é filho do famoso e falecido Claude Berri) rodar realmente nos estúdios de Hollywood, chamando atores americanos conhecidos como coadjuvantes (assim usaram a cama que foi de Mary Pickford, assim por diante, tudo tinha cheiro de autenticidade, contam eles!).</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/02/artista3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-20680" title="Divulgação" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/02/artista3.jpg" alt="artista3 Estreias – <i>O Artista</i>" width="450" height="291" /></a></p>
<p>Tenho minhas dúvidas quanto à versatilidade do ator Dujardin que vejam no agradecimento do SAG parece composto e a qualquer momento disposto a cair na caricatura (que é sua especialidade, ele veio de humor de sketchs).De qualquer forma, ele segura o filme com a ajuda da brejeirice de Bejo numa história bem tradicional, a la <em>Nasce uma Estrela</em>, a estrela que sobe que tenta ajudar o astro decadente. Uma fábula naturalmente que dizem ser uma homenagem ao cinema mudo, embora eu não veja grandes vestígios nem dos humoristas geniais (o único que merece uma citação é um dos grandes Harold Lloyd, o Homem Mosca!) e muito menos de grandes diretores e obras (como os filmes de Murnau, Von Sternberg, King Vidor).</p>
<p>Será que <em>O Artista</em> vai ganhar? Para mim ele não se compara com o muito superior <em>A Invenção de Hugo Cabret</em>, de Scorsese (previsto para estrear semana que vem), esse sim tecnicamente deslumbrante e uma verdadeira homenagem aos criadores do cinema. Por outro lado <em>Cabret</em> é um filme infantil e homenageia em particular Georges Meliés que ninguém mais sabe quem foi!</p>
<p><strong>Veja mais:</strong></p>
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		<title>Estreias &#8211; Cavalo de Guerra</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jan 2012 08:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>drdelima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Cavalo de Guerra]]></category>
		<category><![CDATA[estreias]]></category>
		<category><![CDATA[Steven Spielberg]]></category>

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		<description><![CDATA[Cavalo de Guerra (The War Horse). Diretor: Steven Spielberg. Disney. EUA, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/01/Cavalo-de-Guerra5.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19795" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/01/Cavalo-de-Guerra5.jpg" alt="Cavalo de Guerra5 Estreias   <i>Cavalo de Guerra</i>" width="450" height="302" title="Estreias   <i>Cavalo de Guerra</i>" /></a></p>
<p><strong><em>Cavalo de Guerra (The War Horse)</em></strong>. Diretor: Steven Spielberg. Disney. EUA, 2011. 146 minutos.</p>
<p>Elenco: Jeremy Irvine, Emily Watson, David Thewlis, Peter Mullan, Niels Arestrup, Tom Hiddleston, Celine  Buckens, Benedict Cumberbach, David Cross, Eddie Marsan, Liam Cunningham.</p>
<p>É difícil não se assustar com a excessiva metragem, a narrativa lenta e a inacreditável qualidade técnica (fotografia, montagem, trilha musical incessante) que tornam este filme uma relíquia, como se tivesse sido feito no começo dos anos 60, uma imitação de um cineasta como David Lean. Podíamos chamar de classicismo, ou então justamente o oposto, um filme como uma peça de museu, uma antiguidade, uma relíquia. Só que esses diretores antigos, adeptos das regras tradicionais de contar uma historia, não eram covardes ou ingênuos.</p>
<p>É incrível que Steven Spielberg nesta altura dos 60 e muitos anos ainda seja pudico a ponto de não mostrar o fuzilamento de uma dupla de jovens soldados alemães desertores (um deles, o garoto de <em>A Leitora</em>). Encena tudo ao lado de um velho moinho e quando eles são atingidos estão justamente passando as asas desse moinho que estrategicamente escondem a cena! Embora a história seja basicamente uma denúncia dos crimes cometidos contra os animais, em particular os cavalos que foram massacrados durante a I Guerra Mundial (as potencias ainda usavam cavalaria, mas ela se tornou obsoleta diante das novas técnicas de combate, trincheiras, arame farpado, bombas de gás. Calcula-se que cerca de quatro milhões de cavalos tenham sido exterminados, da maneira mais fria e cruel, durante o conflito).</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/01/Cavalo-de-Guerra3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19798" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/01/Cavalo-de-Guerra3.jpg" alt="Cavalo de Guerra3 Estreias   <i>Cavalo de Guerra</i>" width="450" height="299" title="Estreias   <i>Cavalo de Guerra</i>" /></a></p>
