Nesta semana, muitos camelôs que trabalham na capital mineira se envolveram em confrontos com a Polícia Militar. A grande causa do protesto são as medidas adotadas pela Prefeitura de Belo Horizonte para forçar a retirada do pessoal das ruas com a realocação dos ambulantes irregulares nos shoppings populares na tentativa revitalizar o hipercentro da cidade.

Contudo, em meio à vários vendedores ambulantes, existem pessoas com deficiência, trabalhadores, que dependem das vendas para ganhar a vida, prover o seu próprio sustento e de suas famílias. E ao contrário do que muita gente pensa, os ambulantes com deficiência não estão em condição irregular, eles têm autorização legal para trabalhar nas ruas do hipercentro, na forma da legislação municipal, assim como os hippies, índios e artesãos.

Cadeirante atendendo um cliente em sua banca no centro de BH

Ocorre que o direito de trabalhar como ambulantes, para pessoas nessa qualidade, depende de prévia regulamentação do Poder Executivo, por determinação do texto atual do Código de Posturas de BH.

Até o presente momento, esse direito não foi regulamentado e os trabalhadores com deficiência estão convivendo com o medo e a insegurança de continuar  exercendo suas atividades no hipercentro em meio às medidas que estão sendo tomadas pelo Executivo Municipal.

A PBH já iniciou diálogo com representantes das pessoas com deficiência que trabalham como ambulantes, mas ainda não houve nenhum feedback concreto sobre quando a situação desse pessoal será regularizada.

Eu fui conferir de perto essa realidade, ouvir os trabalhadores e dar visibilidade à causa. Esse foi o tema do Faça Parte dessa quarta (05).  Seja um amigo da inclusão e compartilhe!

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