Luiz Jurandir Simões, consultor da GTK e professor de Finanças da USP e da Faculdade Metodista

Antes de definir onde investir, o professor informa que a pessoa precisa para que quer investir. “Não dá para aconselhar nenhum investimento sem entender a circunstância de vida do indivíduo”, diz. “O que é bom para um pode ser ruim para outro.”
Poupança – ainda é atraente para o pequeno investidor pela facilidade operacional (sacar rapidamente, a qualquer dia). Até uns R$ 10 mil é válida. Acima disso ele aconselha a procurar um fundo de investimento com uma boa, ou seja, baixa taxa de administração.
Fundos – Deve-se avaliar os custos do fundo (taxa de administração, Imposto de Renda). Os fundos DI, que seguem a taxa Selic, deverão ter uma tendência a cair gradativamente. Assim, os fundos prefixados devem ser mais atraentes. O ideal seria ficar em um fundo pelo menos de 3 a 4 anos.
Tesouro Direto – para ele, o melhor papel é a NTB-b para quem puder esperar 20 anos. “Ganhar 4% acima da inflação em 20 anos é excelente”, diz. Para ele, as pessoas querem investir para conservar seu poder de compra na aposentadoria, não se trata de especulação. Não adianta querer construir patrimônio com investimento, isso se constrói com trabalho, com criatividade. O importante depois é conservar esse patrimônio.
Letras de Crédito Imobiliário – podem ser interessantes, mas ele aconselha a investir via fundos.
Ações – o professor avisa que tem sempre um primeiro passo que é pesquisa. Se a pessoa não tiver tempo para fazer pesquisa, deve comprar um fundo de ações que siga algum tipo de índice. Se ela puder selecionar as ações, ele aconselha a selecionar poucas para que possa acompanhar com muito cuidado. Mas isso só se ela for da área financeira para escolher um bom papel. “Quando a pessoa entra na Bolsa para seguir uma onda ela se arrepende – 100% das vezes”.
Imóvel - Sempre tem bons momentos e maus momentos simultaneamente. Se você pesquisar direito encontra um apartamento que a construtora não vendeu e quer se desfazer, imóveis em lugares com bom potencial de crescimento. Mas para comprar um imóvel a pessoa tem de perder pelo menos 3 meses procurando. Tem que conhecer o imóvel em todas as ocasiões, nos 7 dias da semana. Porque na segunda-feira pode ter feira, na terça pode ter boate, na quarta o vizinho pode tocar bateria, etc. Tem que procurar e analisar com muito cuidado.
Mas para comprar é interessante que a pessoa tenha uma poupança prévia para dar de entrada. Porque mesmo com uma taxa de 8% ao ano, se ela financiar R$ 200 mil vai pagar cerca de R$ 1500 de juros por mês.
Dólar – Dólar não é investimento: sobe e cai toda hora! Se você precisar de dólar, começa a comprar um pouco de forma contínua. Mas isso não é investimento, é uma poupança para gastar lá na frente. Dólar é uma aposta, da mesma maneira que alguém decide apostar num título de capitalização. Não é um investimento, é uma aposta.
Ouro – mesmo conselho que para o dólar. Quando há crise, vira reserva de valor, mas poucas pessoas se beneficiam disso.
Leia mais sobre o assunto:
Poupança continua competitiva (Clique aqui)
(Andrew Storfer, membro do Conselho de Administração da Anefac)
Renda fixa X ações (Clique aqui)
(Marcos Crivelaro, professor de Finanças da Fiap)
Época de conhecer novas opções de investimento (Clique aqui)
(Paulo Gala, professor de Finanças e Economia da FGV-SP)
Aposta no Tesouro Direto (Clique aqui)
(Samy Dana, professor de Finanças da FGV-SP