<p>Fiquei sabendo disso porque vi a montagem original da mesma história (ainda que com script diferente) que neste momento ainda está em cartaz na Broadway no teatro do Lincoln Center (eles utilizam um cavalo manipulado por atores, ou seja, como um <em>Muppet</em>, numa incrível reprodução de movimentos. Mas depois de ter visto um truque do vigésimo terceiro cavalo de brinquedo já não tem mais graça. Aliás, enquanto eu via a peça já sofria prevendo o risco que esta tinha em cair no sentimentalismo de Spielberg. Temia o pior que acabou sucedendo).</p>
<p>Em geral não tenho grandes problemas em transformar o feio no plasticamente bonito desde que venha acompanhado por alguma mensagem, alguma denuncia. Spielberg é tão fraco que não tem sequer coragem de ao final colocar letreiros informando os fatos históricos (o que até a peça fazia). O que é muito ruim porque tudo é inspirado em fatos históricos e realmente deixa passar batido outro escândalo, aquele ataque inesperado dos britânicos contra as tropas alemãs (que ia contra as regras de cavalheirismo que ainda imperavam na época). Ou seja, foi uma coisa muito feia dos antes galantes britânicos que o filme deveria ter condenado mais.</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/01/Cavalo-de-Guerra4.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19799" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/01/Cavalo-de-Guerra4.jpg" alt="Cavalo de Guerra4 Estreias   <i>Cavalo de Guerra</i>" width="450" height="302" title="Estreias   <i>Cavalo de Guerra</i>" /></a></p>
<p>Antes disso, há toda uma meia hora e pico, para contar o drama de um jovem rapaz pobre Albert Narracott que tem problemas com o pai alcoólatra e que num impulso de revolta compra um cavalo de raça inapropriado para o arado (só para ter uma vitória diante do patrão que também o desejava). Era, porém, o dinheiro que teria para pagar o aluguel da terra e pode perder tudo e ficar na miséria. Mas é salvo pelo filho que se torna grande amigo do cavalo (Joey), conseguiu domá-lo e numa sequencia épica consegue até mesmo arar um pedaço de terra, durante a chuva e numa subida!</p>
<p>Mesmo assim quando estoura a guerra o pai vende Joey para o exército (novamente por dinheiro) quebrando o coração do rapaz, que por causa disso resolve se alistar e ir atrás dele no front de guerra. Um detalhe: esse Alan é interpretado por um novato, um daqueles loirinhos bonitinhos com cara de Ken (namorado da Barbie), incapaz de passar qualquer expressão (o sujeitinho se chama Jeremy Irvine). Qualquer pessoa experiente sabe que esse conflito com o pai é só uma preparação para Spielberg dar mais uma daquelas lições de moral, pregando a conciliação e entendimento entre pais e filhos!</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/01/Cavalo-de-Guerra2.jpg"><img class="size-full wp-image-19797 aligncenter" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2012/01/Cavalo-de-Guerra2.jpg" alt="Cavalo de Guerra2 Estreias   <i>Cavalo de Guerra</i>" width="450" height="299" title="Estreias   <i>Cavalo de Guerra</i>" /></a></p>
<p>Mas enquanto isso e sempre de maneira lenta (nunca vi uma trilha de John Williams tão exagerada e redundante) vamos seguir o cavalo, que demonstrará ser um gentleman, fácil de fazer amigos, leal, primeiro se tornando a montaria de um oficial Capitão Nicholls (vivido por Hiddleston, o irmão mau de <em>Thor/Avengers</em>) , depois dos irmãos alemães desertores, finalmente virando quase burro de carga de artilharia pesada!</p>
<p>Também teremos outra cena fácil de prever, que lembra a de <em>Feliz Natal</em> (2005), de Christian Carion. Um momento bem humorado em que um inglês e um alemão se encontram na Terra de Ninguém e unidos por uns momentos procuram ajudar o bicho que esta todo ferido!</p>
<p>Não terminou. Ainda teremos o reencontro com Joey, o que será instantes antes dele ser sacrificado por estar muito machucado e provocado pelo chamado tradicional feito por Alan. Acabou? Que nada. Ainda teremos outra sequência quando o bicho será leiloado (conclusão de uma trama paralela, a de Joey, que foi parar numa pequena fazenda francesa quando foi protegido por uma garotinha local, a encantadora Celine Buckens). Ou seja, Spielberg quer que você utilize muitos lenços de papel...</p>
<p><em>Cavalo de Guerra</em> estreou há poucos dias nos Estados Unidos e por enquanto não parece que vai bem de bilheteria. Não acho possível que alguém de bom senso vá cair num filme tão antiquado, aborrecido e manipulador. Que faz até o bonito ficar feio.</p>
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		<item>
