Dados do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro mostram que 84 pessoas foram vítimas de balas perdidas, no período de janeiro a junho deste ano. Desse total, 11 morreram. Essas balas acham sempre o mais sofrido, aquele que leva a vida na maior dificuldade dentro das comunidades! É a banalização da vida! Na última quarta-feira (24/11), a vítima foi Rosângela Barbosa Alves, estudante de apenas 14 anos: uma menina que morreu dentro de casa, sentada no computador.
“Ela chegou a ser levada para o hospital, mas não resistiu”, disse emocionado.
Roberto Alves, pai da menina.
“Morreu nos meus braços e eu não pude fazer nada”.
Rosângela Barbosa, mãe da vítima.

Pais de outros três filhos, Roberto e Rosangela só pensam em deixar a Vila Cruzeiro, na Penha.
Qual é o sonho de quem mora na favela, qual é o mínimo para viver com dignidade e cidadania?
“O mínimo é paz, direito de ir e vir. Nós somos tratados como bicho, lado nenhum vê a gente como gente.” , responde Rosângela.
Essas áreas ocupadas são do povo! Agora o poder público tem que entrar com escolas, médicos... Imagina se tivesse hospital lá, essa família conseguiria salvar a filha!
Eu só peço a Deus que mande um espírito consolador para aquietar o coração desses pais que têm outros três filhos para criar.
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