04
janeiro
às 12h38

A prefeitura acaba de ganhar um aliado na fiscalização das ruas, é o chamado carro espião.

Câmeras especiais que são capazes de girar 360º e ainda tem um zoom incrível foram acopladas nos veículos

A nossa reportagem entrou no carro espião e em poucos minutos encontrou diversas irregularidades.

Setenta controladores controlam o município por 24 horas, todos os dias.

Nas ruas, o carro despertou curiosidade e expectativa.

Mapear e melhorar o Rio de Janeiro é perfeito, mas precisa ver esse contrato...como funciona....

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26
novembro
às 19h45

Na edição de ontem, do RJ Record Especial, eu conversei com o deputado estadual Marcelo Freixo, presidente da CPI das milícias.

Essas armas poderosas vêm de fora. Então por que as policiais das nossas fronteiras estão tão desguarnecidas?

“Wagner, eu sempre digo que seria muito mais útil se a polícia fizesse uma operação na Baía de Guanabara. Quem lucra com esse tráfico de armas? O dedo que aperta o gatilho tem que ser investigado, mas o que conta o dinheiro desse tráfico também.”

Muita gente diz que hoje é o dia D, eu não concordo, o que acha?

“Não Wagner, essa barbárie não pode ser comparada com uma guerra. Nós sabemos que o poder bélico é parecido, que o confronto é parecido, mas não tem ideologia de guerra na cabeça desses garotos.”

Esse crime é desorganizado, a maioria desses meninos não teve oportunidade de ver uma luz no fim do túnel, de chegar a algum lugar. Vêem os pais ganhando uma miséria. O que tem que haver é o combate do verdadeiro tráfico de drogas e armas, com uma polícia mais treinada e melhor remunerada.

Tomara que a gente, lá na Assembleia, tenha uma parlamento que combata tudo isso.

IMG00265 20101126 1644 Entrevista com Marcelo Freixo

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26
novembro
às 18h24

Mostramos hoje no Balanço Geral mais de cem motos apreendidas pela polícia na Vila Cruzeiro, na Penha. Ontem a polícia entrou e na hora que os bandidos sentiram o tamanho do problema (nabo), largaram tudo pra trás. São motos, armas, coletes.

O importante agora é a desburocratizar e colocar esse material para ser usado, o quanto antes, pela própria polícia. O momento agora é de desburocratização!!!!!!

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26
novembro
às 18h20

A polícia está apertando e vai espirrar bandido para todos os lados. Eles vão correr para as comunidades com a mesma facção. Mas eu já vou avisando!!!! Quem for preso nessa situação vai direto para os presídios de segurança máxima, lá em Catanduvas, no Paraná, ou para Porto Velho, em Rondônia, logo aqui, pertinho e quente pra cacete, dá até para fritar ovo não chão. Eu avisei, vocês estão fazendo merda e a polícia vai ocupar e ocupou.

É só olhar para a Vila Cruzeiro, lá ontem o cenário era muito diferente, as pessoas não saiam de casa. Hoje é a fase de rescaldo. Eu sei que as horas foram difíceis, mas os moradores estão tranqüilos agora. A prefeitura tem que entrar, limpar tudo, levar cidadania e dignidade. Isso daqui é um Estado democrático de direito, esses territórios são do povo, é o povo quem tem que viver lá, o poder público tem que levar cidadania e não sair removendo todo mundo.

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26
novembro
às 17h52

Dados do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro mostram que 84 pessoas foram vítimas de balas perdidas, no período de janeiro a junho deste ano. Desse total, 11 morreram. Essas balas acham sempre o mais sofrido, aquele que leva a vida na maior dificuldade dentro das comunidades! É a banalização da vida! Na última quarta-feira (24/11), a vítima foi Rosângela Barbosa Alves, estudante de apenas 14 anos: uma menina que morreu dentro de casa, sentada no computador.

“Ela chegou a ser levada para o hospital, mas não resistiu”, disse emocionado.

Roberto Alves, pai da menina.

“Morreu nos meus braços e eu não pude fazer nada”.

Rosângela Barbosa, mãe da vítima.

IMG00264 20101126 1346 Violência no Rio

Pais de outros três filhos, Roberto e Rosangela só pensam em deixar a Vila Cruzeiro, na Penha.

Qual é o sonho de quem mora na favela, qual é o mínimo para viver com dignidade e cidadania?

“O mínimo é paz, direito de ir e vir. Nós somos tratados como bicho, lado nenhum vê a gente como gente.” , responde Rosângela.

Essas áreas ocupadas são do povo! Agora o poder público tem que entrar com escolas, médicos... Imagina se tivesse hospital lá, essa família conseguiria salvar a filha!

Eu só peço a Deus que mande um espírito consolador para aquietar o coração desses pais que têm outros três filhos para criar.

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