		<title>Redenção</title>
		<link>http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/2011/12/22/redencao/</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Dec 2011 07:58:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jzorzato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[estreias]]></category>
		<category><![CDATA[redenção]]></category>

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		<description><![CDATA[Machine Gun Preacher. África do Sul/EUA. 2011. Direção de Marc [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Machine Gun Preacher. África do Sul/EUA. 2011. Direção de Marc Foster. 129 min Com Gerard Butler, Michelle Monaghan, Michael Shannon, Kathy Baker, Madeline Carroll, Soyleymane SySavane.</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2011/12/redencao-1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19490" title="Divulgação" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2011/12/redencao-1.jpg" alt="redencao 1 <i>Redenção</i>" width="450" height="299" /></a></p>
<p>Perdendo-se em meio às compras e festas natalinas, depois as viagens e o verão, este é um projeto pessoal do ator escocês Gerard Butler (<em>300</em>), que assina também como coprodutor, mas que não encontrou seu público nos EUA (para o custo de US$ 30 milhões, não chegou nem a US$ 1 milhão de renda) talvez porque não o soubesse vender.</p>
<p>Ele deveria ser endereçado ao público cristão que, possivelmente, entenderia melhor sua proposta: contar a história da redenção de um personagem verdadeiro (que aparece nos letreiros finais), o motoqueiro de Detroit, Sam Childers.</p>
<p>Ele foi preso, viciado em drogas, se converte à religião cristã e, eventualmente, se torna mesmo pregador, constrói sua própria Igreja e  se interessa pelo destino das crianças do Sudão, vítima da fome e perseguição racial que tem matado milhares de pessoas naquela região.</p>
<p>A situação é muito complicada, mas basicamente, negros mulçumanos matam negros cristãos em nome da limpeza racial, cometendo crimes atrozes, em particular contra as crianças.</p>
<p>Esse é um tema que já vimos em alguns documentários americanos muito tocantes e um absurdo que tem sido denunciado por muitas estrelas de cinema (de George Clooney e Angelina Jolie), mas até onde me lembro é o primeiro filme de ficção não documental sobre o tema (ainda que inspirado em fatos reais).</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2011/12/redencao-2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19491" title="Divulgação" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2011/12/redencao-2.jpg" alt="redencao 2 <i>Redenção</i>" width="450" height="295" /></a></p>
<p>E que não é mero sermão ou denúncia, porque não pega fácil, não coloca como protagonista um sujeito adorável,  simpático e heroico. Porque o chamado “Pregador com uma Metralhadora” tem uma teoria que pode ser muito discutível e polêmica, além de lembrar muito os filmes de vigilantes e os faroestes americanos.</p>
<p>Em vez de assistir impassível aos massacres noturnos e gratuitos, ele, por vezes, ataca primeiro, atacando e matando a milícia de mercenários e garotos, antes que estes prossigam sua missão macabra. Isso lhe ganha o respeito até do governo, mas isso pouco adianta porque o líder que parecia mais sensato acabou morto num estranho acidente de helicóptero. E de pouco adianta porque o extermínio continua de alguma forma até hoje.</p>
<p>Sem dúvida, é apenas um dos muitos desatinos que continuam a acontecer neste planeta, mas nem por isso lhe tira a força da denúncia e a crítica à apatia geral. O herói fica desesperado em não conseguir recolher mais dinheiro para salvar mais crianças, já que mesmo com fúria e raiva não tem como convencer os americanos a contribuírem.</p>
<p>É interessante como é colocado o dilema moral diante da realidade grosseira, uma das cenas mais fortes é quando ele não consegue evacuar grande parte de um grupo de crianças pequenas que iriam ser exterminadas porque o veículo que viajava era pequeno e não conseguia conte-las. Quando o carro volta, elas foram brutalmente queimadas.</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2011/12/redencao-3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19492" title="Divulgação" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2011/12/redencao-3.jpg" alt="redencao 3 <i>Redenção</i>" width="450" height="296" /></a></p>
