Brasil

11/11/2012 às 04h56 (Atualizado em 11/11/2012 às 04h56)

“É importante que os outros mensalões sejam apurados”, diz Jean Wyllys

Deputado defende o financiamento público de campanha

Do R7

Enquanto o STF (Supremo Tribunal Federal) caminha para o final do julgamento do mensalão — maior escândalo de corrupção do governo Lula —, que condenou ex-dirigentes do PT, o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) defende que o mensalão tucano, que teria dado origem ao esquema petista, também seja julgado.

 

— É importante que nesse processo de moralização, outros mensalões apontados e evocados pela imprensa também sejam apurados.

Wyllys refere-se ao suposto desvio de dinheiro público para abastecer o caixa 2 da campanha à reeleição do governo de Minas de Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998. O esquema teria sido organizado pelo publicitário Marcos Valério, já condenado pelo STF por conta do mensalão petista a mais de 40 anos de prisão.

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O deputado critica a estigmatização que o PT vem sofrendo durante o processo, mas apoia as condenações impostas pela Suprema Corte aos réus do processo:

— Não acho correto que se estigmatize o PT — e eu não sou petista — e que se venda a ideia de que a corrupção começou com o PT. A corrupção não começou com o PT e não está restrita a parlamentares. Ela envolve diferentes setores da sociedade, é sistêmica. E fico feliz que a instância maior do judiciário esteja tocando esse processo de moralização e punindo essas pessoas.

Para ele, o combate à corrupção parlamentar passa pela implementação do financiamento público de campanha no País.

— Financiamento público de campanha é algo salutar para a democracia brasileira. Salutar para a eleição de pessoas comprometidas com os interesses da coletividade e não com os interesses privados de empresas e grupos econômicos.

Wyllys acredita que o debate sobre a reforma política não avança na Câmara porque o PT prefere manter a governabilidade do governo Dilma Rousseff, sem ferir interesses de partidos da base aliada:

— [Os parlamentares do PT estão] Sempre envolvidos com outras questões, projetos do governo que precisam ser votados e dependem de uma estabilidade da base aliada para que esses projetos sejam votados. Diante disso, para que o governo Dilma consiga votar seus projetos, a bancada do PT fica ali sem fazer os enfrentamentos que deveriam ser feitos.

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