<p>Rodado na África do Sul, o filme tem, além do evidente empenho do ator que vai crescendo durante o filme, a direção de um cineasta respeitado como Marc Forster (de<em> A  Última Ceia</em> com Halle Berry, <em>Em Busca da Terra do Nunca, Caçador de Pipas</em> e até do último James Bond<em> Quantum of Solace</em>).</p>
<p>Todos os envolvidos logicamente indignados com o desprezo da sociedade a outro desvario da humanidade. E o triste é constatar que o fracasso do filme nada mais é do que a prova viva dessa rejeição, de não saber e não querer saber.</p>
<p>De nos comportarmos como avestruzes que escondem, reza a lenda, a cabeça na terra para fingir que tudo está bem. Como se o Natal justamente não fosse o momento apropriado para espalhar essa mensagem de redenção e salvação de vidas humanas.</p>
<p><strong>Veja mais:</strong></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Estreia &#8211; Os Muppets</title>
		<link>http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/2011/12/01/estreia-os-muppets/</link>
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		<pubDate>Thu, 01 Dec 2011 12:04:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>drdelima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[estreia]]></category>
		<category><![CDATA[estreias]]></category>
		<category><![CDATA[os muppets]]></category>

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		<description><![CDATA[Os Muppets (The Muppets). Diretor: James Bobin. Elenco: Jason Segel, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os Muppets (The Muppets). <strong>Diretor</strong>: James Bobin. <strong>Elenco</strong>: Jason Segel, Amy Adams, Chris Cooper, Rashida Jones, Zach Gallifiankis, Alan Arkin, Ken Jeong, Emily Blunt, Sarah Silverman. EUA, 2011.</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2011/12/muppets_rubens_3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-18808" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2011/12/muppets_rubens_3.jpg" alt="muppets rubens 3 Estreia   <i>Os Muppets</i>" width="450" height="385" title="Estreia   <i>Os Muppets</i>" /></a></p>
<p>Pouco antes de morrer, o criador dos Muppets, o genial Jim Henson (1936-90), estava fechando as negociações de vender seus personagens para a Disney. Isso aconteceu com o resultado previsível: eles não souberam muito bem o que fazer dos bonecos e depois de algumas experiências mal sucedidas e dirigidas pelo filho de Henson, acabaram deixando-os na prateleira. Até o dia em que um humorista, que por acaso era apaixonado por eles, veio com uma proposta de escrever um roteiro (naturalmente para ser estrelado por ele) ressuscitando-os. Ele se chama Jason Segel.</p>
<p>Você conhece Segel da serie <em>How I Met Your Mother</em>, das comédias de Jud Apatow (<em>Ressaca de Amor; Ligeiramente Grávidos; Eu te Amo, Cara</em>) e mais <em>Professora sem Classe, As Viagens de Gulliver</em>. Se não guardou o nome ou a cara, não se preocupe, a culpa não é sua. Segel não é mesmo memorável.  Grandão, feioso, não especialmente engraçado, ele inclusive já nos assustou aparecendo inteiramente pelado em <em>Ressaca de Amor</em> e foi um pesadelo. Naturalmente ele colocou vários amigos fazendo pontas embora não tenham nada a ver com o universo dos personagens (humoristas como Sarah Silverman, Jeong e  Gallifinakis). Felizmente têm alguns mais bem-vindos: Whoopi Goldberg, Neil Patrick Harris, Selena Gomez, John Krasinski, Jack Black e a até venerável Mickey Rooney.</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2011/12/muppets_rubens_2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-18810" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2011/12/muppets_rubens_2.jpg" alt="muppets rubens 2 Estreia   <i>Os Muppets</i>" width="450" height="338" title="Estreia   <i>Os Muppets</i>" /></a></p>
<p>E para a direção chamou um certo James Bobin. Não sei se Bobin é a escolha certa para esse tipo de filme, já que ele veio de séries muito mais audaciosas e infames, como <em>Da Ali G Show</em> (com Sacha Baron Cohen) e o muito esquisito mas ainda sim cult <em>Flight of the Conchords,</em> da HBO.</p>
<p>Este então é o projeto (aliás, muito bem promovido pela Disney, que não mediu despesas e esforços para fazer com que uma nova geração descubra os Muppets) que veio para salvar ou acabar de vez com eles.</p>
<p>Preciso explicar antes que eu não consegui assistir o filme (culpa minha e de compromissos) mesmo sendo fã absoluto dos Muppets, a ponto de já ter mesmo o CD com a trilha do filme e ficar contente que eles tenham trazido de volta a canção tema do primeiro filme (e que chegou a ser indicada ao Oscar): <em>The Rainbow Connection</em>. Sou fã confesso desde os tempos em que ficava em casa sábados à tarde para tentar ver o programa que a Globo passava, por sinal bem dublado (quando o sapo Kermit virou aqui Caco). Mais tarde comprei as duas compilações do show que saíram em DVD (parece que me falta uma terceira).</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2011/12/muppets_rubens_1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-18809" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2011/12/muppets_rubens_1.jpg" alt="muppets rubens 1 Estreia   <i>Os Muppets</i>" width="450" height="298" title="Estreia   <i>Os Muppets</i>" /></a></p>
<p>Mas fiquei desconfiado quando outro grande parceiro da criação dos Muppets, o diretor Frank Oz (e que fazia também várias vozes importantes) recusou participar do projeto achando que ele traía a memória e a proposta original. O projeto custou 50 milhões de dólares e estreou semana passada (que era de feriado nos EUA), chegando já aos 42 milhões de dólares, o que é bem razoável (não sei porém se o filme funciona para exportação).</p>
<p>Não acho justo opinar antes de ver, mas meus colegas fizeram restrições, reclamando de uma primeira parte muito lenta e de muitas piadas que não funcionam. Resta ver se as crianças atuais acostumadas com alta tecnologia serão capazes de entender o encanto e magia de meros bonecos, manipulados em geral a mão (marionetes). Voltaremos ao assunto.</p>
<p><strong>Veja mais:</strong><strong> </strong></p>
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		<item>
		<title>Estreia: Os Especialistas</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Dec 2011 08:10:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jzorzato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[estreias]]></category>
		<category><![CDATA[os especialistas]]></category>
		<category><![CDATA[Robert De Niro]]></category>

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		<description><![CDATA[Os Especialistas (Killer Elite) EUA, 11. Direção de Gary McKendrick. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Os Especialistas </em>(<em>Killer Elite</em>)</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2011/12/deniro-blog.jpg"><img class="size-full wp-image-18817 aligncenter" title="Divulgação" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2011/12/deniro-blog.jpg" alt="deniro blog Estreia: <i>Os Especialistas</i>" width="439" height="306" /></a></p>
<p>EUA, 11. Direção de Gary McKendrick. Roteiro de Matt Sherring baseado em livro de Ranulph Fiennes. Com Jason Statham, Robert De Niro, Clive Owen, Aden Young, Dominic Purcell, Bem Mendehlson, Yvonne Strahovsky. 116 min. Imagem.</p>
<p>É um bom título nacional para um filme policial meio genérico, outro daqueles que Robert DeNiro não precisava ter feito e que não contribuem nada para seu prestígio. Mas também não é do piores (lembra um pouco <em>Ronin</em>).</p>
<p>Afirma ser inspirado em fatos reais, mas hoje se desconfia disso, pode ser um truque dos realizadores. O diretor é novato e fez apenas curtas antes. Assim como o roteirista, os dois se encontram num novo projeto em andamento <em>Joseph and the Girl</em>.</p>
<p>O curioso é o autor do livro <em>The Feather Men</em> que sugeriu a história que é primo de Ralph Fiennes, o militar Sir Ranulph.</p>
<p>A princípio, pensei que fosse refilmagem de outro<em> Killer Elite, </em>de Sam Peckinpah, mas nada a ver. Seria sobre uma organização britânica chamada Killer Elite, ou seja, dois agentes especialistas em ações perigosas.</p>
<p>Danny é um ex-agente (Jason Statham, o carequinha eficiente que é o verdadeiro astro do filme) que depois de ter participado de uma missão no México (no prólogo) não tem coragem de matar uma criança e resolve ir morar no interior da Austrália.</p>
<p>Ele é ajudado por um veterano mentor Hunter (DeNiro) e forçado a voltar a ativa para investigar e  combater uma sociedade militar secreta que é liderada por Clive Owen (pela primeira vez ao menos recentemente como vilão absoluto).</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2011/12/os-especialistas.jpg"><img class="size-full wp-image-18826 aligncenter" title="Divulgação" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2011/12/os-especialistas.jpg" alt="os especialistas Estreia: <i>Os Especialistas</i>" width="450" height="451" /></a></p>
<p>O resultado é um filme de ação, com muitas perseguições e fugas, explosões e algumas reviravoltas, passando pela Austrália, Paris, Londres e Oriente Médio. Já que a situação mais forte da historia é um xeique milionário que deseja capturar o sujeito que matou seu filho há algum tempo atrás. E para forçar Danny a aceitar a missão sequestra seu amigo De Niro.</p>
<p>Para a missão, Danny então chama dois parceiros, um ex-paraquedista (Purcell) e um técnico (Aden Young), que pelo jeito não sabem que o destino de todo capanga nesse tipo de filme é morrer no lugar do herói.</p>
<p>O orçamento é generoso (falam em US$ 75 milhões. Será?). Não espere, porém, nenhuma grande denúncia política, ou nada surpreendente. O livro original inclusive mencionava que a ação no Iemen nos anos 70 que o SAS estava combatendo uma revolução comunista promovida pela Alemanha Oriental e Soviéticos, principalmente no Sul do país (isso daria ao menos uma certa profundidade aos militares além da simples caricatura).</p>
<p>O filme segue a formula tradicional, mas com bastante profissionalismo, muita violência, algumas frases feitas (matar é fácil, o difícil é viver com isso), mas se sustenta por causa do bom elenco.</p>
<p><strong>Veja mais:</strong><strong> </strong></p>
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		<title>Crítica de lançamento &#8211; Reféns</title>
		<link>http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/2011/11/15/critica-de-lancamento-refens/</link>
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		<pubDate>Tue, 15 Nov 2011 08:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Cam Gigandet]]></category>
		<category><![CDATA[estreias]]></category>
		<category><![CDATA[Joel Schumacher]]></category>
		<category><![CDATA[nicolas cage]]></category>
		<category><![CDATA[Nicole Kidman]]></category>
		<category><![CDATA[Reféns]]></category>

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		<description><![CDATA[Reféns (Tresspass) EUA, 11. Direção de Joel Schumacher. 91 min. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Reféns </strong></em>(<em>Tresspass</em>)</p>
<p>EUA, 11. Direção de Joel Schumacher. 91 min. Com Nicolas Cage, Nicole Kidman, Cam Gigandet, Ben Mendelsohn, Liana Liberato, Jordana Spiro,  Dash Mihok, Emily Meade.</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2011/11/refens.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-18191" title="Foto: Divulgação" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2011/11/refens.jpg" alt="refens Crítica de lançamento   <i>Reféns</i>" width="450" height="307" /></a></p>
<p>Este foi um dos grandes desastres do ano (custou cerca de US$ 35 milhões e não rendeu mais do que 16 ), mas como não é filme de estúdio do independente Millenium não ficou assim tão notório, ate porque já nos acostumamos com as bombas que Nicolas Cate tem estrelado. Aqui, eles chamaram de volta meu amigo diretor Joel Schumacher (o conheci em Paris e depois o reencontrei outras vezes ficamos amigos, mas é difícil manter um contato com os constantes erros que tem cometido) que não consegue salvar um roteiro muito fraco de um certo Karl Gajdusek (só tem como crédito a série <em>Dead Like Me</em>), que ainda por cima é curto a ponto de parecer esticado.</p>
<p>Como não passaram o filme antes para a imprensa (ou ao menos não me convidaram), a impressão que fica, vendo numa sala, é que devem ter pago um bom salário para a dupla central, de tal forma que não sobrou grana para o sets (a mansão em que vive o casal depois de uma externas no começo vai ficando empobrecida e descuidada) e menos ainda para o elenco de apoio. A não ser a enjoadinha Liana Liberato, que faz a filha (ela estrelou <em>Confiar</em>), todos os outros são canastrões e jogam fora personagens que poderiam ser interessantes, em particular o australiano Ben Mendelsohn <em>(Especialistas, Reino Animal)</em>, que tinha nas mãos um vilão que poderia ser notável.</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2011/11/refens2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-18192" title="Foto: Divulgação" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2011/11/refens2.jpg" alt="refens2 Crítica de lançamento   <i>Reféns</i>" width="450" height="321" /></a></p>
<p>Ainda me lembro da época em que eu era criança, quando vi meu primeiro filme sobre bandidos que invadem uma casa, chamava-se <em>Horas de Desespero</em>, dirigido pelo grande William Wyler e quem fazia o papel do chefe dos bandidos era Humphrey Bogart. Para sentirem a diferença de nível e como esse tipo de história já é velha e cansada de guerra. Hoje virou lugar comum da crônica policial e ficou cada vez mais violenta.</p>
<p>Nicole (sem botóx) tem um papel infeliz, onde fica chorando e gritando o tempo todo (merece todos os dólares que levou, embora um fracasso desses no momento delicado de sua carreira não venha a calhar) como a esposa desprezada de um homem muito rico que negocia com diamantes e que ainda está terminando a mansão para onde se mudaram.</p>
<p>Além disso, tem o conflito com a filha adolescente que quer ir numa festinha de barra pesada e quando contrariada foge de casa. Em menos de dez minutos, aparecem bandidos disfarçados de seguranças (o filme levanta uma pista falsa quando Nicole parece reconhecer um deles) em busca do dinheiro e das pedras. Mas o marido (Cage) recusa a abrir o cofre. Enquanto a esposa e depois a filha que retorna, ambas burrinhas não dão uma dentro. Ficam histéricas e não conseguem nem fugir, nem reagir direito, nem ajudar Cage.</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2011/11/refens1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-18193" title="Foto: Divulgação" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2011/11/refens1.jpg" alt="refens1 Crítica de lançamento   <i>Reféns</i>" width="450" height="297" /></a></p>
<p>São quatro bandidos e o chefe deles é aquele australiano que eu disse que joga fora a chance de sua carreira. Infelizmente filme desse tipo só funciona tendo um vilão de qualidade, uma grande figura. E aqui são todos ridículos, inclusive uma mulher drogada e o mais tonto de todos, o tatuado Cam Gigandet (<em>Burlesque</em>), que é outro que não chega nem perto das possibilidades do seu personagem (que acaba sendo o mais interessante).</p>
<p>Se o filme é puro clichê, ele perde completamente o rumo na meia hora final, ficando cada vez mais absurdo e ate ridículo. Talvez de para se consumido na televisão, mas não merece ser conferido nos cinemas. Mas pelo jeito só o nome de Cage já é garantia de má qualidade.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Estreia &#8211; O Último Dançarino de Mao</title>
		<link>http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/2011/11/10/estreai-o-ultimo-dancarino-de-mao/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 Nov 2011 08:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Bruce Beresford]]></category>
		<category><![CDATA[Chi Cao]]></category>
		<category><![CDATA[Conduzindo Miss Daisy]]></category>
		<category><![CDATA[estreias]]></category>
		<category><![CDATA[Kyle MacLahan]]></category>
		<category><![CDATA[O Último Dançarino de Mao]]></category>

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		<description><![CDATA[O Último Dançarino de Mao (Mao´s Last Dancer). Austrália, 09. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>O Último Dançarino de Mao</em></strong> (<em>Mao´s Last Dancer</em>). Austrália, 09.</p>
<p>Direção de Bruce Beresford (<em>Conduzindo Miss Daisy</em>). 117 min. Califórnia.</p>
<p>Com Bruce Greenwood, Kyle MacLahan, Chi Cao, Aiden Young, Christopher Kirby, Suzy Steen e Joan Chen.</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2011/11/japa.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-18050" title="Foto: Divulgação" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2011/11/japa.jpg" alt="japa Estreia   <i>O Último Dançarino de Mao</i>" width="450" height="302" /></a></p>
<p>Está sendo exibido nos cinemas apenas para tornar o título mais conhecido posteriormente em outras mídias, já que passou em branco em todo o mundo. Nem foi ajudado pelo relativo prestígio do diretor australiano Beresford,  que não deu muito certo nem mesmo no premiado <em>Conduzindo Miss Daisy</em>. De qualquer forma, ele ganhou o prêmio do público na Mostra de São Paulo de 2009 e também no Australian Film Institute – além de trilha musical.</p>
<p>Esta é uma história real baseada na autobiografia de Lee Cuxin. Aos 11 anos foi recolhido de uma aldeia pobre pela  mulher de Mao Tse Tung, que estava numa viagem cultural. É levado para Beijing para estudar balé e em 1979, faz viagem de intercâmbio cultural com os Estados Unidos, indo para o Texas. Mas lá se apaixona por uma mulher americana. Dois anos ele consegue escapar da China e se torna o principal astro do Houston Ballet e também no Australian Ballet.</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2011/11/japa1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-18051" title="Foto: Divulgação" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2011/11/japa1.jpg" alt="japa1 Estreia   <i>O Último Dançarino de Mao</i>" width="450" height="298" /></a></p>
<p>Um conto de relativa ressonância porque o personagem não é conhecido aqui,  talvez fosse melhor terem feito a biografia de uma atriz do filme, Joan Chen, que tem alguns semelhanças com Cuxim. Nasceram no mesmo ano, foram escolhidos crianças para seguir a carreira artística e vieram para os EUA em 1981, tendo relações atribuladas com sua pátria  natal. De qualquer forma para o papel principal escolheram aqui um rapaz chamado Chi Cao, cujos país foram os professores de dança de Cuxim em Beijing. Chi desde então não fez outro filme.</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2011/11/japa2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-18052" title="Foto: Divulgação" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2011/11/japa2.jpg" alt="japa2 Estreia   <i>O Último Dançarino de Mao</i>" width="450" height="299" /></a></p>
<p>Confesso que assisti esta fita já há algum tempo e não tenho os detalhes muito na memória. Escrito pelo roteirista de Shine, não é um filme de propaganda, mas uma história correta, bem contada, que se torna uma variante do tema "um peixe fora d´água" e do conflito cultural entre ocidente e China, que atualmente está em plena deflagração. Ou seja, ficou ainda mais atual (sua vida quando pequeno e jovem é mostrada em flashbacks).</p>
<p>Rodado em locações (Austrália, Texas e também na China) é uma história de amor, de dança (<em>Don Quixote, Lago dos Cisnes, Le Sacré du Printemps</em>, mas também danças de propaganda chinesa) e política. Para quem interessar.</p>
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		<title>Estreia &#8211; Pronto para Recomeçar</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Nov 2011 08:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Rebecca Hall]]></category>
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		<description><![CDATA[Pronto para Recomeçar (Everything Must Go). Eua, 11. Direção de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Pronto para Recomeçar </em></strong>(<em>Everything Must Go</em>). Eua, 11. Direção de Dan Rush.</p>
<p>Com Will Ferrell, Rebecca Hall, Michael Peña, Christopher Jordan Wallace, Laura Dern, Stephen Root.  97 min.</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2011/11/FILME1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-18041" title="Foto: Divulgação" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2011/11/FILME1.jpg" alt="FILME1 Estreia   <i>Pronto para Recomeçar</i>" width="450" height="294" /></a></p>
<p>Tinha certeza que este nem ia passar nos cinemas, já que foi um tremendo fracasso nos EUA (além disso o ator Ferrell ainda não conseguiu criar um público por aqui). Parece que o espectador americano tem rejeitado filmes que abordam a recessão e a crise econômica atual. E em particular, não gostam quando humoristas tentam fazer papéis sérios. Neste caso pode ser classificado no máximo como comédia-dramática. E assim mesmo com boa vontade. Aliás, não rendeu mais de US$ 2 milhões e 600 mil (embora só tenha custado US$ 5 milhões).</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2011/11/FILME.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-18042" title="Foto: Divulgação" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2011/11/FILME.jpg" alt="FILME Estreia   <i>Pronto para Recomeçar</i>" width="450" height="290" /></a></p>
<p>O diretor é estreante e adaptou aqui um conto de Raymond Carver (que tem jeitão de peça de teatro) chamado <em>Why Dont You Dance?</em>. É sobre um vendedor que bebe  muito e que perdeu ao mesmo tempo a esposa e o emprego. Ao descobrir que ela colocou todas as suas posses no jardim de frente da casa, ele se instala ali mesmo dormindo numa poltrona e criando problemas com os vizinhos. Eventualmente fica amigo de um garoto afro-americano, cria um relacionamento com a moça da casa defronte (a inglesa Rebecca, de <em>Vicky Cristina Barcelona</em>), uma visita a uma antiga namorada (a sempre ótima Laura Dern) e aos poucos vai deixando de beber... Até porque o dinheiro e a cerveja estão acabando. Enfim, a vida vai continuando. Quando aquilo acaba vira uma grande “venda de garagem” (uma venda informal de objetos de segunda mão muito comum nos EUA, a "garage sale").</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2011/11/FILME2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-18043" title="Foto: Divulgação" src="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/files/2011/11/FILME2.jpg" alt="FILME2 Estreia   <i>Pronto para Recomeçar</i>" width="450" height="292" /></a></p>
<p>Porém, Ferrell é um ator frio, com um humor peculiar e nem sempre acerta em passar emoções mais triviais (já que não está na caricatura). Realmente há uma certa resistência em levá-lo a sério, num personagem que demanda alguém  mais humano e caloroso. Até patético. O que pode explicar a rejeição ao filme.</p>
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